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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A SOLIDÃO SÓ EXISTE PARA QUEM SE AUTO-ABANDONA.

A solidão só existe para quem se auto-abandona (Ermance Dufaux)

"E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte.
E, chegada já a tarde, estava ali só."
Mateus, 14:23 

Não culpe ninguém pela sua solidão, pois ela é assunto pessoal e não da responsabilidade dos outros. É um capítulo triste da doença do auto-abandono. Solidão não é a falta de alguém ao seu lado. Solidão é a falta que você sente de si mesmo.

Quando você necessita estar rodeado de pessoas o tempo todo e se sente muito mal quando está só, isso pode estar acontecendo porque você ainda não é uma boa companhia para si mesmo.

Quando você se ama e gosta de estar com você, as atividades rotineiras se tornam extremamente preenchedoras. Cozinhar, ver um bom filme, ler um livro, realizar uma atividade física, pois quaisquer tarefas ficam prazerosas e gratificantes quando se está de bem internamente.

Procure o exercício do autoamor, invista em estar sozinho ocasionalmente. Combine com quem você ama fazer uma viagem ou passar um final de semana sozinho, para dar-se esse tempo pra um encontro com você. Tenha também um compromisso diário e interminável com a pessoa mais importante de sua vida: você!  Seja seu melhor amigo, tenha seu espaço, cuide-se. Ser uma boa companhia para você mesmo é apenas um dos infinitos caminhos do auto-amor. Estar sozinho é muito diferente de estar solitário.

Jesus, foi sozinho na subida ao calvário, mas não solitário. Estava em um momento individual, consciencial, onde as opiniões e influências alheias tinham pouco alcance. Verônica, com uma toalha, secou-lhe o suor do rosto, e Simão Cirineu carregou a cruz por alguns metros. No mais, foram ataques e agressões. Quem cresce espiritual e emocionalmente sofre a pressão da ignorância proveniente do sombrio dos outros, é muito cobrado. Isso faz parte do aprendizado e do amadurecimento.

"E, chegada já a tarde, estava ali só". Jesus buscou estar sozinho para ter contato com o Pai. No seu recolhimento, ampliou forças e iluminou-se para cumprir Sua missão. E, em oração, realizou movimentos sagrados de reconexão com Sua individualidade.

A longa caminhada de melhoria espiritual é marcada pela presença da solidão. Naturalmente, quem assume o compromisso de aprimoramento da alma sentirá necessidade de ter etapas de isolamento temporário nos relacionamentos, de estar consigo e se entender.

Estar sozinho é necessário para resgatar o contato com sua essência. Depois desse tempo, você será impulsionado a resgatar sua sociabilidade novamente, mas com outros objetivos, bem diversos dos anteriores à sua melhora pessoal, com fins de completude e afeto, e não de controle e carência.

Ouse conquistar sua própria companhia em um tempo que é só seu. A solidão é uma mensagem da alma que diz: volte-se para se cuidar e se amar. Essa lição é individual e intransferível.

Frase terapêutica

"A saudade de si mesmo é um sentimento que tem maltratado muita gente."
Da obra: "Jesus, a inspiração das Relações Luminosas"
por Ermance Dufaux e Wanderley Oliveira
Fonte: site "Fórum Espírita"

A BIBLIOTECA DO FUTURO.

A biblioteca do futuro

Heide Mund - Deustche Welle - 09/11/2015

Um burburinho em inúmeras línguas preenche uma das salas da Kölner Volkshochschule, em frente à Biblioteca Municipal de Colônia. Uma "sala de conversação" foi criada na escola para servir de ponto de encontro de refugiados e de todos aqueles que ainda precisam dominar o idioma alemão. Aqui, todos podem aproveitar gratuitamente as ofertas da Biblioteca Municipal, utilizar programas de aprendizado nos computadores ou emprestar livros e jogos.

Além de um espaço de encontro, a "sala de conversação" é palco de leituras em diversos idiomas e disponibiliza materiais didáticos em diferentes línguas. Mentores auxiliam famílias sírias, afegãs e romenas a se adaptar à cidade e à Alemanha.

A biblioteca de Colônia é reconhecida na Alemanha por suas inovações. Em 2015, ela recebeu o título de Biblioteca do Ano, por sua ousadia com projetos midiáticos e pela estratégia de transformar o local num espaço de encontros e não apenas de empréstimo de livros. A ideia não é nova: o conceito de "Makerspace" vem dos Estados Unidos e especialmente da Escandinávia. Na Finlândia e na Dinamarca, as bibliotecas públicas têm como papel serem espaços de conhecimento para todos.

Na Dinamarca, é lei que toda comunidade tenha uma biblioteca em bom estado. E para isso não há economia de verbas, como na Alemanha, por exemplo, onde muitas bibliotecas municipais já precisaram ser fechadas. Para atrair o público jovem, o Estado de bem-estar social dinamarquês criou locais vivos e atrativos, nos quais o empréstimo de livros e mídias tornou-se quase secundário.

Mais que livros

A biblioteca DOKK 1, na dinamarquesa Aaarhus, representa o novo conceito de biblioteca: um local para todos aqueles com fome de conhecimento. A cidade industrial e portuária no sul do país será a Capital Europeia da Cultura de 2017, e, para isso, toda a zona portuária ganhou um projeto arquitetônico completamente novo. E a DOKK 1 está lá, aberta 24 horas e ponto de encontro para jovens e adultos. A transformação num centro de conhecimento foi perfeitamente bem sucedida.

Na biblioteca, não se pode apenas emprestar livros, CDs ou DVDs, mas também estender o passaporte, entregar a declaração do imposto de renda ou emitir a carteira de motorista. A maior biblioteca pública da Escandinávia, inaugurada há alguns meses, é tanto um centro de serviços para o cidadão quanto espaço de conhecimento. Enquanto esperam para serem atendidas, as pessoas leem ou estudam.

A DOKK 1 abriu a cidade de Aarhus para novas possibilidades. Tudo é gratuito e equipado com novas e modernas tecnologias, que incluem uma impressora 3D. Ali, ler romances, escutar música e jogar xadrez no computador é tão importante quanto estudar livros especializados.

Schulz: "As bibliotecas do futuro devem realmente inspirar as pessoas, mesmo sem livros"

Espaços inspiradores

"As bibliotecas do futuro devem realmente inspirar as pessoas, mesmo sem livros", constata Knud Schulz, diretor-geral da DOKK 1. Foram mais de dez anos de planejamento e implementação. Por todos os lados, há espaço para encontros e trocas. Uma área para pais e filhos, sala de brincadeiras, sala de leitura com vista para o porto e zonas de silêncio para estudo dão ao local um caráter cosmopolita.

Para Schulz, o futuro está na aprendizagem ao longo de toda a vida e no intercâmbio de conhecimentos entre gerações – e este é o principal objetivo de seu trabalho na biblioteca. Até um ateliê com máquinas de costura e equipamentos profissionais faz parte da DOKK 1, mostra ele. Jovens poderiam aprender com pessoas mais velhas como consertar uma torradeira estragada em vez de comprar uma nova, acrescenta.

"O conhecimento se forma em espaços que propiciam trocas entre as pessoas", diz Schulz. Um conceito que a Biblioteca de Colônia já começou a adotar, fazendo do aprendizado uma forma de diversão

NATAL ILUMINADO DA CAMPANHA 2015.

NATAL ILUMINADO 2015

           A Prefeitura da Campanha, Administração 2009/2016, continua mantendo a tradição de iluminar a cidade durante o Natal. Em 2015, o Natal Iluminado terá início no dia 05 de dezembro (sábado), às 20h, com acendimento das luzes na Praça Dom Ferrão.
Utilizando micro lâmpadas de LED, o Natal Iluminado 2015 contará com:
Cascata de Luz, Árvores de Natal e Trenó do Papai Noel: agora cobrindo uma grande área da parte superior da praça, a Cascata de Luz é um dos pontos fortes da nossa iluminação;
Espaço 2015: um espaço reservado para as boas energias do ano novo, com palavras e vídeos repletos de mensagens positivas;

Presépio em tamanho natural: Campanha é uma das poucas cidades do Sul de Minas a possuir um presépio assim, que conta com imagens de 1,70m, com Maria, José, o Menino Jesus, os Três Reis Magos, Pastor e muitos animais!

sábado, 28 de novembro de 2015

É PARA INSPIRAR E NÃO LAMENTAR.

Essa notícia, não é para te deixar mais triste e continuar o rosário de lamentações do que Campanha já perdeu ao longo de quase 300 anos. Muitos de vocês ainda se lembram, que antes de termos o Conjunto habitacional Dr. Jéferson de Oliveira, popularmente conhecido como COHAB, nos tivemos lá um campo de aviação de excelente qualidade e com transporte aéreo regular. Isto há algumas décadas. O que a grande maioria não tem conhecimento, é de que naquele mesmo local, na década de 30, havia o JOCKEY CLUB CAMPANHENSE. As competições eram realizadas regularmente. O que me deixa encabulado é de não termos uma foto sequer de um lugar que, certamente recebeu algumas centenas, talvez milhares de pessoas.
Ao invés de lamentar, quem sabe não surge aqui um sonho, que poderá se tornar realidade e virar uma fonte de renda, um ponto de turismo e lazer.

ACIMA.

ACIMA - Emmanuel / Chico Xavier


...“Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o Reino de Deus.”. Jesus (Lucas, 9:62). 

A fim de que nos promovamos à condição de obreiros mais eficientes, na Seara do Cristo, é forçoso observar a vida acima de nossas impressões superficiais.
Para isso, ser-nos-á necessário:

mais do que ver – refletir;
mais do que escutar – compreender;
mais do que estudar – aprender;
mais do que trabalhar – servir;
mais do que obedecer – cooperar espontaneamente em apoio aos semelhantes;
mais do que administrar – harmonizar;
mais do que crer – raciocinar;
mais do que esclarecer – discernir;
mais do que escrever – elevar;
mais do que falar – construir;
mais do que comentar – melhorar;
mais do que saber – transmitir para o bem;
mais do que informar – educar;
mais do que desculpar – esquecer o mal;
mais do que desincumbir-se – auxiliar para a felicidade geral. 

Todos temos ideias e possibilidades, escolhas e relações, crenças e luzes. E se é muito importante guardar equilíbrio para desfrutar semelhantes bênçãos, em nosso progresso de espíritos imortais, ante as Leis de Causa e Efeito, é muito mais importante ainda saber o que estamos fazendo por elas e com elas. 

Pelo Espírito Emmanuel
Do livro: "Aulas da Vida"
Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

BIBLIOTECA HUMANA: APRENDER DE PESSOAS E NÃO DE LIVROS.

Biblioteca Humana: aprender de pessoas e não de livros

Gazeta do Rossio - 29/10/2015

A Biblioteca Humana começou na Dinamarca, e permite as pessoas ler um catálogo e selecionar um tópico que querem ouvir. Há uma gama de tópicos disponível, a maioria tirados de genuína experiência humana, tipicamente focada num grupo “estigmatizado” ou estereotipado pela sociedade.

Minorias religiosas, raciais e sexuais voluntariaram-se para contar as suas histórias. Alguns dos títulos oferecidos incluem: Crianças sobreviventes do Holocausto, A história de um cigano, Veterano da Guerra do Iraque e Rapaz do Orfanato.

Após escolher um tópico sobre o qual querem escutar, os “leitores” pegam no seu cartão de biblioteca e são conduzidos a uma área de discussão, onde conhecem os seus “livros”. O projeto foi inventado para incitar ao diálogo e fomentar a compreensão entre diferentes tipos de culturas e pessoas – pessoas com quem, normalmente, não interagimos.

Na sua página do Facebook, a Biblioteca Humana escreve que “o propósito é desafiar o que nós pensamos saber sobre outros membros da comunidade, desafiar os nossos estereótipos e preconceitos num ambiente positivo, onde as perguntas difíceis são aceites, esperadas e agradecidas”.

A ideia começou em 2000 pela “Stop The Violence”, uma associação juvenil sem fins lucrativos. A primeira Biblioteca Humana foi realizada no Festival Roskilde, em Copenhaga, e já se espalhou a mais 70 países.

Fonte: The Plaid Zebra

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

NÃO GUARDE RANCOR.

NÃO  GUARDE  RANCOR - Joanna de Ângelis


Quem guarda rancor, coleciona
lixo moral, e, consequentemente,
termina enfermando. 

O mal que te façam, não deve
merecer o teu sacrifício
Se alguém deseja ver-te infeliz,
age de forma contrária, vivendo
com alegria. 

Se outrem planeja perturbar-te,
insiste na posição de harmonia. 

Se aquele que se tornou teu adversário
trabalha pela tua desdita,
continua em paz. 

Para quem procura infelicitar os
outros, a maior dor é velos imperturbáveis. 

Sê inteligente e não te desgastes à toa. 

Espírito: Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Franco

IRMÃOS GASOL LANÇAM LIVRO INFANTIL SOBRE HÁBITOS SAUDÁVEIS.

Irmãos Gasol lançam livro infantil sobre hábitos saudáveis

Terra - 22/09/2015



Os irmãos Pau e Marc Gasol deixaram a bola de basquete de lado por um tempo e colocaram mãos à obra para escrever, em parceria com os donos de um restaurante, um livro sobre vida saudável e alimentação, que foi apresentado nesta terça-feira (22) em Barcelona, na Espanha. 

A obra, chamada "Luis y el señor Kandinsky" ("Luis e o senhor Kandinsky", em tradução livre), tem a dupla que atua na NBA como protagonistas de uma história que ressalta a importância da alimentação correta aliada às atividades físicas.

O lançamento aconteceu com uma entrevista coletiva diferente, em que crianças, estudantes do Ensino Fundamental de uma escola de Barcelona, puderam entrevista Pau, Marc, além dos irmãos que comandam o restaurante El Celler de Can Roca, parceiros dos jogadores de basquete na obra.

"É um conto que li várias vezes. Adorei como ficou. Queremos publicar mais histórias que sigam aproveitando este tipo de valores", explicou Pau Gasol, que foi o destaque da Espanha na conquista do Eurobasket, campeonato continental de basquete, em que foi eleito melhor jogador e acabou como cestinha.

De toda a arrecadação do livro, 10% será destinado à Fundação Gasol, que realiza trabalho de promoção de hábitos de vida saudáveis entre crianças e adolescentes na Espanha.

O INTERIOR DA CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO.

A nave da Catedral de Santo Antônio depois de restaurada.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL.

LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Às vezes me preocupava o mecanismo das leis cármicas. Pensava eu que a série de ações e reações se estendesse em espirais infinitas pelo tempo a fora. E isso me parecia contrário à ideia que sempre formulei da justiça divina.

            Se ontem, num momento infeliz de desvario, estrangulei um irmão, alguém teria que me estrangular no futuro, para que se cumprisse a lei. Mas, o novo crime haveria de gerar, fatalmente, uma nova reação, abrindo outro ciclo e assim por diante, “ad infinitum”. De mais a mais, não havia, também, a dureza do “olho por olho, dente por dente”?

            Acontece, porém, que as leis divinas são muito mais sábias e perfeitas do que sonhamos. Ao descer até nós, vindo das mais elevadas esferas espirituais, o Divino Mestre nos trouxe a mensagem da verdade suprema da vida – o amor. E como Ele próprio dizia, não vinha destruir a lei, mas fazê-la cumprir. Não se alterava a substância dos postulados cármicos; ficavam eles, porém, esvaziados do seu conteúdo de inexorabilidade, para adquirirem o suave colorido da reparação.

            Ensinava o Amigo Sublime que só uma atitude poderia quebrar o círculo vicioso: o amor. Na verdade, colocou tão alto o conceito e a prática do amor entre as criaturas, que fez disso a nota dominante, o tema, o “leit motiv” de toda a sua insuperável pregação. A certa altura da vida, com o poder de síntese e de acuidade de que era dotado, no mais alto grau, como se quisesse deixar, numa só ideia, toda a sabedoria da vida – disse simplesmente: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.” Já meditou o amigo leitor, com seriedade, na beleza e na profundidade daquela simples frase? Ela contém, não somente o mandamento supremo da lei – que séculos antes havia sido transmitido a Moisés –, como, também, a afirmação de que Ele, o Cristo, viera demonstrar e praticar a verdade do amor e não somente pregá-la. Aqueles que vivessem tal filosofia da vida estariam cumprindo a lei e seguindo os ensinos revelados pelos profetas através das idades.

            Estava o Mestre oferecendo, a cada um de nós, os recursos necessários para que nós mesmos nos libertássemos das imposições do “olho por olho”.

            Bastava amar. Quando nos pedissem para caminhar mil passos, caminhássemos mais dois mil por nossa conta. Se nos batessem em uma face, oferecêssemos a outra. Era lícito perdoar sete vezes? Perguntaram-lhe. Não sete, mas setenta vezes sete, foi a resposta.

            Aí está o ponto onde se quebra a corrente cármica, se o desejarmos: na prática do amor e do perdão. Bem sabemos que é mais fácil falar que praticar, enquanto estivermos contidos pela nossa imperfeição, mas se perdoamos àquele que em nós feriu a lei e o ajudamos a recuperar-se, estaremos, por nossas próprias mãos, partindo o círculo de ferro. Se ainda não atingimos a perfeição moral de oferecer a outra face, caminhemos pelo menos a outra milha, os outros dois mil passos, para oferecer a nossa prece em favor daquele que nos ofendeu. Esse gesto talvez represente, nas telas infinitas do tempo, o progresso e a libertação de irmãos aos quais provavelmente devemos tantas outras reparações.

            Graças a Deus, a despeito dos desacertos da época em que vivemos, há bastante beleza moral neste mundo. Muitos espíritos se deixaram impregnar de tal forma por esse perfume de amor e perdão, que imprimiram a marca de sua passagem na História.

            Francisco de Assis, num transbordamento de amor incontido, pregava tanto aos homens como aos humildes seres da criação, procurando atrair todos para a luz. Tereza d’Ávila, em transportes de amor sublimado pelo Mestre, vivia entre este mundo e o outro. Joana d’Arc, sob a pressão desencadeada do poder terreno, não cessou de amar e perdoar. Gandhi, na fragilidade física, era um gigante de força espiritual e moral no seu amor pacifista pelos irmãos deserdados. Albert Schweitzer, mergulhado no coração da selva africana, cura, ensina, educa, ampara, sem outra paga que a satisfação de exercer o amor pelo ser humano.

            Conhecemos, pois, o caminho da recuperação, aquele que leva para o Alto. É preciso rogar forças para que saibamos segui-lo; pedir a Jesus que nos amplie a capacidade de amar e compreender. Não que essa atitude seja de passividade inútil. Não. Amar, no mais puro sentido, é um programa de ação, é um roteiro de lutas, porque implica, em primeiro lugar, o combate ao nosso comodismo através dos milênios. Esse egoísmo cego talvez fosse necessário quando, na meia luz da consciência que despontava em nosso ser, nos distantes períodos encarnatórios, ainda não sabíamos que a vida continua depois da morte. Vivíamos, então, agarrados ferozmente ao corpo físico e às coisas da matéria, e por ela lutávamos, matávamos e roubávamos. Hoje não. Iluminados pela verdade superior, sabemos que o corpo é mero instrumento – e dos mais nobres – de trabalho e de evolução e, por estranho que pareça, quanto mais trabalhamos para os outros, mais realizamos para nós mesmos. Vemos, assim, que o egoísmo se sublimou numa forma superior de sentimento, pois que, por amor a nós mesmos e ao nosso progresso espiritual, somos levados a amar os outros. Então, isto tudo não é belo e maravilhosamente perfeito?

            E quando dizemos que o amor é um programa de trabalho e de luta é porque temos que exercê-lo ativamente, esclarecendo, pelejando contra o erro, ajudando aos que precisam de ajuda, tolerando, enfim, porque essa é a lei que nos oferece a chave da libertação. :-*
João Marcus 

MARCUS, João. "Candeias na noite escura". Pseudônimo de
Hermínio C. Miranda. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1992. Cap. 4. 
Fonte: site "Fórum Espírita"