quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A TRUPE DO TEATRO CAMPANHENSE.

          Bons tempos, quando Campanha tinha um excelente Grupo de Teatro. Esta foto parece ter sido em São Lourenço. Nossa trupe nesta foto: Dona Mimi Paes, Nadege Paes, Euclides Garcia, Munir Bacha, Fausto Araújo, Nicolau Silva, Nilza Pires, e duas outras que vou precisar da ajuda de vocês para identifica-las.

JONAS DE PAIVA OLYNTO - 156 ANOS



JONAS OLYNTO

Ficha Biográfica:
Nome completo: Jonas de Paiva Olynto
Natural da Campanha - MG
Nascimento: 22/02/1862
Falecimento: 07/01/1920
Solteiro.
Pais: Francisco de Paula Paiva e Antônia Ornellas de Paiva .
Função: professor, poeta, jornalista.

Jonas de Paiva Olynto fez seus primeiros estudos na Campanha, seguido depois para o seminário de Mariana, onde esteve sob os auspícios do ilustre campanhense padre Francisco de Paula Vítor (Padre Vítor), que ele venerava profundamente.
No seminário conservou-se até a ocasião de receber a tonsura, pois, compreendendo que seu ideal era muito diverso, abandonou a batina e seguiu para sua terra natal. Como, porém, seu pais fossem paupérrimo e não podiam por isso mantê-lo numa academia, continuou a estudar sozinho pois, tinha sede de saber, era inteligente e muito estudioso. Conhecia o espanhol, o italiano, o inglês, o francês, o grego, e dispensava um especial cuidado à língua latina. Escrevia corretamente o idioma pátrio.
Certa vez, refletindo sobre quem eram os professores da Escola Normal quis ser normalista para, com seu diploma, tentar angariar uma cadeira de professor publico estadual.
Matriculou-se, então, na Escola Normal, e ali gozava de merecido conceito pela sua conduta destacada e maneira clara precisa com que discorria sobre as lições.
Com a morte repentina do pai, Jonas ficou sozinho com sua mãe. Abandonou o curso normal e fez-se professor para ajudar no sustento da casa. Seu amor de filho era enorme.
Como professor, dedicou-se ardentemente em distribuir aos discípulos os seus ótimos conhecimentos. Uma plêiade de ilustres campanhenses aprenderam com ele, pois sua competência e ilustração eram muito superiores.
  Jonas Olynto nunca pretendeu mudar de sua modesta condição de professor unicamente por não abandonar a sua pobre mãe, já velhinha, doente longos anos, no fundo do leito.
 Morta sua mãe, aos 12 de setembro de 1912, abandonou ele a profissão de mestre notável que fora. Ficou em sua residência reduzido à solidão. Tornou-se o solitário da rua Dr. Brandão, isto é, o solitário da rua do Fogo (como diziam).
  Jonas Olynto escrevia corretamente, estilo sublime, mordacíssimo na sátira. Colaborou em vários jornais locais, como "A Conjuração", "A Idéia", "A Consolidação", "A Revolução" (neste bateu-se ardorosamente pela República), "Monitor Sul Mineiro" e "A Campanha". Foi também poeta e deixou esparsas uma infinidade de composições de vários gêneros.
  Com a sua longa prática de ensino, Jonas Olynto compôs, na sua solidão, um livro a que dera o título de "Novo Méthodo - para aprender leitura e escrita em poucos dias" e publicou-o em 1914, na Tipografia Progresso de São Paulo.
  Em 1917, por insistência de Antônio Cândido de Rezende Filho e de Pedro Alcântara, o "Novo Méthodo" teve sua 2ª edição aumentada e melhorada.
Em setembro de 1919, Jonas Olynto havia já concluído e revisto os originais de mais 3 obras a serem publicadas em 1920: uma era a coletânea de suas poesias esparsas nos jornais e muitas inéditas de traduções dos "Poemas Barbares", de Leconte de Lisle; a Segunda, estudos de linguagem portuguesa, obra fartamente documentada; e a terceira, sobre a Campanha - sua história e as contradições de Júlio Bueno, no seu trabalho "Almanach do Município da Campanha", editado em 1900. Jonas, porém, tornara-se um neuropata cada vez mais acentuado, talvez pela vida isolada que levou; e, numa de suas crises neuróticas, lançou fogo aos originais dos seus trabalhos; tomou de uma tira de papel que colocou em um copo com solução de cianeto de potássio e escreveu nela a seguinte frase latina:
"Pote! Non doleti in eterno dormire, volo".
  Ingeriu a solução, pondo termo, assim, tão tragicamente, à sua vida toda consagradaao ensino da mocidade estudiosa da Campanha.
Hoje denomina rua no município da Campanha, no centro, localizada próximo à Escola Estadual D. Inocêncio.
Biografia: Antônio Cândido de Rezende Filho (Tonico Rezende).

NOSSOS FUTUROS LEGISLADORES POR MINAS GERAIS.

          Na noite de ontem o professor Vicente Baldo e eu, tivemos um honroso encontro informal com o amigo campanhense Ailton Cunha, pré candidato a deputado estadual e Tiago Mitraud, pre candidato a deputado federal. Tiago que é de Belo Horizonte e estava de passagem para São Paulo, onde tem alguns compromissos, resolveu parar em Campanha, que está bem no meio de seu caminho, aproveitou para rever o amigo de jornada Ailton Cunha e conhecer a nossa cidade, já que é a  mãe de tantas personalidades importantes do mundo da política.

          Foi um encontro muito gostoso, descontraído, quando pudemos conhecer melhor nossos futuros representantes no legislativo estadual e federal. Dois jovens que tiveram berço, de ótima educação, de uma formação ímpar, que fizeram a diferença por onde passaram, que se preocupam com o bem estar das pessoas, com a qualidade de vida das comunidades baseadas numa educação de alto nível.

          Muitos de vocês, assim como eu antes de conhece-los, pensava; la vem mais um oportunista querendo se dar bem na vida pública. Mas, a vida é feita de política, queiramos ou não tudo passa por ela, então é chegada a hora de buscarmos uma renovação geral, conhecendo o passado de cada candidato, sua formação e seu interesse pelo bem comum. Não é porque eu ou qualquer outra pessoa está sugerindo algum nome, que você deve acreditar. Anote este nome, procure conhecer sua formação, seu passado, seu compromisso com a comunidade e decida-se pelo que achar melhor. O importante é que renovemos o quadro político nacional. Será o primeiro passo, porque a transformação será muito lenta, mas, temos que começar.
       

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CONGADA DOS CAJURU.

                    O terno de Congada dos Cajuru na primeira metade do século XX. Está foto foi tirada possivelmente pelo senhor Paulino Araújo, meu avô, na atual rua Getúlio Vargas, ao lado da Prefeitura e dos Correios da Campanha. Antigamente no lugar da casa que aparece ao fundo havia uma passagem até a praça, ao lado do cinema, que era conhecida como Beco da Cadeia, porque a cadeia pública era no largo da cadeia, que ficava no quarteirão onde hoje tem a Foto Fênix.

CARTA DE CIPRIANO JOSE DA ROCHA - 09.12.1937

Rio Verde na altura de S. Lourenço.
 His dictis, vamos transcrever, em ortografia oficial, a referência sobre Campanha, quase dispensando comentários,  tão clara é a sua redação. Em 23 de setembro, mal convalecido, fiz jornada desta vila para o descobrimento das minas do Rio Verde, só famigeradas por uma obscura notícia de alguma pessoa que ocultamente dava mantimentos aos criminosos, que refugiavam naqueles desertos. Por força de diligências minhas, fiz romper matas e sertões, que pudessem franquear a estrada que, com efeito, se pôs franca para toda pessoa, assim de pé e a cavalo, como para cavalos carregados, desterrando todo o terror que se havia concebido aos criminosos que espalhavam vozes: defenderiam os sertões que habitavam, para que não fossem entrados de pessoa alguma, o que lhes seria fácil, não abrindo-se caminho capaz. Com efeito, depois de dez dias de jornada, cheguei àqueles sertões e com o meu exemplo entraram aos poucos que quiseram, e os criminosos se ausentaram. Fizeram-se experiências nos córregos e ribeiros. Ordenei que quem quisesse entrar na repartição das terras minerais désse a rol os negros que possue. Pelos bilhetes de capitação, fe-se a repartição por sortes. Não houve descobridor; e só o temor que acima relato e a minha diligência. Tiraram-se as datas pertencentes à fazenda Real; e as que me tocavam, como superintendente, ordenei se juntassem às da Fazenda e se rematassem para a mesma. Importou toda rematação em meia arroba de ouro e onze oitavas, e foi preciso esperar o pagamento até o primeiro de setembro do ano próximo vindouro; e se seguraram as rematações e confianças. Não tirei salário algum da repartição, nem cousa alguma aos poucos dos dias que despendí em toda a jornada e estada. Estão estas minas em uns dilatados campos, que as findam em vários córregos e ribeiros, com muitos matos proveitosos para à agricultura e, ainda que tarde, se plantou (plantaram) quasi trezentos alqueires de milho, em várias roças. Em todos os córregos e ribeiros se acha ouro que entra para a terra, pelo que promete duração. São certos os jornais de meias patacas, e, nos tempos que assisti naquelas partes, tive certeza que os negros davam de jornal a meia oitava e três quartos. Compreende o descoberto em circuito mais de vinte léguas

Fundei um arraial em forma de vila, o que se deu o nome de S. Cipriano, que está povoado com praça e ruas em boa ordem e muito boas casas, e ficava-se entendido em fazer Igreja. Determinei terra para casa de Intendência, que será preciso. Tem o dito arraial a comodidade de quatros rios abundantíssimos de peixe grosso e miúdo, que são Palmela, Lambarí, Sapucaí (que eu descobri) e o Rio Verde que leva ouro em conta, pela experiência que se tem feito. Mandei tomar terra para casas da Intendência. Foram quase sete mil negros a que se repartiram terras. Serão as ditas minas uma dilatada povoação, tanto  tendo pela extensão, que cada dia cresce, como pela comodidade do país, terra produtiva de mantimento e os ares benévolos.

O Rio Sapucaí, só conhecido pela tradição dos antigos paulistas, fiz descobrir pelo sertão destas Minas, por diligências e despesas minhas, até que pessoalmente fui às suas margens e o passei em canôa, que mandei fazer. É o rio abundante de águas, maior em muitas partes que o Rio Grande, porém de vagarosa corrente. Mandei explorá-lo para as suas cabeceiras. acharam-se disposições de ouro e também me informaram que, navegando três dias rio acima, se comunicarão às minas de Itajubá. A entrada do inverno, as continuadas trovoadas e chuvas suspenderam-me maiores indagações, como desejava. aperfeiçoei o caminho que, quando fui, fez três dias de ornada, e hoje se faz em menos de um dia do arraial, sendo aquele tempo na consideração dos homens duvidoso e com perigo cometer aquele descobrimento tanto que, sabendo no arraial a minha resolução, se ausentaram muitos, entendendo eu os obrigaria a acompanhar-me. Gastei 73 dias nesta diligência. acompanharam-me os soldados que V.S. mandou, com bom gosto e obediência; o meirinho geral, como bom oficial, pronto a tudo.

Entrei nesta ação, por entender fazia bons serviços a S. Majestade, sem mais interesse que dar-se o mesmo Snr. por bem serviço da minha intenção, e poderem se acomodar os vassalos e cessarem as queixas de muitos que não tenham onde minerar. Vão entrando muitas gentes; tem mantimentos em abundância e bom cômodo e continuamente estão entrando carregações. Será preciso crear-se Vila, com justiças pela distância que há à esta vila, sem embargo de eu mandar por em direitura o caminho que fica em pouco mais de três dias, mas sempre é distância. Obrei a despesas minhas, perdendo emolumentos, o que é notório. Deus Guarde a V. S.

S. João del Rei, 9 de dezembro de 1737. O ouvidor de S. João del Rei-
Cipriano José da Racho".

Arquivo: Memória Campanhense
04.08.2016

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

10 FAMOSOS DE OUTRAS ÁRES QUE ESCREVERAM BEST-SELLERS, E VOCÊ NEM SABIA!

10 famosos de outras áreas que escreveram best-sellers – e você nem sabia!

Caio Coletti - Observatório do Cinema - 08/02/2018
É curioso pensar nos nossos atores preferidos como autores de livros – isso porque costumamos pensar em famosos do cinema como pessoas muito públicas, e escritores não tanto. É difícil separar a personalidade desses famosos de suas narrativas, mas a verdade é que eles são muito talentosos no papel!


LAUREN GRAHAM | Você a conhece como a Lorelai Gilmore, mas Graham também é chegada a uma boa máquina de escrever. Intitulada Quem Sabe um Dia, sua estreia no mundo da ficção conseguiu status de best-seller do New York Times contando a história de uma jovem tentando sucesso na Broadway.

GENE HACKMAN | Após anunciar sua aposentadoria dos cinemas em 2004, o lendário Lex Luthor de Superman (1978) conseguiu realizar um sonho: ter tempo para escrever romances históricos. Nenhum de seus livros foram traduzidos no Brasil, mas títulos incluem Justice for None (Justiça para Ninguém), Escape from Andersoville (Escape de Andersonville) e Pursuit (Perseguição).

CHRIS COLFER | Sentindo falta do Kurt de Glee nas telas? Bom, é melhor você não esperar sentado, porque atualmente Chris Colfer está muito ocupado com sua carreira de escritor best-seller. A série de livros infanto juvenis Terra de Histórias, publicada em onze volumes entre 2012 e 2017, é dele.

TOM HANKS | O lendário astro de Forrest Gump e Toy Story não se caracterizava como um escritor até recentemente – ele lançou seu livro de contos, Tipos Incomuns, em outubro de 2017. O livro foi um sucesso de crítica e público – inspirado pela coleção de máquinas de escrever antigas que possui, Hanks criou contos nostálgicos e criativos.

CARRIE FISHER | A eterna Princesa Leia se considerava mais escritora do que atriz. Seu best-seller Lembranças de Hollywood é talvez o mais lembrado de uma grande bibliografia – isso porque o livro de inspiração autobiográfica virou filme, estrelado por Meryl Streep e Shirley MacLaine em versões pouco disfarçadas de Fisher e sua mãe, Debbie Reynolds.

STEVE MARTIN | O comediante publica ensaios, peças, livros autobiográficos e novelas de ficção desde 1979, mas seu trabalho mais reconhecido no campo literário é provavelmente A Balconista, que ele mesmo transformou em um filme em 2005, estrelado por Claire Danes. Vale a pena ler – e ver!

HUGH LAURIE | Em 1996, ainda conhecido primariamente como um comediante britânico, Laurie lançou seu primeiro livro, O Vendedor de Armas, uma comédia de humor negro muito elogiada pelos críticos. Desde então, ele promete um segundo tomo, intitulado The Paper Soldier (O Soldado de Papel, em tradução livre), mas por enquanto nada…

ETHAN HAWKE | Fãs da trilogia Antes do Amanhecer, de Richard Linklater, sabem que Ethan Hawke (assim como sua colega de elenco, Julie Delpy) ajudaram a escrever o roteiro dos três românticos filmes que a compõem. Mesmo assim, é curioso saber que Hawke também já publicou três livros de ficção, dois dos quais foram enormes sucessos, traduzidos para o Brasil: Quarta-Feira de Cinzas (2002) e Código de Um Cavaleiro (2015).

AMBER TAMBLYN | Você a conhece por Quatro Amigas e Um Jeans Viajante, Joan of Arcadia ou 127 Horas, mas Tamblyn é também uma poetisa realizada, que publica seus próprios livros e os vende independentemente, em meio a muita aclamação crítica. Seus dois livros até agora se chamam Of the Dawn (Da Alvorada) e Plenty of Ships (Muitos Navios).

MEG TILLY | Após indicação ao Oscar por Agnes de Deus (1985) e papel marcante em O Reencontro (1983), é curioso que Tilly não tenha conseguido mais sucesso na carreira pós-anos 1980, mas isso pode ter acontecido por sua predileção pela literatura. Desde 1994, ela publicou seis livros – o mais bem sucedido deles sendo Porcupine, de 2007.

AILTON CUNHA PASSOU NA PRIMEIRA PENEIRA.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

LEMBRANÇAS DOS CAMPEONATOS DO CEC.

          Campeonato de futebol de salão na quadra do CEC. Vou ficar devendo o nome da equipe, mas os atletas são:
          Zé Francisco Fonseca, Cida Ribeiro, Matusalém Nascimento, e Paulo Guilherme Cornélio.
          Dequinha Souza, Miltinho Melo, Zezé Marimbondo e Serafim Vilhena.

10 DICAS PARA LER E ESCREVER MELHOR.

10 dicas para ler e escrever melhor

Universia - 08/02/2018
Para ler e escrever melhor, é preciso compreender que a leitura e a escrita caminham juntas. Por isso, é essencial aprender quais são os aspectos fundamentais que envolvem essas tarefas. Quanto mais você se dedicar à leitura, melhor será a sua escrita. Da mesma forma, quanto mais você escrever, melhor compreenderá os textos e o processo concernentes ao ato de escrever.

Tanto a leitura quanto a escrita sempre vão acompanhá-lo nos momentos de lazer, nos estudos e nas tarefas profissionais. Por isso, listamos abaixo 10 dicas que vão ajudá-lo a ler e, consequentemente, escrever melhor. Confira:

1. Leia com cuidado
Ler rápido demais não significa que você realmente foi eficiente e aproveitou o conteúdo. Para conseguir absorver o máximo do conteúdo, é necessária uma leitura atenta. Caso precisar, destaque, anote e marque as páginas, porque seus apontamentos completarão aquilo que o autor tentou transmitir. Se houver dúvidas, separe um tempo para buscar respostas e se aprofundar no assunto e nas ideias que o autor apresentou.

2. Crie fichas de leitura
Outra maneira de aprimorar a leitura de um conteúdo é por meio de fichas. Existem técnicas de anotações, por exemplo, que ajudam você a classificar o enredo, o gênero e outras características de um livro. Pelo fato de processar muita informação, o cérebro não consegue se lembrar de tudo, mas pequenas anotações podem ajudá-lo a lembrar de pontos-chave de cada conteúdo.

3. Aproveite materiais de referência
Muitas publicações incluem referências para materiais complementares, como críticas e questionários. Não ignore essas informações de apoio, pois eles podem proporcionar um entendimento maior sobre o contexto e o assunto. Procure também por materiais que exijam uma leitura mais profunda, ricos em detalhes emocionais e sensoriais. Dessa forma, você terá mais facilidade de descrever gestos corporais e outros aspectos subjetivos em um texto escrito.

4. Leia em voz alta
Ler em voz alta serve como uma boa estratégia de memorização, além de ajudar a entender melhor alguns conteúdos mais exigentes e complexos. Essa prática também pode ajudá-lo a colocar as ideias em ordem e evitar que o texto fique confuso, quando estiver começando a escrevê-lo.

Ao escutar o que você escreveu, será mais fácil identificar erros de gramática e de estrutura textual. Por falar em voz, tente falar e escrever corretamente no dia a dia também. Conversas informais de Internet, bate-papo, excesso de gírias e abreviações atrapalham o seu progresso.

5. Leia mais sobre outros assuntos
Cultivar a leitura: essa é a melhor estratégia para ler melhor. Adote o hábito de ler diariamente. Não leia apenas pela obrigação de entregar tarefas aos professores. Escolha conteúdos do seu interesse, mas selecione também outras opções de assunto para diversificar seus conhecimentos.

Leia sobre outros assuntos com os quais não está acostumado, isso amplia seu conhecimento literário e ajuda a aumentar seu repertório no momento de escrever ou falar sobre algo. Essa variação impede a leitura de se tornar enjoativa e aumenta a sua visão de mundo. Tenha sempre um livro ao seu alcance.

6. Aprenda sobre leitura dinâmica
Leitura dinâmica é um conceito que engloba diversas técnicas que o ajudam a ler mais rápido, mantendo a qualidade do entendimento e da retenção de informações. Ao desenvolver essas técnicas, você conseguirá aumentar a velocidade de leitura, bem como a capacidade de compreensão e de memorização. E ainda, essas técnicas vão ajudá-lo a melhorar a sua concentração, o que é fundamental para cortar distrações que podem atrapalhá-lo durante as leituras.

7. Edite textos e outros conteúdos
Não é recomendado cobrar por esse tipo de serviço caso você não esteja qualificado para tal. Mesmo assim, é uma ótima maneira de treinar sua percepção sobre estilos textuais e estruturais de um conteúdo; fazê-lo de maneira voluntária para colegas de classe ou amigos.

Aproveite oportunidades para treinar a sua escrita, seja quando for redigir um e-mail, um blog post ou algo nas redes sociais. Isso vai ajudá-lo a escrever melhor. Mas não fuja da dúvida quando ela surgir, pois será uma oportunidade para estudar e esclarecer os desafios do idioma.

8. Evite clichês, estrangeirismos e outros excessos
Evite inserir, em seus textos, ideias ou frases muito usadas. Quanto mais atenção você tiver com os materiais que está estudando, mais cuidado terá quando for produzir seus textos. Além do mais, a não ser que esteja escrevendo para um público específico, evite usar estrangeirismos em excesso. Termos como IoT (Internet of Things) podem não ser entendidos por todos.

Busque utilizar uma linguagem mais adequada para cada público. Utilizar palavras mais simples pode ser mais vantajoso do que palavras mais rebuscadas. Outra coisa a se evitar é o excesso de exemplos e citações, porque isso pode soar como um sinal de que você não entende bem sobre o assunto.

9. Leia e escreva diariamente para ganhar prática
Você pode ler e escrever sem compromisso sobre algo que gosta, pois isso tornará o trabalho mais divertido e interessante. Talvez você possa registrar seus textos em um blog ou diário. Escrever e ler, como toda prática, precisa de consistência e regularidade. Quanto maior o tempo gasto em determinada atividade, maiores serão as habilidades adquiridas.

Outro ponto importante: ao escrever, não fique refém de corretores automáticos. Esses corretores ajudam a eliminar erros básicos, mas não compreendem suas ideias e estilos de escrita. Por isso, aprenda mais sobre gramática e escrita, para que você consiga escrever textos melhores para cada tipo de leitor.

10. Releia e reescreva seus textos antigos
Ler e reescrever seus textos antigos vai ajudá-lo a perceber o seu desenvolvimento, o que você melhorou e o que ainda precisa melhorar. Pode ser uma postagem nas redes sociais, um blog post, uma questão dos seus estudos, entre outros.
Ao reescrever textos antigos, observe se você empregou a linguagem correta, pois escrever bem varia de acordo com o propósito de cada texto. Veja também se o texto era objetivo ou se havia “enrolações”. Um texto mais conciso, que comunique a mesma mensagem de um texto mais longo, geralmente é mais comunicativo e interessante para os leitores.

Não é complicado aprender a ler e escrever melhor, mas é preciso se dedicar bastante para entender e aprimorar-se na arte da comunicação. Contudo, não faça do seu cérebro apenas um consumidor de informações, compartilhe suas experiências sobre leitura e escrita para ajudar outras pessoas também. Dessa forma, suas habilidades amadurecerão com mais consistência.

Por falar em experiência, compartilhe suas experiências de leitura e escrita, para que possamos ajudar ainda mais pessoas com informações de qualidade.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

EQUIPE DE FUTEBOL DE FURNAS JACAREPAGÁ - RIO DE JANEIRO.


Time de Furnas  Jacarepaguá  Rio. Mathuza, Campelo, Milson,  Soter,  Marco Aurélio,  Lidson, Eduardo, Raed, Zico,  Celso Rosa,  Paulo Pinho. Tem campanhense neste time.

QUE BRASIL VOCÊ QUER PARA O FUTURO?

Que Brasil você quer para o futuro?

blog.crb6.org.br 06/02/2018
O que você espera para o Brasil nos próximos anos? A TV Globo lançou essa campanha em seus telejornais, e bibliotecários de todo o país já estão se movimentando nas redes sociais para mostrar que o futuro precisa de cada vez mais bibliotecas, com bibliotecários prontos para atender a população.

Para participar, é simples. Basta gravar um vídeo de até 15 segundos respondendo à pergunta: “Que Brasil você quer para o futuro?”. A única exigência é estar em frente a um dos lugares mais conhecidos de sua cidade. Ou seja, uma ótima chance para mostrar a biblioteca pública da cidade ou algum ponto cultural importante para todos. Você começa dizendo seu nome, sua cidade e, então, dá o seu recado.

Participe dessa iniciativa para valorização da nossa classe.

FRANCISCO DE PAULA FERREIRA DE REZENDE - 186 ANOS

Francisco de Paula Ferreira de Rezende

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Francisco de Paula Ferreira de Rezende Nasceu na cidade da Campanha MG  em 18 de fevereiro de 1832  e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em  26 de outubro de 1893) foi um político brasileiro. Ele foi Ministro do Supremo Tribunal Federal e Vice-Governador de Minas Gerais.
Filho do Coronel Valério Ribeiro de Resende e de D. Francisca de Paula Ferreira de Resende. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, onde recebeu o grau de Bacharel, em 16 de novembro de 1855. Foram seus colegas de turma, entre outros, Américo Brasiliense de Almeida e Melo, Antônio Ferreira Viana, Evaristo Ferreira da Veiga, Francisco Manuel das Chagas (Barão de Itaipu) e Paulino José Soares de Sousa.
Foi nomeado Promotor Público de sua cidade natal, em 1856, e Juiz Municipal e de Órfãos do termo de Queluz, província de Minas Gerais, em decreto de 30 de outubro do mesmo ano. Fez parte da Assembléia Legislativa da mesma província como, Deputado, no biênio de 1864-1865. Durante longos anos, exerceu a profissão de advogado e de fazendeiro no Município de Leopoldina, na referida província.
Com o advento do regime republicano, fez parte da Comissão encarregada de elaborar a Constituição do Estado de Minas Gerais, em companhia de Joaquim Felício dos Santos e Pedro Augusto Carneiro Lessa, a convite do Congresso Republicano do Estado.
Em decreto de 21 de janeiro de 1890, foi nomeado 3º Vice-Governador do mesmo estado, sendo transferido para 2º Vice-Governador, em decreto de 16 de abril do mesmo ano.
Tendo o Governo Federal consultado seus amigos, deputados de Minas, sobre a indicação de um jurisconsulto mineiro, de provado saber e patriotismo, para ser nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, seu nome foi unanimemente indicado e assim foi ele nomeado para o aludido cargo, em decreto de 25 de maio de 1892; tomou posse a 28 de junho seguinte e exerceu, no referido tribunal, o cargo de Procurador-Geral da República.
Francisco de Paula Ferreira de Resende colaborou em vários jornais, entre outros no Correio do Povo, na Ordem, editado na cidade de Ouro Preto, e no Minas Gerais, órgão oficial dos poderes públicos do Estado.
Publicou dois livros: O Brasil e o Acaso e O Julgamento de Pilatos ou Jesus perante a razão e os Evangelhos. O primeiro foi impresso na Casa Laemmert e o segundo na Imprensa Nacional em 1893. A impressão desse último só ficou terminada após o falecimento do autor, de sorte que sua família, por uma questão de foro íntimo, teve escrúpulo em sujeitar a obra ao livre pronunciamento da crítica e por isso inutilizou quase toda a edição, da qual apenas distribuiu alguns exemplares entre os parentes e amigos mais íntimos.
Deixou ainda mais dois livros, que foram publicados após sua morte: Minhas Recordações e Comentários Bíblicos: o mosaísmo perante a razão e a transformação da teocracia hebraica.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de outubro de 1893, sendo sepultado no Cemitério São João Batista. Era casado com D. Inácia Luiza Barbosa de Resende, havendo do consórcio grande descendência. Dois dos seus filhos alcançaram altos cargos na administração e magistratura do Brasil: Francisco Barbosa de Resende, Advogado e Presidente do Conselho Nacional do Trabalho e Flamínio Barbosa de Resende, Desembargador do Tribunal de Apelação do Distrito Federal.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

VAI UM CHOPINHO AÍ?

                    Esta foto deve ter sido na primeira festa do chope em Campanha. Miltinho Teixeira, João Alexandrino, Tonho Pão Véio, Elmo Souza Pereira, Chiquinho Ruela, Daniel Batista e Herculano Gama.

CINCO FORMAS DE ENSINAR AS CRIANÇAS A LER.

Cinco formas de incentivar as crianças a ler

Milena Carvalho - Gazeta do Povo - 09/02/2018
Em tempos de tecnologia na palma da mão, celulares e tablets acabam por ser um atrativo maior para as crianças do que os livros. Mesmo dentro das salas de aula, o material de papel é substituído por tablets com frequência cada vez maior. Mas a leitura de livros tem muitos benefícios comprovados: a capacidade de concentração e o vocabulário, por exemplo, aumentam conforme o tempo de leitura cresce. Veja cinco formas de incentivar as crianças a terem afinidade com os livros.

1) Frequente bibliotecas e livrarias

De acordo com Ana Paula Piola, professora de português do Colégio Etapa, em São Paulo, a família precisa ter consciência de que a leitura não é feita somente na escola. Por isso, ela recomenda visitas a bibliotecas, livrarias, centro culturais, feiras especializadas e até mesmo lançamento de livros. “A criança precisa descobrir que há todo um trabalho por trás das obras”, explica. “Nesses momentos os autores também fazem brincadeiras e atividades que chamam a atenção deles”, acrescenta.

2) Leia sempre em voz alta e de forma coletiva

Separe um momento do dia (pode ser antes de dormir) para ler para o seu filho e tente utilizar da dramatização. “Brincar com vozes de personagens e onomatopeias, principalmente com os menores, pode trazer um sentimento de prazer”, afirma Ana Paula. A afetividade também é trabalhada, segundo a especialista, já que naquela ocasião a criança estará perto e recebendo atenção de alguém que é importante para ela.

3) Crie novas histórias

Inventar tramas também pode ser um jeito de incentivar a leitura entre as crianças. Apesar de a atividade ser diferente da leitura de um livro Ana Paula diz que esse método dá informações novas aos pequenos e trabalha a imaginação. “Uma ideia legal é criar uma caixa de histórias com palavras. Com a ajuda dos pais, o filho vai inserindo esses termos no meio da narração de modo contextualizado”, sugere. No caso dos menores, as expressões podem ser substituídas por objetos coloridos.

4) Varie os gêneros textuais

A mudança constante entre os tipos de obras para crianças também é indicado. A narração costuma ser o mais comum, mas apresentar a elas quadrinhos, literatura e até mesmo poemas pode ser bastante benéfico. Professora de Educação da Universidade de Campinas (UNICAMP), Norma Ferreira indica um “cantinho dos livros” em casa, no qual tenha exemplares de diferentes assuntos. “É importante também que eles estejam à altura da criança, para que assim, de forma independente, ela consiga pegar qual tem vontade.”

5) Seja um exemplo

As crianças criam hábitos e preferências a partir de nossas experiências. De acordo com a especialista, os pequenos tendem a aprender por imitação, então essa é a hora em que os pais precisam mostrar serviço. “Não adianta falar para a criança ler se você não faz o mesmo”, adverte a docente. “Elas precisam assimilar que as pessoas mais importantes na vida dela também valorizam a leitura”, conclui.

BERNARDO SATURNINO DA VEIGA - 1842

             

               Bernardo Saturnino da Veiga nasceu na cidade da Campanha MG, em 1842 , foi um jornalista, escritor e empresário , monarquista mineiro. Foi comendador da Ordem de Cristo, oficial superior (Tenente-Coronel) da Guarda Nacional, funcionário público, sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 

               Nascido numa família de intelectuais e jornalistas, foi um entusiasta da causa separatista do sul de Minas, com intuito de formar uma nova província. Em 1 de janeiro de 1872, na cidade da Campanha, fundou, com seus irmãos, o periódico "Monitor Sul Mineiro", de orientação conservadora e monarquista, órgão que funcionou até o ano de 1896, e que tinha, dentre outras propostas de sua linha editorial, o objetivo de propagar o movimento separatista no sul de Minas. A epígrafe do "Monitor Sul Mineiro" era: "Lemos no presente, soletramos no futuro".


               Na cidade da Campanha, foram impressos os principais jornais separatistas da região, como o "Opinião Campanhense" (1832), o "Nova Província" (1854) e o "Sul de Minas" (1859), todos de propriedade de Lourenço Xavier da Veiga (pai de Bernardo Saturnino) e de Bernardo Jacinto Veiga. Estes dois irmãos, egressos do Rio de Janeiro à cidade da Campanha, em 1818, ali se estabeleceram como livreiros e jornalistas. Tais ofícios provavelmente foram herdados do pai, Francisco Luís da Veiga, e do irmão, Evaristo da Veiga, o primeiro livreiro da Corte e o segundo redator do importante jornal de tendências liberais, o "Aurora Fluminense" e autor da letra do "Hino da Independência.

               Em 2005, num trabalho acerca de alguns grupos familiares que compuseram a elite regional sul mineira, Marcos Ferreira de Andrade afirma que "os membros da família Veiga foram figuras públicas e políticas que souberam se servir muito bem da palavra impressa para enaltecer as qualidades do sul de Minas Gerais de maneira a justificar a independência administrativa desta região". Dentre os diversos empreendimentos que realizou destaca-se a exploração das águas minerais de São Lourenço, através da ‘’’Companhia das Águas Minerais de São Lourenço’’’, a qual foi vendida, em 1905 a Afonso França. Na cidade de São Lourenço, em 1892, Bernardo Saturnino promoveu a construção da igreja de Bom Jesus do Monte, depois consagrada a São Lourenço, em homenagem a seu pai, o Coronel Lourenço Xavier da Veiga.

               A Criação de uma diocese no Sul de Minas era antigo desejo da população e, em 1891, Bernardo Saturnino da Veiga, assume apoiar esta causa, expedindo carta circular a todos os padres do sul de Minas, lembrando-lhes a inadiável necessidade de se pedir a criação de um bispado, com sede na cidade da Campanha, o que iria premiar toda a região. Na oportuna circular, aparece a advertência de um decidido apoio unânime e contribuições espontâneas para a criação desta nova diocese, sendo que as subscrições que se fizeram para tanto chegaram a atingir 9:000$00, quantia avultada para a época. Porém, a Diocese da Campanha só foi criada pelo Decreto Pontifício "Spirituali Fidelium", do Papa São Pio X, a 8 de setembro de 1907.

Genealogia
               Descendia de uma família tradicional na política, na imprensa e na cultura. Era filho do Tenente-coronel Lourenço Xavier da Veiga e de Jesuína Bernardina da Veiga. Era neto materno de José Pedro Xavier de Sales e de Ângela Bernardina de Sales. Seu avô paterno, Francisco Luís Saturnino da Veiga, emigrou de Portugal, com treze anos de idade, em 1784, tornando-se professor primário, depois livreiro, tendo se casado com a brasileira Francisca Xavier de Barros, brasileira. Alguns dos filhos de Francisco Luís Saturnino da Veiga destacaram-se na vida pública: Evaristo da Veiga foi redator da "Aurora Fluminense" e foi o autor da letra do "Hino da Independência", musicado por Dom Pedro I, tendo, depois, contribuído para a abdicação deste imperador; sendo que foi eleito três vezes deputado pelas Minas Gerais; Bernardo (tio de Bernardo Saturnino) exerceu a presidência da província das Minas, por duas vezes, e foi representante na Câmara dos Deputados do Império, entre 1843 e 1844; Lourenço, (pai de Bernardo Saturnino) foi proprietário de jornais e lutou pela fundação de nova província no Sul de Minas Gerais, criando para tanto, na cidade da Campanha, o periódico "Nova Província", que circulou de 1872 a 1898. Seu irmão José Pedro Xavier da Veiga, intelectual e jornalista, historiador e político mineiro dos mais influentes do século XIX, foi o fundador e primeiro diretor do Arquivo Público Mineiro, sendo considerado o precursor dos estudos de jornalismo em Minas Gerais, com a realização da monografia "A imprensa de Minas Gerais 1807-1897".

Bibliografia:
Monitor Sul-mineiro, ensaio (1872-1896);
Almanaque Sul-Mineiro para o ano de 1874, (1874);
Noções, enxertos e notas referentes aos mais interessantes conhecimentos humanos, (1879);
Traços biográficos do excelentíssimo senhor Barão de Itapuá, (1881).
Fontes e referências: Revista do Arquivo Público Mineiro (Ano III, 1898, pp. 169-249).


Texto publicado em: Wikipédia, a enciclopédia livre: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_Saturnino_da_Veiga

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O EXEMPLO FALA MAIS QUE MIL SERMÕES.

Porque um exemplo fala mais que mil sermões

Galeno Amorim
Como fazer para seus filhos e os filhos dos outros (aquele que os enviam às escolas ou bibliotecas em que você trabalha para que, entre outras coisas, virem leitores) se tornarem bons leitores de livros? A edição desta semana do Blog do Galeno traz alguns textos que ajuda a responder isso. Um deles, por exemplo, elenca 5 dicas práticas, não para eles, mas para...você!:
1) Frequente bibliotecas e livrarias;
2) Leia em voz alta e de forma coletiva;
3) Crie novas histórias;
4) Diversifique os gêneros textuais; e, o principal,
5) Seja um exemplo. 
E, então, boas leituras, para você e... para eles! 
Um abraço do Galeno 

DR. LEOCÁDIO JOSÉ CORREIA - 170 ANOS.

Biografia

Leocádio José Correia foi filho de Manoel José Correia e de Gertrudes Pereira Correia, nasceu em Paranaguá no dia 16 de fevereiro de 1848. Após terminar o ensino das primeiras letras e os colégios de instrução secundária, Leocádio encaminhou-se para a vida eclesiástica no Seminário Episcopal de São Paulo, do qual desistiu às vésperas da primeira unção sacerdotal.
Assumiu então outro apostolado, que cumpriu desta vez, na Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Como dedicado aluno de um dos maiores vultos da medicina nacional, o Doutor João Vicente Torres Homem (1837-1887), Leocádio encarregou-se de coletar minuciosos apontamentos sobre as preleções que ouvia, tarefa esta que garantiu subsídios para a publicação das lições do renomado catedrático sobre a febre amarela.
No dia 20 de dezembro de 1873, doutorou-se em Medicina após ter sustentado uma tese sobre a Litotrícia (trituração dos cálculos vesicais para a eliminação pela urina), em 30 de agosto do mesmo ano.
Em 29 de agosto de 1874 casou-se com sua prima-irmã Carmela Cysneiros Correia em sua cidade natal, com quem teve três filhos: Clara, Leocádio e Lucídio.

Vida

Dr. Leocádio clinicou nos municípios de Paranaguá, Guaratuba, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes, Curitiba, Ponta Grossa e Castro.
Foi inspetor da Santa Casa de Misericórdia, inspetor escolar, jornalista, orador, escritor e poeta. Filiando-se ao Partido Conservador, foi eleito deputado provincial à Assembleia Legislativa onde, como democrata, assumiu a causa abolicionista. Como inspetor da instrução pública destacou-se no propósito de revisão dos planos escolares que causavam dano aos seus contemporâneos deixando, assim, as sementes da reforma escolar que sua curta existência não viu consolidada.
O teatro também mereceu sua atenção e estudo, tendo se utilizado do palco cênico como instrumento de sua campanha contra a escravidão negra junto ao núcleo de jovens que o acompanhava. A encenação de "Talento e ouro", de Leôncio Correia, sob sua direção, alcançou ruidosos sucesso no teatro Santa Calina, de Paranaguá. Entre os seus escritos teóricos destaca-se "Duas páginas sobre o drama da Redenção", publicado postumamente por seu filho Leocádio Cysneiros Correia.
Leocádio José Correia faleceu no dia 18 de maio de 1886, vítima de febre perniciosa. Foi um fato enormemente pranteado, especialmente pelos mais pobres e necessitados, que Leocádio, em sua breve vida, visitava diariamente.

Pós-Vida

Poucos anos depois de sua morte, que ocorreu em Paranaguá em 18 de maio de 1886,  segundo testemunhas, Leocádio José Correia começou a manifestar-se espiritualmente. Primeiro no litoral do estado de Santa Catarina; posteriormente, no Estado do Paraná, segundo seus seguidores, seu objetivo era a divulgação da mensagem de Jesus Cristo, à luz da Doutrina dos Espíritos.
Há mais de 50 anos, para seus seguidores, ele vem desempenhando papel na execução do projeto de trabalho da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas, em Curitiba, capital do Paraná, no sentido de reconceituar o Espiritismo no Brasil. No exercício de suas atribuições, o espírito Leocádio José Correia vem trabalhando através do médium Maury Rodrigues da Cruz, realizando uma intensa e extensa atividade assistencial voltada para a saúde física, mental e espiritual de quem o procura.
Dr. Leocádio também atua na atividade literária espírita, como intérprete esclarecedor das mensagens espirituais. Procura fazer das suas próprias mensagens uma modulação na linguagem, para melhor compreensão da conceituação doutrinária, contextualizando e expressando sua visão do Universo, bem como os referenciais trazidos pelo espírito Antonio Grimm. Para os espíritas, Leocádio José Correia é um dos agentes organizadores e implementadores do processo de ensino-aprendizagem proposto pela Doutrina dos Espíritos, para a humanidade e para os grupos de exercício mediúnico.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

FORMAÇÃO E PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO

FORMAÇÃO E PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO

7. O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transforma- ção molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes.

8. Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito naturalmente variam, conforme os mundos. Dando-se Júpiter como orbe muito adiantado em compara ção com a Terra, como um orbe onde a vida corpórea não apresenta a materialidade da nossa, os envoltórios perispirituais hão de ser lá de natureza muito mais quintessenciada do que aqui. Ora, assim como não poderíamos existir naquele mundo com o nosso corpo carnal, também os nossos Espíritos não poderiam nele penetrar com o perispírito terrestre que os reveste. Emigrando da Terra, o Espírito deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo onde vai habitar.

9. A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo para outro. Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria se devem incluir aqueles cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer-se vivos. Esses Espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros um pouco mais desmaterializados não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terrestres. *

Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Tiram, dos elementos constitutivos do mundo onde entram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem. Fazem como o nobre que despe temporariamente suas vestes, para envergar os trajes plebeus, sem deixar por isso de ser nobre.

É assim que os Espíritos da categoria mais elevada podem manifestar-se aos habitantes da Terra ou encarnar em missão entre estes. Tais Espíritos trazem consigo, não o invólucro, mas a lembrança, por intuição, das regiões donde vieram e que, em pensamento, eles vêem. São videntes entre cegos.

ZÉ MARIMBONDO E SOBRINHOS.

O senhor José Gonçalves Leite (Zé Marimbondo) ao lado dos sobrinhos Leonardo, Ângela e Rafael Gonçalves Lima, na comemoração de seus 90 anos.

ONDE ESTÁ DEUS?

Onde está Deus? (Autor desconhecido)

Olhando atentamente ao nosso derredor, se observamos que, em pleno ar, um pássaro é atingido por um mortífero grão de chumbo, a que conclusão chegamos? Certamente, deduziremos que hábil atirador o alvejou, ainda que não o possamos ver. Sendo assim, nem sempre é necessário que vejamos uma coisa para saber que ela existe. Em tudo, observando os efeitos é que se chega ao conhecimento das causas. E, se todo efeito tem uma causa, por conseguinte, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. Assim é que, quando contemplamos uma obra-prima da arte ou da indústria, dizemos que quem a produziu foi um homem de gênio porque só uma alta inteligência poderia concebê-la. Reconhece-se, no entanto, que ela é obra de um homem, por se verificar que não está acima da capacidade humana; mas ninguém terá a idéia de dizer que saiu do cérebro de um idiota ou de um ignorante, e, ainda menos, que é trabalho de um animal, ou produto do acaso. Pois bem! Lançando o olhar sobre as obras da natureza, notando a providência, a sabedoria, e a harmonia que presidem a essas obras, reconhemos não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana. Ora, desde que o homem não as pode produzir, é que elas são produto de uma inteligência superior à humanidade, a menos que se admita que há efeito sem causa. E é a essa inteligência suprema que chamamos Deus. E onde está Deus? Pergunta o cientista. - Ninguém jamais o viu. Deus é somente uma invenção da fé - responde, às pressas, o materialista... Já o pensador, dirá sensatamente: - Não vejo Deus mas sinto que Ele existe. A natureza mostra claramente em que consiste o Seu poder. Mas o poeta dirá, com a segurança de quem tem certeza: - Eu vejo Deus no riso da criança... no céu, no mar, na luz... Eu vejo Deus na mão que acarecia...No lhar das mães fitando os filhos seus... Nas noites de luar, claras e belas... - Em tudo pulsa o coração de Deus. - Eu vejo Deus nas flores e nos prados, nos astros a rolar pelo infinito... Escuto Deus na voz dos namorados... E sinto Deus na lágrima do aflito... Escuto Deus na frase que perdoa... Contemplo Deus no abraço dos amigos... Eu vejo Deus na criatura boa... E sinto Deus na paz, na alegria...Escuto Deus no som da melodia... E sinto Deus na brisa refrescante... Contemplo Deus no sol que ilumina... E sinto Deus no perfume das flores... Eu vejo Deus na chuva que beira a terra... E sinto Deus na fé e na esperança.(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CARNAVAL NO CLUBE CONCÓRDIA NA DÉCADA DE 60.

           Sentados no chão; Amon, Reginaldo Horta, Pedrito Teles Borges, Zé Milton, Luiz Antônio Reis, Luiz Antônio Souza, Henrique Bueno, Zezé Marimbondo e Evandir Braz Martins.
           Sentados a mesa em primeiro plano Luiz Paulo Oliveira e atrás dele Celsinho Mendes e Laura, de camisa branca Rubens Vieira e familia

UMA VIDA PARA SE TIRAR O CHAPÉU. MARIA JOSÉ NANI.


MARIA JOSÉ NANI
Nesta foto, Maria Nani participava de uma festa junina.
               Há flores tão singelas, diminutas em seu tamanho, porém que conseguem chamar a atenção de todos. Tomo como exemplo o jasmim. Sempre com suas pétalas, branquinhas e exalando um perfume que todo ser humano percebe.

               A grande importância do jasmim está em sua singeleza. Não tem os dotes da rosa, nem a insuperável beleza da orquídea, nem a beleza do lírio.Não. Ele é apenas um pequeno perdido na imensidão da flora brasileira. |Porém, em qualquer lugar que esteja, todos sabem que alí por perto tem um jasmineiro, pois o o seu perfume é único e agrada o mais exigente olfato.

               Há pessoas em nossa vida que são jasmins. Nunca foram autoridades, jamais tentaram impor inflamantes idéias e nunca levantaram a voz para censurar ou falar de alguém. São seres privilegiados que Deus coloca em nossa vida para servir de farol em nossa caminhada por essa vida.

               Maria José Nani é um jasmim. Quem é capaz de apontar um procedimento incorreto, uma falta grave cometida por essa nossa irmã? Que festa ou manifestação ela se sobressaiu de modo a chamar a atenção da comunidade? Que roupa vestiu que fosse motivo de admiração ou censura?  No entanto ela é conhecida de todos, é respeitada por todos e o que é mais importante: amada por toda a cidade.

               Nascida em Campanha em 01 de junho de 1928, filha de Maria Grassi Nani e Pedro Nani, sendo sendo seus avós maternos: Adelina Grassi e Eduardo Grassi e paternos: Luiza Nani e Alexandre Nani. E nasceu para servir a Deus, sua família e sua comunidade. E cumpri o seu mister com toda a santidade. De pequena como o jasmim, tornou-se grande , enorme na admiração da comunidade paroquial. Ainda criança, frequentou a Cruzada Eucarística, cresceu e se tornou Filha de Maria, participou da Legião de Maria e foi uma atuante vicentina da Conferência de Santo Antônio e do Lar Vicentino.E não cessa sua atuação, pois participa da Pastoral da Criança e é Ministra da Sagrada Eucaristia. Em 2002 ela foi uma das fundadoras do Grupo Bem Viver e levou aqueles companheiros, toda o seu exemplo de alegria, amizade, participação e solidariedade. Sempre de maneira bem discreta.

               Quietinha, sempre com um sorriso nos lábios ela comemorava seu aniversário dia 01 de junho, discretamente aos lados de amigos e familiares.

               Vida exemplar. Vida a ser imitada. Vida invejada!

               A comunidade campanhense teve muito orgulho em tê-la em nosso meio, com muita alegria por mais de oitenta anos. Durante toda a sua vida, pudemos ser brindados com a sua amizade, o calor de sua fé, desfrutar de sua solidariedade e da beleza de sua vida.

               Obrigado, Maria Nani, mulher simples, mulher de Deus!  Sua presença marcante em nosso meio nos serviu de alento e nos fez fortes.

               Maria pequenina como jasmim, sempre solidária como perfume exalado pela singela flor, era rica na fé que impregnava a todos.

               Ainda hoje, querida Maria Nani, seu exemplo de vida continua sendo o nosso norte.

                                                                                                                                          Leonardo Lima

JOSÉ MORAIS: ALFABETIZAÇÃO X LETRAMENTO.

José Morais: alfabetização x letramento

Bruna Monte - Alfa e Beto
O português José Morais é um dos maiores especialistas do mundo em alfabetização. Doutor em Desenvolvimento da Cognição e Psicolinguística e professor emérito da Universidade Livre de Bruxelas, Morais colaborou com o desenho de políticas públicas de alfabetização em Portugal e na França.

No Brasil, participou em 2003 da elaboração do Relatório Alfabetização Infantil – Novos Parâmetros, documento pioneiro que apresentou às autoridades brasileiras os mais recentes e sólidos achados da Ciência Cognitiva da Leitura. A convite do Instituto Alfa e Beto, já visitou o País diversas vezes para Seminários Internacionais e encontros com autoridades.

Em passagem recente por Natal (RN), onde acompanhou a 3a Jornada Internacional da Alfabetização, realizada entre os dias 7 e 8 de agosto, Morais falou à equipe de Comunicação do Instituto Alfa e Beto sobre questões que permeiam o debate sobre o tema. Confira os principais trechos desta conversa:

Alfabetização versus letramento

“Primeiro, temos que definir os conceitos para podermos entendê-los. Alfabetizar é levar uma criança ou adulto a ser capaz de ler e escrever com autonomia tudo aquilo que está escrito, quer tenha sentido ou não, quer conheçamos a palavra ou não. Estar alfabetizado é ser capaz de ler e escrever tudo o que é coerente com a língua, é ser capaz de decodificar na leitura e de recodificar na escrita. E tudo isso de maneira autônoma, porque se eu preciso de um tutor toda vez em que for ler algo, então não estou alfabetizado. Mas apenas isso não é suficiente para ser considerado letrado. Letrado é alguém que vai para além da decodificação autônoma e passa para um processo de identificação automática da palavra. Eu sou letrado quando leio uma palavra e imediatamente o seu significado salta a minha cabeça. Porém, ainda sobre letramento, na verdade não gosto nada deste termo. Ele foi inventado no Brasil. No meu país, por exemplo, não existe. Lá, utilizamos o termo literacia. No Brasil, o termo letramento nasceu na década de 1980, com Magda Soares – se não estou enganado – para designar a leitura como prática social. Bom, é claro que a leitura é uma prática social. Mas quando queremos explicar os fenômenos da leitura, temos que considerar aspectos cognitivos. Por isso, letramento é um termo que não faz sentido na ciência da leitura – ele não existe na ciência da leitura. É um termo que, intencionalmente, imprime um viés ideológico para a questão da alfabetização, que deveria ser tratada por uma perspectiva científica”.

Em pleno século XXI, a alfabetização ainda é debatida

“O grande problema está na formação de professores, mas acredito que há outro ainda maior: o que pensam, o que conhecem e como encaram a questão da alfabetização as pessoas que são formadoras dos formadores. Quando eu fiz parte do Observatório Nacional da Educação, na França, fizemos um programa para a formação que reunia tudo aquilo que precisava ser ensinado aos futuros professores. O projeto nunca saiu da gaveta do ministro. Não que ele estivesse em desacordo. Pelo contrário, ele demonstrou uma boa aceitação, mas não pôde fazer nada porque havia pressão política por parte dos professores dos Institutos Universitários de Formação de Mestres. Penso que isso também acontece muito no Brasil. Essa questão do corporativismo faz com que, apesar dos avanços científicos, ainda prevaleçam ideias equivocadas sobre alfabetização. Estou convencido de que há uma distância muito grande entre o mundo científico e o mundo da educação. E nós, cientistas, somos também responsáveis por criar esta distância, porque esquecemos que a alfabetização é também uma questão sociopolítica – e não só cognitiva”.

Alfabetização em três estágios

“A partir dos resultados do Pisa [avaliação internacional aplicada pela OCDE a jovens de 15 anos de diversos países], criei uma categorização da alfabetização a partir da utilização que se faz dela. Em um primeiro nível, a alfabetização é utilizada apenas para adquirir e transmitir conhecimento. Isto para mim é um nível básico, onde o ler e o escrever são utilizados de forma produtiva, mas sem alterar o conhecimento. Em seguida, há dois outros níveis: o nível crítico, onde a alfabetização nos permite criticar a informação que nos é oferecida – criticar racionalmente, seguindo as regras do pensamento racional. E, por fim, há o nível criativo, que é quando somos capazes de argumentar para defender uma ideia ou crítica”.

Idade certa para alfabetizar

“Aos cinco, seis anos, a criança está pronta para a alfabetização – no nível básico. E para um código alfabético como o português, a criança deve estar alfabetizada ao fim do primeiro ano do Ensino Fundamental, ou seja, após um ano ela deve se tornar uma decodificadora autônoma. Isso, claro, se o ensino for bom e se utilizar o método fônico. Mas, antes disso, é preciso que haja a preparação para a alfabetização. Estratégias como os jogos fonológicos são importantes para que a criança entenda que a escrita representa a fala, e que a representa de uma certa maneira. Tudo isso pode ser feito antes dos cinco ou seis anos – muito antes. Existe uma coisa chamada leitura partilhada, que é o estabelecimento de uma relação entre pais e filhos em torno da palavra escrita desde muito cedo para que a criança se dê conta de uma série de características da palavra escrita. Isso é importante para prepará-la pouco a pouco e mostrar que existe um outro mundo para além da comunicação oral, que é a comunicação pela imagem, pela escrita, pelos gestos, pela ternura, pelo afeto. Tudo isso faz parte da educação de uma criança”.

Um novo currículo Português e o crescimento no Pisa

“Há alguns anos houve em Portugal um esforço para a construção de um novo currículo. Eu e outros especialistas estivemos envolvidos na parte de alfabetização e aprendizagem da leitura e escrita. Houve reações, mas nos esforçamos para explicar nossas ideias e propostas – conversamos com professores, gravamos vídeos etc. E acho que houve um avanço nesta área. Mas é difícil saber se os professores realmente implementaram na sala de aula o que estava previsto. Isso eu não tenho como saber. Também não tenho como saber se esse trabalho contribuiu para o crescimento recente de Portugal no Pisa. Pode ter havido algum impacto, mas é difícil saber. Certamente foi devido a muitos fatores. Eu diria que houve uma coisa realmente importante: a partir de certa altura do fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, vários governos que se alternaram no poder se mostraram preocupados com a educação e as ciências. Independente da questão ideológica e partidária, compreenderam que era uma questão essencial para o país”.

A TRUPE DO TEATRO CAMPANHENSE.

          Bons tempos, quando Campanha tinha um excelente Grupo de Teatro. Esta foto parece ter sido em São Lourenço. Nossa trupe nesta fo...

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