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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

RECEITA DE ANO NOVO.Carlos Drumond de Andrade.

RECEITA DE ANO NOVO

RECEITA DE ANO NOVO


PARA VOCÊ GANHAR BELÍSSIMO ANO NOVO
COR DE ARCO-IRIS OU DA COR DA PAZ
ANO NOVO SEM COMPARAÇÃO COM TODO O TEMPO JÁ VIVIDO.
PARA VOCÊ GANHAR UM ANO NOVO
NÃO APENAS PINTADO DE NOVO, REMENDADO ÀS CARREIRAS,
MAS NOVO NAS SEMENTINHAS DO VIR-A-SER,
NOVO
ATÉ NO CORAÇÃO DAS COISAS MENOS PERCEBIDAS
NOVO, ESPONTÂNEO, QUE DE TÃO PERFEITO NEM SE NOTA,
MAS COM ELE SE COME, SE PASSEIA,
SE AMA, SE COMPREENDE, SE TRABALHA,
VOCÊ NÃO PRECISA EXPEDIR E NEM RECEBER MENSAGENS
(PLANTA RECEBE MENSAGENS?
PASSA TELEGRAMA?) 


NÃO PRECISA 
FAZER LISTA DE BOAS INTENÇÕES
PARA ARQUIVAR NA GAVETA.
NÃO PRECISA CHORAR ARREPENDIDO
PELOS ERROS CONSUMADOS
NEM PARVAMENTE ACREDITAR
QUE POR DECRETO DE ESPERANÇA
A PARTIR DE JANEIRO AS COISAS MUDEM
E SEJA TUDO RECOMPENSA,
JUSTIÇA ENTRE OS HOMENS E AS NAÇÕES.
LIBERDADE COM CHEIRO E GOSTO DE PÃO MATINAL
DIREITOS RESPEITADOS, COMEÇANDO
PELO AUGUSTO DIREITO DE VIVER.


PARA GANHAR UM ANO NOVO
QUE MEREÇA ESTE NOME,
TEM DE FAZÊ-LO NOVO, EU SEI QUE NÃO É FÁCIL,
MAS TENTE, EXPERIMENTE, CONSCIENTE
É DENTRO DE VOCÊ QUE O ANO NOVO
COCHILA E ESPERA DESDE SEMPRE.


(DO MESTRE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO E BOAS FESTAS.

FELIZ ANO NOVO E BOAS FESTAS

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O nosso caminho é feito Pelos nossos próprios passos… Mas a beleza da caminhada… Depende dos que vão conosco! Assim, neste NOVO ANO que se inicia Possamos caminhar mais e mais juntos… Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAÚDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR. O ano se finda e tão logo o outro se inicia… E neste ciclo do “ir” e “vir” O tempo passa… e como passa! Os anos se esvaem…
E nem sempre estamos atentos ao que Realmente importa. Deixe a vida fluir E perceba entre tantas exigências do cotidiano… O que é indispensável para você! Ponha de lado o passado e até mesmo o presente! E crie uma nova vida… um novo dia… Um novo ano que ora se inicia! Crie um novo quadro para você! Crie, parte por parte… em sua mente…

Até que tenha um quadro perfeito para o futuro… Que está logo além do presente. E assim dê início a uma nova jornada! Que o levará a uma nova vida, a um novo lar… E aos novos progressos na vida! Você logo verá esta realidade, e assim encontrará A maior Felicidade… Recompensa…

Que o ANO NOVO renove nossas esperanças, E que a estrela crística resplandeça em nossas vidas E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias! E que o resplendor dessa chama Seja como a tocha que ilumina nossos caminhos Para a construção de um futuro, repleto de alegrias!

E assim tenhamos um mundo melhor! À todos vocês companheiros(as) que temos o mesmo ideal, Amigos(as) que já fazem parte da minha vida, Desejo que as experiências próximas de um ANO NOVO Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas. Muita Paz em seu contínuo despertar!

O UNIVERSO NUMA CASACA DE NOZ.

O Universo numa Casca de Noz

Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito.” – assim disse Hamlet, o inesquecível personagem de Shakespeare.
 Stephen Hawking, o célebre astrofísico inglês, inicia exatamente com esta idéia, sua obra intitulada “O Universo numa casca de noz”, que segue os passos de seu best-seller “Uma breve história do tempo.”
No volume, o matemático explica, com uma linguagem mais acessível, os princípios que controlam o Universo.
 Porém, primeiramente, Hawking apresenta-se como profundo admirador deste misterioso cosmos, questionando se ele realmente é infinito, ou apenas enorme.
 Se ele é eterno ou apenas tem uma longa vida. E como nossas mentes finitas poderiam compreender um Universo infinito.
 O autor acredita que ainda existam muitas coisas a serem descobertas, mas apresenta-se otimista, dizendo que muito já alcançamos.
 A casca de noz de Hamlet representa a pequenez de nossa compreensão, da extensão de nossas forças.
 Mas também demonstra a capacidade do ser humano de utilizar sua mente para explorar todo este Universo.
 E avançar audaciosamente por ele, por onde até mesmo “Jornada nas estrelas” teme seguir.
 Por enquanto, somos os encantados com tantas descobertas, encantados com a grandeza de Deus e Suas leis, que fazem com que tudo esteja onde deva estar, e no tempo certo.
 Vejamos quantas maravilhas:
 O planeta Júpiter, o maior dos orbes de nosso sistema, que comportaria em seu interior 1.000 planetas Terra, quando foi criado, poderia ter se transformado em estrela.
 Caso isso tivesse ocorrido, teríamos dois Sóis, ao invés de um, e um dia permanente, sem noite alguma, o que impossibilitaria a vida neste mundo.
 Poderíamos falar um pouco sobre as distâncias do espaço, que certamente nos deixariam desnorteados.
 Tomemos por exemplo a estrela mais próxima da Terra, depois do Sol, Alfa Centauri.
 Ela está a apenas 4 anos luz da Terra. Parece pouco, não? Então imaginemos tomar um foguete na Terra, viajando numa velocidade muito grande – 100.000 quilômetros por hora.
 Se rumássemos para nossa vizinha, teríamos uma pequena jornada de cerca de 24.600 anos para alcançá-la. Não é algo surpreendente?
 Deveremos nos sentir insignificantes perto de tudo isso? Perto das bilhões de galáxias existentes?
 Certamente que não. Ao contrário, devemos nos sentir privilegiados de viver num Universo tão grandioso, e de fazer parte dele como Espíritos em evolução constante.
 A próxima conclusão sábia e racional, será a de que não podemos ter a pretensão de nos imaginarmos sozinhos neste espaço sem fim.
 Seria “um imenso desperdício de espaço”, como afirma o cientista Carl Sagan.
 Assim, tenhamos neste macrocosmos mais uma prova da existência de uma Inteligência Suprema, de uma causa primária de todas as coisas, que rege nossas vidas e destinos através de leis perfeitas.
“Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência.
 Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil.
 Certo, a esses mundos há de Ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista.
 Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.”

Momento Espírita

ONDE FOI PARAR A TERNURA?

Onde Foi Parar a Ternura?

Você, que já constituiu um lar com a pessoa que embalou suas horas nos primeiros momentos de namoro, às vezes se pergunta: onde foi parar aquela ternura de outrora?
 Aquele afeto que nos unia como se fossemos um só, onde andará?
 Quando ouve aquela música que costumavam ouvir juntos e seu coração vibra com a mesma emoção dos tempos idos, pensa em silêncio: o que aconteceu com aquele doce encantamento do início?
 Olha para o companheiro ou companheira e tem a impressão de que já não vê mais a mesma pessoa.
 Uma onda de saudade lhe invade a alma e a melancolia chega com sabor de amargura.
 Parece que as cinzas das dificuldades abafaram a chama do amor...
 Todos esses capítulos fazem parte da história de grande parte dos casais.
 O que acontece é que nos envolvemos com os compromissos de tal forma, que esquecemos de manter acesa a chama afetiva dos primeiros tempos.
 Na realidade ela não se apagou e, por vezes, está ainda mais forte. Nós é que não nos damos conta disso.
 É natural que a paixão arrebatadora que propiciou a união, ceda lugar a uma amizade que somente o tempo de convívio pode sedimentar nos corações. E essa amizade vai se consolidando dia após dia, nos mínimos cuidados que quebram a rotina.
 Uma balconista da seção de cosméticos de uma loja conta que um dia notou um rapaz a observar umas caixas de sabonete expostas no balcão. Ofereceu-se para ajudá-lo e ele aceitou dizendo que desejava comprar uns sabonetes finos para presentear a esposa. Por fim escolheu uma caixa bem vistosa e pediu para que ela fizesse um embrulho bem bonito.
 Uma semana depois, a balconista notou que o mesmo rapaz estava em outra seção olhando artigos para senhoras. Dirigiu-se a ele e lhe perguntou se a sua esposa havia gostado dos sabonetes que ele levou no outro dia.
- Bem, ela ainda não os achou, foi a resposta.
 - Veja, senhorita, eu tenho um plano. Escondo algo para que minha mulher encontre sem esperar.
- Ela encontrará os sabonetes na próxima semana, quando for limpar a dispensa. É uma surpresa para quebrar a monotonia do serviço caseiro, concluiu o jovem esposo.
 São esses cuidados e atenções que alimentam a chama da amizade e do afeto verdadeiros.
 Não são necessários grandes feitos para cultivar a ternura, mas é preciso que sejam constantes e que o respeito seja parte integrante do relacionamento.
 Um mimo inesperado, uma palavra de incentivo, uma flor singela, um abraço, um gesto de carinho, são ingredientes seguros para a manutenção de qualquer casamento. E o que é melhor: não têm contra-indicação.
“O casamento é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos, espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução.”

Momento Espírita

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O VERDADEIRO PODER.

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um jovem guerreiro famoso por sua invencibilidade.
 Era um homem cruel e, por isso, temido por todos.
 Quando se aproximava de uma aldeia, os moradores abandonavam suas casas, e fugiam para as montanhas, porque sabiam que ele não poupava nada, nem ninguém.
 Certo dia, ele e seu exército aproximaram-se de uma aldeia na qual vivia um sábio ancião.
 Todos os habitantes fugiram assustados, menos ele.
 O guerreiro entrou na vila e, como de costume, incendiou casas e matou os animais que encontrou.
 Logo chegou à casa do sábio, que permanecia em pé ao lado da porta de entrada, serenamente.
 Quando eles se encontraram, o guerreiro impiedoso disse-lhe que seus dias haviam chegado ao fim, mas que, no entanto, iria lhe conceder um último desejo antes de passá-lo pelo fio de sua espada.
 O velhinho, sem alterar o seu semblante, disse-lhe que precisava que o guerreiro fosse até o bosque e que ali cortasse um galho de árvore.
 O jovem achou aquilo uma grande besteira, mas decidiu atendê-lo, entre gargalhadas e deboches.
 Foi até o bosque e com um único golpe de espada cortou um galho de árvore.
“Muito bem.” – disse o ancião, quando o guerreiro voltou – “quero saber agora se o senhor é capaz de recolocar este galho na árvore da qual o arrancou.”
O jovem guerreiro entre gargalhadas, chamou-o de louco, respondendo-lhe que todos sabiam que era impossível colocar o galho cortado na árvore outra vez.
 O ancião sorriu e lhe disse: “louco é o senhor, que pensa ter poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar não tem poder. Poder tem aquele que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Poder tem aquele que produz, que cria, que mantém. Essa pessoa, sim, tem o verdadeiro poder.”
Muitos são os que acreditam deter o poder porque atemorizam os demais, ou porque conseguem destruir o que encontram pela frente.
 Acreditam-se poderosos porque são capazes de derrubar pessoas, destruir grandes obras e silenciar vozes.
 Mas isso é um grande engano.
 O verdadeiro poder não reside em arrasar existências e fazer cair por terra o trabalho dos outros.
 Não se prova ter poder por meio da força bruta ou através de gritos e ameaças.
 Isso demonstra, tão somente, grave desequilíbrio.
 Desfazer o que outros produziram ou tentar abalar edificações morais, tão duramente estabelecidas, em nada auxiliarão o nosso próprio desenvolvimento.
 Tantos são os que agem assim, crendo-se poderosos, iludindo-se e distribuindo dores ao longo de suas pegadas.
 Por outro lado, tão poucos ainda são capazes de edificar, de construir, ou, ainda, de reerguer o que foi destruído.
 Tão poucos se dispõem a persistir, a resistir diante dos vendavais das dificuldades. Estes, sim, possuem um poder realmente significativo.
 Pense nisso!
 Há muito a ser reconstruído.
 Há muito mais, ainda, a ser feito.
 Tantos caminhos aguardam para serem trilhados.
 Há tantas tarefas a serem concluídas.
 Há pontes de compreensão a serem construídas para superar os despenhadeiros da intolerância.
 Há abrigos de solidariedade e de consolo a serem edificados para refugiar aqueles que sofrem.
 O poder verdadeiro é o daquele que cria, que mantém, que reconstrói, não apenas um dia, mas todo momento, por toda uma vida.
 Pense nisso!

Momento Espírita

LIVRO CUSTOMIZADO EM QUE SEU FILHO É O PERSONAGEM PRINCIPAL.

Livro customizado em que seu filho é o personagem principal

Angela Klinke - Valor - 23/12/2015
Para promover o interesse pela leitura e incentivar momentos de afeto entre pais e filhos, o projeto ConteJá permite a customização pela internet de um livro. Assim, ele são personagens dá história. Com roteiro pré-definido, é possível criar um “avatar” de seu pimpolho. Aí a cada etapa da história dá para introduzir elementos que fazem parte da vida dele. Por exemplo, o que come no café da manhã é o que vai aparecer na mesa ilustrada. Seus brinquedos preferidos vão estar na cena do quarto e a página que trata da escola terá uma foto de onde a criança estuda.

“Queremos gerar o envolvimento das crianças com a personalização impressa de suas características de identidade e estilo de vida. Esse envolvimento cumpre a tarefa pedagógica de estimular o interesse prazeroso pela leitura, capacitando o estudo e a retenção de conhecimento no futuro”, diz Álvaro Novaes, fundador do projeto. O roteiro e ilustrações são de Silvana Rando, ganhadora do prêmio Jabuti de Ilustração Livro Infantil. A edição com capa dura custa R$ 45 e o prazo de entrega é de sete dias úteis.

ESTADOS NEGATIVOS DA ALMA.

Estados negativos da Alma

Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desanimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstias de etiologia obscura, á força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.
Se conseguires aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião, em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio. Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.......
Emmanuel - Tenção Emocional.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

MANUAL PARA A VIDA.

Pode parecer difícil, mas muitasa destas coisas você ja faz e as outras, poderão ser acrescentadas ao seu dia a dia, sem muito esforço, apenas com disciplina.

MANUAL PARA A VIDA:
NA SAÚDE:
1. Beba muita água;
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas;
3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje 30min' por dia para ORAR ou fazer sua MEDITAÇÃO sozinho;
5. Faça atividades que ative seu cérebro;
6. Leia mais livros.
7. Sente-se em silêncio, pelo menos, 10min' por dia;
8. Durma 7-8 h por dia;
9. Faça atividade física de 20min' a 60min', por dia e, enquanto o fizer, sorria.
NA PERSONALIDADE: 👤
1. Não compare a sua vida com a dos outros;
2. Não tenha pensamentos negativos;
3. Não se torne demasiadamente sério;
4. Não desperdice a sua energia com fofocas;
5. Sonhe, sorria e gargalhe mais.
6. Inveja é uma perda de tempo. Agradeça a Deus pelo que possui...
7. A vida é curta demais para odiar alguém. Perdoe;
8. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você.
9. Não necessite ganhar todas as discussões. Saiba perder;
NA SOCIEDADE: 👥👥
1. Entre mais em contato com sua família;
2. Dê algo de bom aos outros, diariamente;
3. Passe mais tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
4. Tente fazer sorrir, pelo menos três pessoas por dia;
5. Não se importe com o que os outros pensam de você;
6. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Nao se estresse tanto.
NO SEU DIA A DIA: 
1. Faça o que é correto;
2. Por melhor ou pior que a situação seja... ela mudará...tudo passa.
3. Não interessa como se sente, levante, arrume-se e apareça;
4. O melhor ainda está por vir;
5. Quando acordar de manhã, agradeça a DEUS pela graça de estar vivo.
Simples assim!!!!

DAVID NAGGAR FALA DO FUTURO DA LEITURA.

David Naggar fala do futuro da leitura

Filipe Vilicic - Veja - 05/12/2015

O americano David Naggar é um dos protagonistas da revolução que atinge a indústria editorial e os hábitos de leitura. Sua ligação com o mercado de livros vem do berço - sua mãe, Jean, é escritora e agente de renome. Logo após se formar em marketing ele já passou a trabalhar em grandes editoras, como na nova-iorquina Random House. Em 2009, foi para a Amazon, onde ainda está, como vice-presidente de conteúdo do Kindle. Na nova casa, impulsiona a digitalização de livros, quadrinhos, revistas, tudo que se lê.

Sob seu comando, a empresa deixou de publicar e-books apenas em seu e-reader e passou a disponibilizar o catálogo em aplicativos para computadores, smartphones e tablets de concorrentes. Ele também investe na produção de "indies", os autores que se autopublicam, sem o intermédio de editoras, pela internet. Esta, inclusive, é hoje uma das especialidades da Amazon, dona da plataforma KDP, por onde os escritores podem disponibilizar, gratuitamente, seus livros no Kindle. Daí nasceram best-sellers como 50 Tons de Cinza e Perdido em Marte.

Em visita ao Brasil, Naggar concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA. Nela, prevê como será o futuro da leitura e crava que não se trata do fim das tradicionais casas de publicação, mas, sim, de uma reconfiguração completa do mercado.

Como a digitalização de livros, revistas, tudo que se lê, transformou os hábitos de leitura?
De repente, passamos a ter em um único dispositivo, como o Kindle, ou tablets e smartphones, o acesso a milhões de títulos, possíveis de serem lidos depois de 60 segundos, o tempo que se leva para baixá-los. Esse imediatismo, o acesso quase instantâneo, democratizou a leitura como nunca antes ocorreu na história. Por exemplo, antes era muito difícil ter acesso a algumas obras estrangeiras, como as estritamente em inglês ou alemão, em países como o Brasil. Era preciso esperar anos pela tradução, ou meses para que uma encomenda chegasse com o livro. Agora, consegue-se o título em segundos. Além da facilidade do acesso, trata-se de uma revolução que também afeta diretamente a forma como lemos. É possível, por exemplo, ler em um smartphone enquanto se espera na fila do banco ou do dentista. Sem ter de lembrar de carregar um montante pesado de papel com si. Mais que isso, toda sua biblioteca poderá estar disponível em sua mão, no aplicativo do celular. Essa é uma transformação essencial, que adapta a leitura profunda, mesmo de livros complexos, ao mundo contemporâneo. Há vinte anos, um indivíduo ia a uma livraria com o único intuito de comprar livros. Não havia nada mais competindo por sua atenção. Hoje, ao ligar o smartphone, o tablet, o computador, escolhe-se se quer gastar tempo checando o Facebook, vendo um vídeo no YouTube, jogando Angry Birds ou lendo. A literatura passou a competir com um universo imenso de opções baratas, quando não gratuitas, de entretenimento. Para o livro ter chance de vencer nessa disputa por tempo e atenção, é necessário estar onde o leitor está. Ou seja, oferecer a ele, também, a opção de ler, de forma barata e prática, no mesmo dispositivo a que recorre continuamente para outras atividades.

Trata-se de uma mudança que afeta apenas o leitor, ou também a forma como escrevemos?
Pense no KDP, da Amazon (o sistema de autopublicação da marca, na qual escritores disponibilizam livros online sem intermédio de editoras). Desde que nasci vivo no mundo da escrita, já que minha mãe é agente literária. Antes de vir para a Amazon, fui alto-executivo em editoras tradicionais. Como sempre funcionava a lógica de publicar um livro? Quase todo mundo tem a ideia de escrever algo. Porém, poucos são aqueles que conseguem um agente para ajudar a publicá-lo. Digamos que seja 5% do total. Desses, uma porcentagem ainda menor convence uma editora a trabalhar com sua obra. Ou seja, era um negócio para poucos. Com a internet, e inovações como o KDP, os intermediários podem ser eliminados. Se uma editora não dá atenção ao que alguém escreveu, o autor pode simplesmente colocar a obra online, e disputar de igual para igual com best-sellers na Amazon.com. Isso muda a lógica do mercado literário. Sabia que J.K. Rowling, autora de Harry Potter, foi rejeitada trinta vezes antes de uma editora, pequena, aceitá-la? E se ela tivesse desistido no vigésimo "não"? Deixaríamos de ter as histórias de Harry Potter. Quantos não abdicam de seus projetos frente à rejeição? Com o mundo online, foram abertas novas alternativas. Best-sellers como 50 Tons de Cinza e Perdido em Marte surgiram nesse novo modelo, via KDP. Hoje, 30% dos e-books mais vendidos da Amazon são de "indies" (termo para "independentes", os autores que se autopublicam). Pessoas que provavelmente nunca teriam espaço na velha forma de publicação ficaram ricas utilizando as possibilidades contemporâneas.

É o fim das editoras tradicionais?
De forma alguma. As editoras têm um papel insubstituível e realizam um trabalho incrível junto aos autores. Entretanto, elas precisam, sim, se adaptar ao mundo moderno. Passou-se a ter mais alternativas a leitores e escritores. Logo, a concorrência é maior. São vários os efeitos disso. Por exemplo, no Brasil, historicamente, livros são muito caros. Hoje, essa estratégia não funciona mais. Há opções baratíssimas de entretenimento na internet, inclusive de leitura. Por isso, editoras brasileiras têm se visto compelidas a baixar preços. Valem, como sempre foi, as leis econômicas. Porém, repito, não é o fim para elas. O que ocorreu, em uma analogia, é que antes só tinha um restaurante na cidade, com 50 clientes. Com a digitalização, passaram a ser 1 000, com milhares de clientes. No caso, "restaurantes" são plataformas de publicação. Os "clientes" são os autores e leitores. O efeito, que sentimos agora, é que a indústria literária nunca esteve tão saudável quanto hoje.

Se os benefícios são para todos, por que algumas editoras, como a francesa Hachette, além de autores best-sellers, se queixam do modelo proposto pela Amazon?
Principalmente da estratégia de baixar preços radicalmente de e-books, em comparação com o valor de versões físicas. A resposta da Amazon a essas queixas é "olhem para o futuro". Caso queiram competir para valer com tudo a que hoje o leitor tem acesso, a exemplo do Facebook, é preciso ser mais acessível. Isso inclui vender livros mais baratos, algo possível de se fazer, com bom lucro, no mundo online. Caso não baixe o preço, o leitor dedicará seu tempo a outra coisa.

Em resposta à chegada da Amazon nessa indústria, algumas editoras adotaram práticas como a publicação atrasada de títulos de e-books, em comparação com suas edições físicas. Essas estratégias realmente aumentam as vendas?
De forma alguma. Tanto que nenhuma grande casa de publicação manteve essa prática nos últimos anos, apesar de termos ciência de que algumas editoras brasileiras pensam em fazer isso. A questão é que, com esse método, a mensagem que se passa para o leitor é: "você precisa adaptar seus hábitos de leitura ao que queremos". Acha, mesmo, que alguém, como um adolescente, acostumado a smartphones e tablets, irá transformar seu cotidiano para comprar um livro na livraria só porque não tem a opção online? Nossas estatísticas comprovam que isso não ocorre. Se não há a opção digital, o leitor que gosta deste formato toma uma de duas atitudes. Ou ele arranja uma versão pirateada na internet - e, garanto, há muitos sites que disponibilizam isso -, ou escolhe outra coisa para ler. Aí, ocorre um outro problema na estratégia. A editora vai lá e gasta um monte com marketing no lançamento de um título. Porém, só o disponibiliza em livrarias. Depois, quando finalmente decide ter uma versão digital, não há mais dinheiro para dar gás na divulgação. Ou seja, aquele cliente que não queria comprar a edição física, e optou por gastar seu tempo com outra atividade, nem fica sabendo quando o que queria ler chega à internet. Em resumo, a editora só perderá vendas com tal tática.

No Brasil, e-books representam cerca de 5% do mercado de livros. Por que aqui essa tal revolução da leitura não está ocorrendo tão rápido?
Não acredito nisso. Para começar, esse número, de 5%, não é bem interpretado. E-books não têm muito sucesso, por exemplo, no ramo educacional. Tenho certeza que se as porcentagens forem fatiadas, e se considerar somente literatura regular, haverá um aumento substancial de nossa penetração. Mais que isso, na conta não se consideram os "indies". É outro fator que alteraria o cenário. Valeria acrescentar ainda as obras em língua estrangeira, muitas vezes disponíveis apenas pelo online. Por fim, de qualquer forma, a nossa representatividade no mercado tem aumentado 40% ao ano. Isso é surpreendente, principalmente quando se leva em conta o quão antiga e estabelecida é a indústria literária.

Há muitos críticos da leitura digital, como o escritor e pesquisador americano Nicholas Carr, para quem e-books e similares podem destruir o hábito de imergir em uma obra por horas. O senhor acredita que tablets e smartphones têm, mesmo, privilegiado apenas leituras rápidas e superficiais?
De forma alguma, pois as pessoas se adaptam. Quando se olha a nova geração, é notável como está se acostumando a ler em telas menores. Porém, ainda em leituras profundas, de livros extensos. Acredito, mesmo, que a escolha do que se lê no digital, ou no físico, caberá a cada cliente. Uns irão preferir obras de ficção digitais, e de não-ficção em versões tradicionais. Com outros, será o contrário. Iremos nos adaptar. E a tecnologia também se moldará a nós.

Para alguns, tablets e e-readers podem parecer fadados a perdurar por pouco tempo, frente a novos gadgets que surgem, como os relógios inteligentes ou os óculos computadorizados. O senhor acredita que, no futuro, os hábitos de leitura e escrita vão mudar novamente?
A lógica é, na verdade, simples. Quando a forma como as pessoas acessam conteúdo muda, é preciso também que o conteúdo se transforme. Ou ao menos sua apresentação. Na China, por exemplo, está em voga um novo tipo de literatura, onde escritores diversos se revezam para tecer uma mesma história, que nunca acaba e é divulgada restritamente online. Experiências assim surgem quando aparecem novas plataformas. Sempre será desta forma. Como vai ser no futuro? Não tenho ideia. Mas essa lógica não mudará.