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sábado, 13 de fevereiro de 2016

EDUCAÇÃO CAMPANHENSE É CAPA DA REVISTA ÉPOCA.

Atenção campanhenses, a revista ÉPOCA que começa a circular a partir de hoje (aqui em Campanha, amanhã) traz uma importante matéria sobre educação. São 10 páginas e a capa tendo como protagonistas estudantes campanhenses.
A ótima matéria produzida pela jornalista Flávia Yuri Oshima conseguiu apenas 10 folhas para sua publicação, mas segundo Flávia, faltou espaço para que muitas informações que ela obteve, pudesse ser divulgada. Dado a importância do tema, na pátria educadora, quem sabe não tenhamos outras matérias.
Aqui em Campanha você encontrará ÉPOCA na Caçulinha com o Bigode são apenas 25 exemplares, se quiser garantir a sua, encomende ainda hoje.
VIDA


O Brasil desperdiça seus talentos


As histórias de jovens e crianças numa cidade do interior de Minas Gerais revelam o maior desperdício de riqueza que o país comete: fechar os olhos para seus superdotados

FLÁVIA YURI OSHIMA
12/02/2016 - 21h47 - Atualizado 12/02/2016 22h23

>> Trecho da reportagem de capa desta semana:
Campanha é uma cidade de 15 mil habitantes no sul de Minas Gerais. Não tem cinema. Os dois hotéis da cidade não possuem ar-condicionado. Somente em Minas Gerais, há 175 municípios comÍndice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais alto que o de Campanha. Em Educação, o IDH da cidade é ainda pior: está em 267° lugar. A principal atividade é o plantio de tangerina do tipo poncã. Quem quer comprar produtos mais sofisticados precisa ir até Varginha, a 49 quilômetros dali. Pois, em apenas dois dias nessa cidade tão pacata, a reportagem de ÉPOCA conversou com quatro crianças superdotadas e soube de outras três que vivem ali.
Chegar até os irmãos Nicolas, de 20 anos, e Vinícius, de 16, foi fácil. O pai deles, Norberto Franco, pediu ajuda a Giovanni Eldasiquando os meninos, ainda pequenos, começaram a ser discriminados por professores e colegas na escola. Os pais procuraram a direção da escola, a Secretaria de Educação da cidade e a Secretaria de Educação regional em busca de aulas e materiais extras para ajudá-los. Nunca conseguiram coisa alguma. “Está na lei que meus filhos têm o direito à educação.Ouvimos não de todos os lugares”, diz a mãe, Nilda Franco.
Revista ÉPOCA - capa da edição 922 - Como o Brasil desperdiça seus talentos (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Os relatos sobre as dificuldades que a espoleta Donatella Arcuri, de 10 anos, enfrenta na escola são idênticos aos do senhor Norberto. A diferença fundamental é que as dificuldades de Donatella se deram numa escola particular. Quando a avaliação indicou que ela deveria ser promovida para a série seguinte, a escola se esquivou da responsabilidade. “Se recusaram até a inscrevê-la para a Olimpíada de Matemática”, diz Fernanda Arcuri, educadora, mãe de Donatella.
O primeiro susto que Paulo e Márcia Buchholz tiveram com a filha Rafaella foi quando a menina tinha apenas 2 anos. A bebê apontou para um letreiro e começou a dizer “efe-a-erre-eme-a-ce-i-a”. A partir de então, a aprendizagem de Rafaella passou a se dar em saltos. Rafaella não foi adiantada na escola, mas recebe conteúdos extras durante a aula. “Nos anos em que era a única que sabia ler, ela sofria muito com os ciúmes dos amigos. Agora melhorou”, diz Márcia Buchholz. 
Será que a água de Campanha tem algum elemento que afeta o cérebro das crianças? Difícil de acreditar. É possível que o que acontece lá se reproduza, em medidas proporcionais, nos demais5.560 municípios brasileiros. Uma evidência disso: o último dado divulgado pelo Inep, órgão que contabiliza as estatísticas oficiais de Educação, mostra que o país possui 13.308 superdotados. O dado é irrisório. A estimativa mais conservadora da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que há 10 milhões de superdotados no Brasil, ou 5% da população. Esse percentual refere-se apenas aos superdotados intelectuais, com facilidade em raciocínio matemático ou línguas. Considerando todas as dimensões nas quais um superdotado pode sobressair, o percentual por país gira em torno de 10% da população. Ou seja, provavelmente há mais de 20 milhões de brasileiros talentosos invisíveis.

Um comentário:

  1. Há um ano saiu esta matéria. De la para cá o que mudou na educação? praticamente nada. Enquanto isso Giovanni vende seus conhecimentos nos Estados Unidos e Dirceu continua aguardando julgamento na penitenciária.

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