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quinta-feira, 14 de julho de 2016

A LEI DE CAUSA E EFEITO.

A Lei de Causa e Efeito


Nossa vida é uma sucessão constante de acontecimentos, de encontros e desencontros, de situações aparentemente inexplicáveis, diante das quais, muitas vezes, sentimo-nos como vítimas diante de carrasco implacável, impotentes diante de um destino cruel e irracional.
Ação e Reação
Todos somos responsáveis por cada um dos eventos que ocorrem em nossas vidas, sejam estes eventos bons, ou aparentemente terríveis. Neste contexto, não existem vítimas. O que aparentemente não tem explicação é porque nos falta alcance para compreensão da real origem de cada acontecimento.

“Todas as nossas ações são submetidas às leis de Deus; não há nenhuma delas, por mais insignificante que nos pareçam, que não possa ser uma violação dessas leis. Se sofremos as conseqüências dessa violação, não nos devemos queixar senão de nós mesmos, que nos fazemos assim os artífices de nossa felicidade ou de nossa infelicidade futura.”
Pela lei de causa e efeito, o homem pode compreender a causa de seus sofrimentos, e de todo o mal que aflige a humanidade, e pode acima de tudo conhecer e amar um Deus justo e racional, que dá a cada um segundo suas obras.

Por falta de conhecimento dessa lei, é que há tanto sofrimento no mundo. Ninguém, que esteja praticando o mal, pensa, por um só instante, que está sendo a maior vítima dessa mesma prática; que tudo quanto de ruim estiver desejando ao seu semelhante, lhe virá a acontecer, na ação de retorno.
Muitos sofrimentos atingem pessoas que a ela não deram motivos na presente encarnação, e os que nada conhecem de espiritualismo, começam a falar na ‘‘injustiça de Deus em castigar quem não merece”. Eis o mal de andarem os indivíduos às cegas, daí resultando, não poucas vezes, tornarem-se ateus, blasfemadores, desrespeitadores e descrentes na própria vida.
Muitos erram por viverem descuidada e despreocupadamente, em virtude de desconhecerem os correspondentes efeitos do erro, e pensarem que nada lhes acontecerá depois. Viram que outros erraram sem que mal algum aparente lhes tivesse acontecido, sempre presos à idéia restrita de que a vida é, apenas, o número de anos de uma encarnação.
Acontece que o tributo dos erros pode começar a ser cobrado na própria existência física em que foram cometidos, mas, na maioria das vezes, essa cobrança vem mais tarde, em encarnações futuras, no meio melhor escolhido ou preparado para produzir as reações recuperadoras.
Há pessoas que passam toda a fase de uma encarnação praticando o mal, errando, ferindo, lesando o semelhante e desencarnando com um volume considerável de débitos. Que se poderia fazer depois com eles, sem a oportunidade de retornar ao mundo, em corpo físico, para se redimirem desses crimes, no cadinho da dor?
Aqui na Terra, e não no Plano Astral, é que se fecha o ciclo da lei do retorno; o faltoso é obrigado a reencarnar para ter a chave do fechamento desse ciclo.
Não adianta tentar fugir, procurar uma saída diferente, porque em vão encontrará a criatura outra solução para o seu caso que não seja a de reencarnar e suportar na carne todos os revides impostos pela lei de causa e efeito.
Só há um meio de escapar o indivíduo de ter de arcar com a carga de uma encarnação desventurada; é não proceder mal, não criar débitos, e semear boas ações para que, pela lei do retorno, receba os seus frutos de ótimo sabor, e com eles construa a sua felicidade.
Prevenir é melhor do que remediar. No caso da lei mencionada, o remédio é o resgate, seja lá por que preço for; por isso é que se quer prevenir, alertar, chamar a atenção, uma vez que se pode, seguramente, evitar de praticar o mal.
Ninguém precisa, para vencer na vida material, ser desonesto, trapaceiro, espertalhão. Afinal, os que melhor vencem na vida são aqueles que têm presente e passado limpos, que são acreditados, que desfrutam de ótima reputação e não têm porque temer os riscos da lei do retorno.
Acumular fortuna desonestamente, e perder a encarnação em conseqüência disso, é proceder de maneira insensata e revelar-se merecedor dos cruentos e atrozes sacrifícios a que fica sujeito.
Veja-se bem que grande mal é o de ignorar-se a Verdade! Se todos soubessem que o maior sofrimento pelo qual o mundo passa é provocado, em sua maior parte, pela lei do retorno, quanto não dariam os contraventores dessa lei por haverem-na conhecido em tempo de evitar as calamidades que os cercam?
Infelizmente, a pessoa só reconhece o valor de saber a Verdade, depois de haver sofrido, como resultado da sua ignorância. Assim, só lentamente virá a humanidade a integrar-se na consciência da lei do retorno, o que vale dizer que somente com sofrimento cada vez mais torturante virá ela a abrir os olhos da alma para essa realidade.
A lei do retorno é uma lei reparadora; muito embora possa ela desferir os mais rudes golpes ao agente imprudente que, praticando o mal, cair debaixo da sua ação, ela, contudo, objetiva somente o bem.
Se bem interpretada a lei do retorno, desaparecem os desesperos, as alucinações, causados pelo sofrimento, uma vez que a compreensão venha tomar o lugar da ignorância sobre o caso.
A vantagem de fazer-se jus ao prêmio de uma próxima encarnação dadivosa e produtiva, não deverá ser esquecida em nenhum momento da existência terrena. O que se deseja é que a lei do retorno a todos sirva para carregar do passado para o presente as recompensas maravilhosas da eficiente ação; desenvolvida na encarnação antecedente.
Os que se devotarem a esse propósito, poderão estar certos de que a lei se cumpre, sem risco de falhas, e as Forças do Bem estarão presentes para garantir o êxito dos empreendimentos planejados e assegurar a alta dose de felicidade absorvente que fará parte dos sucessos em marcha.
“Quem mal faz para si o faz”, ou “quem bem faz para si o faz”, são afirmações conhecidas na aprendizagem racionalista cristã. Essa é a verdade; isso é o que acontece. A lei do retorno não falha, por ser imutável como as demais leis que regem o Universo.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Quarto, Capítulo II, item 964
A Lei do Retorno ou de Causa e Efeito
Pelo Engenheiro Luiz de Souza,
Fonte: Livro A morte não interrompe a vida
Biblioteca digital do Racionalismo Cristão

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