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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

PSICOGRAFIA DESVENDA ASSASSINATO.

CARTA PSICOGRAFADA POR CHICO XAVIER LIBERTA INOCENTE E DESVENDA ASSASSINATO ! Leia a história REAL !

A Revista Sou Mais Eu! conta, em sua edição 179, o mais famoso caso protagonizado pelo médium Chico Xavier. Na ocasião, um jovem acusado de assassinato foi inocentado graças às cartas psicografadas pelo médium. Em maio de 1976, o garoto Maurício, de 15 anos, morreu após ter sido atingido por um tiro disparado por seu melhor amigo, José Divino, de 18 anos. O revólver usado era do pai de José. Divino foi indiciado por homicídio doloso, quando o acusado tem a intenção de matar. A reviravolta no caso aconteceu quando o juiz Orimar de Bastos aceitou cartas de Maurício, psicografadas por Chico Xavier, como provas válidas no processo.
Nos documentos, a vítima afirmava que seu amigo não teve a intenção de matá-lo e que tudo não passou de um acidente. Com base nas cartas, e em outras provas apresentadas pela defesa, José Divino foi absolvido e o caso ganhou repercussão mundial.
Com depoimentos exclusivos de familiares de Mauricio, do juiz do processo e do próprio acusado, Sou Mais Eu! conta, com riqueza de detalhes, uma das passagens mais importantes na vida do médium mais querido do Brasil.
Sou Mais Eu! conta como Chico Xavier livrou um inocente da prisão
José Henrique e Dejanira, pais de Maurício, deram depoimentos exclusivos para a revista.
Chico Xavier esclareceu a morte do meu filho José Henrique, 72 anos, pai de Maurício.
Nunca imaginei que poderia receber uma carta do meu filho Maurício. Mas aconteceu, em 27 de maio de 1978, dois anos e 19 dias após a morte dele. E eu só tive esse privilégio porque a mensagem foi psicografada pelo famoso médium Chico Xavier.
Na carta, Maurício descrevia a cena em que perdeu a vida com um tiro disparado por seu melhor amigo, José Divino. E ele atestava que o amigo não tinha culpa pela tragédia. Mas eu não queria nem saber, só pensava em como colocar o José Divino na prisão. Sentia por ele a raiva de quem perdeu seu bem mais precioso, um filho.
Aquela mensagem foi muito dolorosa para mim. Mas graças a ela, e ao trabalho do Chico Xavier, passei por várias transformações pessoais. Restabeleci a comunicação com o meu filho morto, apoiei a absolvição do José Divino e passei a acreditar em vida após a morte.
Maurício tinha 15 anos e ia para o curso colegial naquela manhã de sábado, 8 de maio de 1976, véspera de Dia das Mães. Meu filho estava na casa do José Divino, seu amigo de 18 anos. Eles iriam juntos pra aula. No quarto do amigo, os dois desistiram de estudar e começaram a brincar com um revólver do pai do José Divino. O resultado dessa brincadeira inconsequente foi um disparo contra meu filho, que não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Sou Mais Eu! conta como Chico Xavier livrou um inocente da prisão.
A absolvição repercutiu nos jornais da época. À direita, as cartas psicografadas.
"Chico me disse: 'Seu filho está aqui'. Eu não tinha nem falado o meu nome"
Dejanira Garcez Henrique, 68 anos, mãe do Maurício
Meu filho Maurício estava à frente de sua idade. Aos 13 anos, tocava violão e ia bem na escola. Ao mesmo tempo, era levado. Uma vez ele convidou um amigo paraplégico para morar conosco. O coração dele era grande demais.
Perdê-lo foi a pior dor que senti. Nos meses seguintes, busquei forças para seguir adiante. Apesar de católica, eu acreditava no espiritismo porque meus avós eram dessa religião. Mas na primeira visita ao Chico Xavier, me surpreendi.
Sentei ao lado dele na mesa de orações. Ele olhou para outra mulher e disse: 'Ela é a mãe do Maurício, aquele menino de Goiânia'. Me espantei e perguntei: 'O senhor leu isso nos jornais?'. Mas não tinha como. Eu nem tinha me identificado pra ele. Chico disse que meu filho estava bem e presente ali.
A primeira carta veio meses depois. Acreditei nela desde o início. Por isso, concordei com a absolvição do José Divino, mas não o perdoei. Essa palavra é forte demais. Me dá alívio ter realizado os desejos que meu filho ditou do além.
Saber que Maurício me perdoou foi libertador José Divino Nunes, 52 anos, amigo de Maurício e inocentado pela carta.
O Maurício era meu vizinho e melhor amigo. A morte dele foi um acidente fatal. Na noite anterior, ficamos até tarde numa festa. Ao deixá-lo em casa, eu disse que não iria para a aula no dia seguinte. Mas ele apareceu na minha casa mesmo assim. Havia brigado com o pai e estava triste. Falei para ele se animar. Tínhamos outra festa para ir naquela noite. Aí ele pediu um cigarro.
Eu não tinha, mas meu pai guardava alguns numa pasta de trabalho.
Sabendo disso, Maurício abriu a pasta e encontrou o revólver do meu pai.
Assim que ele segurou a arma, as balas caíram. Pedi para ele soltar o revólver, mas ele não me ouviu. Em vez disso, foi para a frente do espelho e disparou contra mim duas vezes, mas sem balas. Aí, foi para a cozinha buscar cigarros.
Em vez de guardar a arma, resolvi brincar também. Não percebi que ele vinha para o quarto e disparei sem querer. A arma tinha uma bala engatilhada. Ouvi um grito.
Eu tinha atingido meu amigo. Levei-o para o hospital, mas ele morreu na sala de cirurgia. Saí de lá direto para a casa de parentes. Tinha medo de rever os pais do Maurício, que me tinham bem até aquele dia.
Fiquei uma semana foragido. Quando voltei, prestei depoimento na delegacia e fui chamado de assassino na saída. Perdi amigos, namorada e a alegria de viver. Soube das cartas do Chico Xavier pela imprensa, após a primeira absolvição. Sou grato a ele porque sem as cartas eu teria ido para a prisão.
Acho importante o filme mostrar essa história, mas lembrar dela é um peso para mim. Fico aliviado em saber que o Maurício me perdoou.

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