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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

UM GOLAÇO DO McDONALDS.

McDonalds vai distribuir 10 milhões de livros na América Latina em 2014

Publishnews - 23/01/14

O McDonalds quer se transformar, em 2014, na maior rede de livrarias do Brasil. Isso mesmo. Você não leu errado... Em fevereiro, a rede de fast foods vai dar livros infantis na compra do McLanche Feliz. A campanha, que acontece em toda a América Latina, promete distribuir 10 milhões de exemplares em 2014. De acordo com Hélio Muniz, diretor de comunicação para o Brasil, 50% disso ficará nas mais de 700 lojas do McDonalds espalhadas em 159 municípios de todos os estados da federação. “Estamos muito felizes em usar a nossa grande capilaridade para estimular o hábito de leitura entre as famílias”, comemora o diretor.

A edição ficou por conta da Planeta. “Procuramos uma editora que tivesse a capacidade de chegar em diversos países da América Latina e, nesse sentido, a Planeta foi a parceira mais adequada”, comentou Muniz.

A campanha será feita em dois rounds. O primeiro, marcado para começar em 25 de fevereiro, vai distribuir seis títulos de autores nacionais. Encabeçando o time, Ana Maria Machado, com o inédito De noite no bosque, que conta uma história que mistura vários clássicos infantis contados por dois irmãos. Dois poemas (A Casa e O Pato) de Vinícius de Morais musicados pelo Poetinha e por Toquinho no álbum Arca de Noé estão em outro título da coleção. Caio Ritter (com Menino qualquer), Lalau (Você pergunta, a poesia responde), Márcio Vassallo (A voz da minha mãe), Leticia Wierzchowski e Marcelo Pires (O farol e o vaga-lume) completam a coleção.

Essa não é a primeira vez que o McDonalds dá livros a seus clientes. Em novembro de 2013, a uma campanha distribuiu livros nas áreas de ciências e física, mas que, de acordo com Isabela Almeida, gerente de marketing da empresa no Brasil, não teve o alcance que terá agora. “Essa é a primeira vez que fazemos essa campanha de livros exclusivamente com autores brasileiros. A gente entendeu que era hora de trazer uma nova edição com livros mais lúdicos, escritos por escritores que já têm a linguagem do universo infantil”, comentou Isabela. Além do texto, os exemplares trazem atividades e uma cartela de stickers que permite que os leitores recontem as histórias lidas no livro. Em novembro, será feita uma nova campanha.

Em nível mundial, essa onda de dar livros na compra de lanches do McDonalds começou na Europa, há dois anos. A ideia é que se torne uma campanha sazonal, mas permanente no Brasil. No período da campanha, o McDonalds estuda levar contadores de histórias e autores para sessões de autógrafos nas suas lojas. “Se a gente fizer que uma criança saia das nossas lojas com um livro e compartilhe com um amiguinho, teremos a nossa missão cumprida”, comentou Daniel Arantes, diretor de planejamento de marketing para América Latina da companhia. “Dizem que poesia não enche barriga, mas enche a alma... Nossos clientes vão poder sair dos nossos restaurantes com a barriga e alma cheias agora”, finalizou Arantes.

É política do McDonalds vender os brindes do McLanche Feliz, independente da compra do kit. Pais e crianças que quiserem adquirir um exemplar terão que desembolsar R$ 9,50.

01.02.2014

Há 272 anos nascia no Rio de Janeiro, um dos inconfidentes, ALVARENGA PEIXOTO.

Inácio José de Alvarenga Peixoto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Alvarenga Peixoto
Nome completoInácio José de Alvarenga Peixoto
Nascimento1 de Fevereiro 1742/1744
Rio de Janeiro  Brasil
Morte27 de agosto de 1792
Ambaca  Angola
NacionalidadeBrasil Brasileiro
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Inácio José de Alvarenga Peixoto (Rio de Janeiro1 de Fevereiro 1742/1744 — AmbacaAngola27 de Agosto 
1792 ou 1 de Janeiro 1793), foi um advogadopoeta brasileiro. Foi detido e julgado por participar da Inconfidência 
Mineira, tendo sido condenado ao degredo perpétuo na África. A Alvarenga Peixoto é atribuída a autoria da 
inscrição latina na bandeira de Minas Gerais: Libertas quae sera tamen 1 .

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, era filho de Simão Alvarenga Braga e Ângela Micaela da Cunha2 . Estudou 
no Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro, chamado Humberto de Souza Mello. Tendo se transferido para Portugal,
onde obteve o Bacharelato, com louvor, em Direito na Universidade de Coimbra. Aí conheceu o poeta Basílio da 
Gama, de quem se tornou amigo.
No Reino exerceu o cargo de juiz de fora na vila de Sintra. De volta ao Brasil, o de senador pela cidade de São João
del-Rei, na capitania de Minas Gerais. Aí também exerceu o cargo de ouvidor da comarca de Rio das Mortes e 
desposou a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, com quem teve quatro filhos3 : Maria Ifigênia, José 
Eleutério, João Damasceno (que posteriormente mudara o nome para João Evangelista) e Tristão de Alvarenga.
Frequentava a então Vila Rica. Deixou a magistratura, ocupando-se da lavoura e mineração na região do sul de 
Minas Gerais, mais especificamente nas cidades de Campanha e São Gonçalo do Sapucaí, última cidade esta 
onde despendeu quase toda sua fortuna para a abertura de um canal de cerca de 30 quilômetros para abranger as 
melhores minas de ouro do arraial e fazer a lavagem das terras2 .
Foi amigo dos poderosos da época e partilhava com os demais intelectuais de seu tempo idéias libertárias 
advindas do Iluminismo. Entre essas personalidades destacam-se os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás 
(o "Tiradentes"), e Joaquim Silvério dos Reis, que delataria os conjurados.
Pressionado por dívidas e impostos em atraso, acabou por se envolver na Inconfidência Mineira. Denunciado, detido (prisioneiro na Ilha das Cobras1 ), julgado e condenado, foi deportado para Angola, onde veio a falecer.
A sua diminuta obra inscreve-se entre a dos poetas do Arcadismo, e foi recolhida por Rodrigues Lapa. Apresenta 
alguns dos sonetos mais bem acabados do Arcadismo no Brasil. A temática amorosa foi uma das vertentes da 
sua poesia, em que também se observa uma postura crítica quanto à sociedade da época.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A Dona Bárbara Heliodorapoesia
  • A Maria Ifigênia, poesia
  • Canto Genetlíaco, poesia, 1793
  • Estela e Nize, poesia
  • Eu Não Lastimo o Próximo Perigo, poesia
  • Eu Vi a Linda Jônia, poesia
  • Sonho Poético, poesia

BRASILEIROS ILUSTRES - LÚCIO DE MENDONÇA


LÚCIO EUGÊNIO DRUMMOND FURTADO DE MENDONÇA

Biografia

Lúcio de Mendonça (L. Eugênio de Meneses e Vasconcelos Drummond Furtado de M.), advogado, jornalista, magistrado, contista e poeta, nasceu em Piraí, RJ, em 10 de março de 1854, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 23 de novembro de 1909. Dele partiu a idéia de criar-se a Academia Brasileira de Letras. Ao escolher o poeta Fagundes Varela como patrono, coube-lhe a Cadeira nº 11.
Era o sexto filho de Salvador Furtado de Mendonça e de Amália de Menezes Drummond. Órfão de pai aos cinco anos, e sua mãe tendo contraído segundas núpcias, Lúcio foi criado em São Gonçalo de Sapucaí, MG, em casa de parentes. Nunca teve professor de primeiras letras. Aprendeu a ler e escrever ligando os sons e caracteres gráficos através de leituras de jornais. Aos 16 anos matriculou-se no Colégio Pimentel, em São Gonçalo. A chamado de seu irmão Salvador de Mendonça, partiu para São Paulo, ingressando, em 1871, na Faculdade de Direito. A esse tempo, iniciou as suas atividades poéticas e literárias, escrevendo um caderno de versos, Risos e lágrimas, e publicando trabalhos em O Ipiranga, jornal dirigido por Salvador de Mendonça. Lá tomou parte num movimento de protesto dos estudantes contra os professores da Faculdade e foi suspenso por dois anos. Passou esse período no Rio. Entrou para a redação de A República, convivendo com Quintino Bocaiúva, Joaquim Serra, Salvador de Mendonça, Francisco OtavianoMachado de AssisJoaquim Nabuco, e outros. Em 72, publicou, com prefácio de Machado de Assis, o livro de estréia, Névoas matutinas.
Em 1873, estava de novo em São Paulo, novamente matriculado na Faculdade de Direito. Publicou seu segundo livro, Alvoradas, e entrou para a redação do jornal Província de São Paulo, colaborando também com A República, órgão do Clube Republicano Acadêmico, que ele dirigiu em 1877. Após a colação de grau, em 1878, regressou ao Rio. Enfermo, enfrentando gravíssimas dificuldades, foi para São Gonçalo de Sapucaí. Em 1880, casou-se com d. Marieta, filha do solicitador João Batista Pinto. A esse tempo, sua situação financeira melhorou consideravelmente, com a nomeação de delegado da Inspetoria Geral da Instrução Pública da Província de Minas no Distrito de São Gonçalo. Foi eleito vereador da Câmara de São Gonçalo, exercendo a vereança até 1885.
Passou a colaborar no Colombo, de Campanha, cidade vizinha de São Gonçalo, e foi nesse jornal que fez a maior parte de sua pregação republicana. Exerceu a advocacia em São Gonçalo, em Vassouras, onde Raimundo Correia era juiz, e em Campanha. Sempre colaborou em vários jornais da Corte e do interior, sem que a advocacia e o jornalismo o fizessem esquecer a literatura. São desse período muitos dos contos que publicou, os quais, no dizer de vários críticos, formam a melhor parte de sua produção literária.
Em 1885, mudou-se para Valença, onde advogou e colaborou assiduamente na Semana de Valentim Magalhães. Em 88, transferiu-se para o Rio e entrou para a redação de O Paiz. Com a proclamação da República, foi nomeado secretário do ministro da Justiça, passando, em 10 de janeiro de 1890, a Curador Fiscal das Massas Falidas no Distrito Federal. Depois de exercer outros cargos na magistratura e na alta burocracia, foi, afinal, aos 41 anos, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, em substituição a Afonso Pena, que não aceitara a nomeação.
Mesmo depois de ministro do Supremo, Lúcio não deixou o jornalismo, e, sob o pseudônimo de Juvenal Gavarni, publicou, na Gazeta de Notícias, uma série de sátiras políticas, em que, com fino humorismo, focalizou as personalidades de Prudente de Morais,José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva, Afonso Celso, Medeiros e Albuquerque, e outros.
Na terceira fase da Revista Brasileira, dirigida por José Veríssimo, Lúcio passou a ser um dos freqüentadores da redação. Ali se congregavam, em torno de Machado de Assis e deJoaquim Nabuco, os principais representantes da literatura brasileira no momento. Foi então que lhe nasceu o sonho de criar a Academia Brasileira de Letras, da qual ele é, por depoimento unânime dos criadores da instituição, o verdadeiro fundador, o "Pai da Academia".
Além de ser o autor do projeto da Academia de Letras, fez parte das primeiras comissões da instituição: nomeado com Olavo BilacVisconde de Taunay, Rodrigo Octavio e Pedro Rabelo para organizar o Regimento Interno (1897); nomeado com Visconde de Taunai,Filinto de Almeida e Pedro Rabelo para organizar o projeto sobre distintivo acadêmico (1897); integrante da comissão de Bibliografia (1897) e da comissão especial para estudar as propostas de sócios correspondentes, juntamente com Graça Aranha e Valentim Magalhães (1898).
Sua vida se repartiu entre os trabalhos de ministro do Supremo Tribunal, as atividades literárias e o lar. Em 1901, foi nomeado Procurador Geral da República. Em 1904, foi-lhe concedida licença para tratar da saúde. Ia perdendo a vista, calamidade que também atingiu a seu irmão Salvador de Mendonça. Em 26 de outubro de 1907, aposentou-se, a esforços de seus amigos, pois não lhe era mais possível trabalhar. Viajou para a Europa, indo à Itália e à Alemanha, a fim de obter cura para sua enfermidade. Passou o ano de 1909 na sua chácara da Gávea, ao lado de Salvador de Mendonça, cegos, até vir a falecer, após terríveis padecimentos causados pela moléstia cerebral que o atacou.
Obras: Névoas matutinas, poesia (1872); Alvoradas, poesia (1875); O marido da adúltera, crônica (1882); Visões do abismo, poesia (1888?); O escândalo, panfleto de colaboração com Valentim Magalhães (1888-89); Esboços e perfis, contos (1889); Vergastas, poesia (1889); Lições de política positiva, conferências (1893); Canções de outono, poesia (1896); Horas do bom tempo, memórias e fantasias (1901); Murmúrios e clamores, poesias completas (1902); Páginas jurídicas, estudos, pareceres e decisões (1903); A caminho, propaganda republicana (1905). Traduziu os Estudos de Direito Constitucional, de E. Boutmy (1896)

COMO SEUS PAIS DEVEM SE SENTIR ORGULHOSOS!

No AM, paixão por leitura vira blog e traz benefícios a estudante de 13 anos

G1 Amazonas - 25/01/14
Gabriel Andion

O brasileiro lê em média quatro livros por ano, sendo apenas 2,1 livros até o fim, segundo dados da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita em 2011. Desafiando as estatísticas, o estudante Gabriel Andion, com apenas 12 anos, traçou a meta de ler 40 livros em 2013. Agora, aos 13 anos, ele pretende ler 50 livros até o fim de 2014.

Gabriel também mantém um blog, o "Letras de Pijama", em que publica resenhas para cada um dos livros que lê. Por meio da internet, conheceu novas pessoas que interessam-se pelos mesmos livros que ele. O sucesso fez com que uma editora selecionasse o blog de Gabriel e a cada mês o garoto recebe livros gratuitamente para que também tenham resenhas feitas por Gabriel, além de obras destinadas a sorteios. Os gêneros favoritos são fantasia sobrenatural e YAs, os Young Adults, literatura destinada a jovens leitores de até 21 anos.

O interesse pela leitura começou logo cedo, aos seis anos. Os pais do menino compravam livros sempre que viajavam a trabalho. "Nunca dava tempo de trazermos algum tipo de presente dos lugares aonde íamos pra dar para eles. Então, como em todo aeroporto tem uma livraria, sempre trazíamos um livro pra cada um dos nossos filhos", contou a mãe, Izabel Andion. Porém Gabriel sempre lia os próprios livros e os do irmão. "O irmão sempre se interessou mais por esportes e adora pedalar. Estuda bastante, mas só lê o que é necessário", disse.

O hábito de ler bastante trouxe, desde cedo, bons resultados para Gabriel. O menino estuda o 8º ano do ensino fundamental no Colégio Militar de Manaus (CMM). Com 7 anos, Gabriel leu toda a série 'Diário de um Banana', do autor Jeff Kinney, voltada para o público infantil. A partir de então começou a ler livros maiores. "Quando ele passou para o Colégio Militar, nós vimos o resultado de tanta leitura, pois a concorrência é muito alta. A redação e a prova de língua portuguesa dele foram excelentes", relembrou a mãe.

O segredo para ler tanto é conciliar o tempo. A média de leitura do garoto é de um livro por semana. "Todos os dias chego em casa, acesso o blog por 15 minutos, faço o dever de casa e começo a ler", explicou. Em época de provas, Gabriel diminui o ritmo e se dedica mais aos estudos. "No primeiro semestre de 2013, li apenas nove livros da meta, porque fiquei apertado no colégio. Já na segunda parte do ano tive que correr com os outros 31", relatou.

A internet, muitas vezes vista como uma dor de cabeça para os pais, é bem aproveitada por Gabriel, segundo a mãe. A ferramenta foi um dos meios que ajudou Gabriel a aprender inglês logo cedo. "Sei um pouco de inglês porque gosto de ouvir músicas de fora que acho na internet". Dos 50 livros que Gabriel pretende ler em 2014, cinco deles deverão se em inglês.
A mãe de Gabriel afirmou que ela e o marido, Marcelo Andion, sempre acompanham os comentários que Gabriel recebe no blog. "Receio nós temos. Buscamos sempre orientá-lo pra ele tomar cuidado, mas nunca vimos nada que nos preocupasse. A gente sempre acompanha pra ver com quem ele está interagindo. Ele também é bastante consciente dos riscos que corre na internet", ressaltou.

Na internet, Gabriel também encontra inspiração. O jovem começou a fazer resenhas inspirando-se nos blogs de outros fãs de literatura. No início, não sabia muito bem como escrever, mas logo pegou o jeito. Seguindo ainda o exemplo de outros blogueiros, Gabriel quer ainda lançar um livro.

Os pais de Gabriel não classificam a compulsão por leitura do menino como desperdício, e sim como investimento. "Ele escreve bem por causa da leitura. Quem lê muito escreve bem. Muitos amigos nossos acham que nós revisamos o que ele escreve no blog. Isso deixa a gente muito orgulhoso", relatou a mãe, sorridente.

CONFIE EM TI.

PÁGINA DO CAMINHO - Texto para Reflexão

Para se lançar nas atividades do bem, não aguarde o companheiro perfeito.A perfeição não costuma se fazer presente na rota dos seres em evolução.

Você esperava ansiosamente a criatura irmã para formar o lar mais ditoso.

Entretanto, o matrimônio lhe trouxe alguém a reclamar sacrifício e ternura.

Contava com seu filho para ser um amigo próximo e fiel, a compartilhar seus sonhos e ideais.

Contudo, ele alcançou a mocidade e fez-se homem sem se interessar por seus projetos.

Você se amparava no companheiro de ideal, que lhe parecia digno e dedicado.

Mas, de um momento para o outro, a amizade pura degenerou em discórdia e indiferença.

Mantinha fé no orientador que parecia venerável, em suas palavras sábias e em seus atos convincentes.

No entanto, um dia ele caiu de modo formidável, arrastado por tentações de que não se preveniu a contento.

É compreensível e humana a dor de ver ruírem esperanças e relações.

Contudo, embora mais solitário, continue firme no trabalho edificante que lhe constitui o ideal.

Cada homem carrega consigo seus potenciais e dificuldades.

A queda e a deserção de um não justificam as de outro.

Sempre é possível mirar-se em quem cai e passa a rastejar.

Entretanto, convém antes pensar nos que seguem adiante, altivos e valorosos.

De um modo ou de outro, cada homem responde pelas consequências que gera.

Na hora de enfrentá-las, será de pouco conforto lembrar que outros também padecem pela adoção de semelhante conduta.

É normal desejar companheiros de ideais e afeições puras nas quais se fortaleça.

Mas, quase sempre, aqueles a quem você considera como os afetos mais doces possuem importantes fragilidades.

Deseja que sejam autênticos sustentáculos na luta, quando simbolizam tarefas que solicitam renúncia e amor de sua parte.

Se deseja viver no bem, não valorize o gelo da indiferença e o fel da incompreensão.

Lembre-se de que o coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.

Possuía legiões de Espíritos angélicos.

Mas aproveitou o concurso de amigos frágeis que O abandonaram na hora extrema.

Ajudava a todos e chorou sem ninguém.

Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, continuou a legar preciosas lições à Humanidade.

Ensinou que as asas da Imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição.

Também mostrou que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária.

Embora a aparente derrota no mundo, todas seguem amparadas por Deus rumo a destinos gloriosos.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

BOA ABERTURA.

Mais eBooks!

Galeno Amorim

Há um movimento interessante entre as editoras brasileiras, incluindo aquelas tradicionalmente mais refratárias à chegada da era digital ao mundo dos livros. Já surpreende o número de editoras que decidiram instalar sua área própria junto ao departamento editorial para converter livros impressos ou em PDF em eBooks em ePub. Entre as principais (incluindo, portanto, as de didáticos), os novos lançamentos já virão nos dois suportes, o papel e o digital.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

VOCÊ, ESTÁ PREPARADO?

Reformar sugere um novo olhar pela vida


"Quem se permite mudar pode ficar, inicialmente, numa situação desconfortável, visto que poderá ficar exposto a algo com que não contava ou não havia percebido. Quando modificamos nossa antiga maneira de interpretar, entender, expressar e dar sentido às coisas, nossas zonas de estabilidade ficam temporariamente ameaçadas, pois o nosso jeito anterior de ser  e ver não funciona mais.
Para promovermos mudanças não necesitamos procurar novas paragens, e sim, possuir novos olhos."

REINALDO AZEVEDO. ELITES E IMPRENSA BRINCAM COM O FOGO.

As elites brasileiras, incluindo boa parte da imprensa, perderam o juízo e estão brincando, literalmente, com fogo

Ônibus deixaram de circular nas Zonas Sul e Oeste de São Paulo porque, desde o começo do ano, 29 coletivos municipais e 28 intermunicipais já foram incendiados na região metropolitana de São Paulo. As empresas e os motoristas não querem entrar nas áreas consideradas de risco. No domingo, em Santos, depois de sair de uma balada, cerca de 200 jovens resolveram fazer um arrastão num supermercado Extra. Clientes também foram espancados. Um deles levou um extintor na cabeça. Caído, foi alvo de chutes.
Os barateadores da sociologia — aos quais, em regra, a nossa imprensa é tão servil — podem começar a especular sobre, sei lá, o mal-estar do capitalismo nativo… De repente, aquele país que havia migrado em massa para a classe média teria resolvido se revoltar.
Segundo certa delinquência chique em vigor, agora, o tal povo da periferia estaria querendo “direitos”, cansado da segregação. E não veria melhor maneira de conseguir o que o faz feliz do que incendiando ônibus, saqueando supermercados, tentando explodir postos de gasolina. Eventualmente, fazendo rolezinhos, ao som do funk ostentação. Esses pensadores ainda não sabem se o pobre quer ser rico ou comer os ricos.
Quando leio os textos dos colunistas com o dedo sempre em riste — como se a culpa, então, pela desigualdade fosse de seus adversários políticos ou de seus inimigos ideológicos —, penso na satisfação vagabunda dos covardes intelectuais.
Acham que, caso se solidarizem com criminosos — que eles tomam como rebeldes primitivos, que ainda não se descobriram —, já terão, então, feito a sua parte. No boteco, já poderão se sentar à mesa de outros justos, partidários também estes da saliva justiceira.
O que está em curso é algo bem mais prosaico, bem mais comum.
Está em curso no país uma onda de depredação de qualquer noção de ordem e de limites. Ora, se há sempre uma origem social para qualquer crime e se o gesto, mesmo o mais extremo, se explica como expressão de um anseio democrático — o que implica a demonização da polícia e de qualquer esforço para restabelecer a lei —, então tudo é permitido.
Se a polícia atua para conter um rolezinho que fugiu do controle, ela apanha; se prende traficantes, ela apanha; se reprime os black blocs que saem por aí depredando e incendiando, ela apanha; se  um policial atira em legítima defesa, apanha também. O certo, talvez, fosse se deixar matar para não ofender a boa consciência dos justiceiros salivantes.
Desde junho, um mau espírito povoa a cabeça de pessoas antes sensatas, que têm a grave responsabilidade de produzir, num caso, informação — refiro-me à imprensa — e, no outro, educação e cidadania: refiro-me aos políticos.
Estes últimos têm-se negado, com raras exceções, a condenar com clareza a violência gratuita. Procuram, na verdade, fugir do assunto. A imprensa, também com exceções, patrulhada pelas redes sociais, esforça-se para concorrer com a popularidade do Facebook, preferindo a algaravia de vozes desconexas — sempre, claro!, em nome da justiça social.
É consenso que o país avançou bastante nos últimos 20 anos. Se mais não fez, não foi por excesso de apreço e de amor pela ordem. Ao contrário: é justamente onde nos esquecemos dos formalismos, do rigor e do decoro que as coisas se danam. E isso vale muito especialmente para os governos. Que se note: o povo, no geral, é muito mais ordeiro do que o estado no Brasil. Ou seria impossível botar o nariz fora da porta.
Os demagogos, no entanto, estão vencendo a batalha de valores e estão começando a acordar a fera. E é bom saber: a “fera” pode despertar em Londres, por exemplo, como já se viu. Não precisa ser necessariamente na periferia de São Paulo ou nos morros do Rio.
Podem anotar: se o país escolher deixar impunes os trogloditas que saem quebrando e incendiando tudo por aí; se a polícia for tratada como ré quando prende traficantes ou atira para se defender de um ataque; se todo fundamento ancorado na ordem for tratado como uma tramoia contra o povo, o resultado não será bom. À diferença do que poderiam pensar o PSOL ou o PSTU — e aqueles que gostam de fazer justiça com o próprio teclado —, o que vem não é a revolução.
Será que não devemos ser gratos pelo fato de o único líder carismático que há no Brasil, o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, ser, assim, um burguesão do capital alheio, que, no frigir nos ovos, não quer arrumar confusão com os seus amigos banqueiros, seu amigos empreiteiros e seus amigos industriais? Na marcha da insensatez em que vamos, um amalucado, de extrema esquerda ou de extrema direita, encontraria um território fértil para a sua pregação.
As elites brasileiras nunca foram exatamente iluminadas. Mas, desta vez, parece que perderam o juízo de vez.  Para arrematar: como o PT, no fim das contas, está sempre ligado aos tais “movimentos sociais”, o PT vira uma espécie de incentivador da desordem, e Lula, o único garantidor da ordem para aqueles seus amigos. E o círculo se fecha.

Por Reinaldo Azevedo

CAMPANHA CAPITAL DE MINAS DO SUL.

IMPRENSA, HISTÓRIA E SEPARATISMO: O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1892 ATRAVÉS DAS PÁGINAS DO MONITOR SUL-MINEIRO



IMPRENSA, HISTÓRIA E SEPARATISMO: O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1892 ATRAVÉS DAS PÁGINAS DO MONITOR SUL-MINEIRO *
Última parte.

Àquela época, a cidade da Campanha era a principal localidade propagadora das idéias separatistas no Sul de Minas Gerais, além de “um dos mais inexpugnáveis baluartes do partido conservador”, o que lhe garantia posição privilegiada no contexto da Política de Conciliação do Segundo Império (REZENDE, 1987: 30).
A 1º de janeiro de 1872, Bernardo Saturnino da Veiga, um dos filhos de Lourenço Xavier da Veiga, fundou na Campanha o Monitor Sul-Mineiro, jornal que conquistaria notoriedade na imprensa nacional por sua longa publicidade. Dele, Valladão oferece uma descrição de contemporâneo:
Nas instrutivas, patrióticas e noticiosas colunas deste grande órgão, o Monitor Sul-Mineiro, se defendiam as melhores causas e se derramavam úteis conhecimentos. E ainda questões políticas, que tanto apaixonadamente eram ali tratadas sempre com superioridade, dominando sempre o espírito de moderação de idéias e de linguagem, como programa estabelecido. [...] não seria preciso significar, os interesses locais da Atenas Sul Mineira, sobre os variados aspectos, culturais, morais e materiais, eram especial, brilhante e carinhosamente defendidos sempre em suas colunas, bem como o interesse de toda aquela região em geral (VALLADÃO, 1942: 224).
O programa político do Monitor Sul-Mineiro pautava-se pela promoção dos ideais de progresso e de civilização. Na opinião dos seus redatores, a provincialização do Sul de Minas Gerais apresentava-se como um indiscutível pressuposto para o progresso da região, de vez que a emanciparia da administração de Ouro Preto por meio da transferência do poder regional para a cidade da Campanha.
É importante ressalvar, contudo, que a orientação política do Monitor Sul-Mineiro era conservadora e, por isso mesmo, avessa às propostas radicais de separação. Destarte, Minas do Sul deveria ser criada de acordo com os princípios constitucionais e em respeito ao status quo imperial, como está implícito no seguinte excerto, onde o redator do jornal intercede ao Imperador D. Pedro II, pela causa separatista:
[...] Queremos estabelecer nossa economia em separado, sem temermos a sorte do filho pródigo, pois não temos outra fortuna além do amor do trabalho.
[...] Queremos progredir, caminhar, ir além, muito longe, sem que os anos alvejem os cabelos, como a nossos maiores – nas brenhas de seus solitários palmares!
[...] Queremos espancar a tristeza de nossas montanhas, que 56
nossos rios não corram entre desconhecidas solidões, queremos finalmente a civilização que, na frase de Guizot, é o oceano que faz a riqueza de um Estado, e a cujo seio todos os elementos da vida do povo, todas as forças de sua existência, vem a sumir-se!
[...] É este talvez, Senhor, o derradeiro recurso que vamos tentar; se se perderem as nossas palavras na amplidão dos ares, como se perdem as do condenado no meio do auditório sombrio da morte; se não chegarem ao Trono Imperial as justas suplicas de todo o Sul de Minas, que pede vossa proteção – ofiat lux – que pode espancar as trevas que nos cercam...tendo a autoridade como coisa inviolável, faremos sempre da obediência coisa santa e sujeitar-no-emos ao sacrifício como coisa divina (MONITOR SUL-MINEIRO, 1884: 3).
A proposta legalista de separação apresentada pelo Monitor Sul Mineiro foi sendo rebaixada à proporção do desgaste do partido conservador, bem como da ordem política por ele sustentada. Nesse sentido, a difusão das idéias republicanas e federalistas deu ensejo ao surgimento de novas concepções de separação do Sul de Minas Gerais.
Com o advento da República no Brasil na última década do século XIX, as rivalidades entre as regiões mineiras se aguçaram de tal forma que o governo de Minas Gerais se viu obrigado a adotar uma política de conciliação entre elas. Entrementes, tal medida foi insuficiente para acalmar os ânimos exaltados dos sul-mineiros e para dissipar as idéias de separação.
Assim, a 31 de janeiro de 1892, a população campanhense foi convidada a comparecer ao Largo das Dores para a proclamação oficial de independência do estado de Minas do Sul. Sob a liderança de políticos locais, O Movimento Separatista Sul Mineiro14 contou com o apoio de poucos municípios circunvizinhos à cidade da Campanha, como São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações do Rio Verde e Cambuí (VALLADÃO, 1942: 360).
14 Com relação ao Movimento Separatista Sul Mineiro de 1892, José Pedro Xavier da Veiga faz o seguinte comentário: “Movimento popular na cidade da Campanha para o fim de ser criado um novo estado no território do Sul de Minas. Para dirigi-lo foi instituída uma junta, que proclamou ao povo, fundou órgão oficial na imprensa e chegou mesmo a exercer na cidade ação governativa, com aplausos da população. Dois meses
Cumpre observar que a orientação política desse movimento era bastante diferente da dos projetos parlamentares apresentados durante o Segundo Império, não obstante sua aspiração comum. Enquanto os deputados Evaristo da Veiga, Américo Lobo e Olympio Valladão propunham medidas legais para a provincialização do Sul de Minas, os adeptos do Movimento Separatista Sul Mineiro eram, em sua maioria, republicanos que não hesitavam em dispor de medidas radicais e, até mesmo, anticonstitucionais, para conquistarem seu intento. 57
depois estava normalizada ali a situação das coisas públicas, tendo sido posteriormente anistiados pelo governo federal os chefes do movimento separatista e aqueles que os secundaram” (VEIGA, 1998, p.184).
Durante dois meses, tempo que durou o movimento, o sonho da separação parecia haver se tornado realidade para seus idealizadores, como atestam as palavras do jornal Minas do Sul:
Minas do Sul existe enfim!
Concretizou-se a perene aspiração de meio século - nossa e de nossos maiores.
Não há, no mais recôndito recanto do território d’aquém rio Grande, um coração que não pulse uníssono conosco, no contentamento pela realização do nosso sonho comum, no entusiasmo pela previsão do esplêndido futuro que nos aguarda. (MINAS DO SUL, 1892: 01).
Todavia, nem toda a imprensa estava confiante no êxito separatista, a exemplo do Monitor Sul Mineiro, que se posicionou de forma hesitante quanto à situação. Somente a partir de meados do mês de fevereiro, esse jornal passou a manifestar apoio àquela iniciativa de separação, sem, contudo, deixar de censurar seu caráter demasiado “revolucionário”.
Com efeito, o que continuou distinguindo o Monitor Sul Mineiro das demais vozes consonantes com a separação foi o acentuado tom de moderação e sobriedade com que ele tratava as possibilidades de criação do estado de Minas do Sul, como pode se perceber por meio de seu editorial de 10 de fevereiro de 1892:
[...] Temos opinião conhecida sobre a necessidade de constituir-se no sul do Estado em que vivemos um governo independente e livre da tutela de Ouro Preto, e não precisamos de novo declarar que receberíamos com a mais viva alegria a feliz notícia de que essa aspiração se tornou realidade. Entretanto, afasta-nos atualmente das que se empenham por esse desideratum a questão do modo de criar-se o novo estado. Temos horror às revoluções, que arrastam após si incalculáveis desgraças, levando a divisão, o ódio e o luto ao seio das famílias, que desejaríamos ver sempre unidas nos mesmos intuitos, contundidos em sentimentos iguais, irmanados por identidades de afeto (MONITOR SUL MINEIRO, 1892: 01).
Percebe-se, por esse excerto, que o Monitor Sul Mineiro apoiava a iniciativa de criação do estado de Minas do Sul, mas à maneira antiga, como se fazia no tempo de D. Pedro II. Parece-nos que a aversão do Jornal a toda e qualquer forma de revolução foi um legado do pensamento conservador que, nos primeiros anos de regime republicano, reavivou-se ante as novas ameaças de integridade do território nacional. 58
Tendo o Movimento Separatista Sul Mineiro sucumbido na primeira quinzena do mês de março, a anistia aos revoltosos separatistas foi concedida a 23 de abril de 1892. Vários políticos campanhenses concorreram para a rapidez deste processo, dentre eles Dr. Alexandre Stockler e Dr. Francisco Lobo, este último, ministro das Relações Exteriores entre 1892 e 1896.
Ao se analisar a breve trajetória desse evento histórico regional, provoca-se a reflexão sobre suas conseqüências políticas, a médio e longo prazos, para a região Sul Mineira e, mais precisamente, para a cidade da Campanha.
Com relação ao Sul de Minas, o Movimento Separatista de 1892 conseguiu atrair a atenção do governo mineiro para as necessidades regionais, embora tenha malogrado em seu objetivo precípuo de criação de um novo Estado. Tanto que, como aponta Morais Filho, dos governadores de Estado que ascenderam à Presidência da República, cinco eram sul-mineiros, dentre eles Wenceslau Braz e Delfim Moreira (MORAIS FILHO apud CASADEI, CASADEI, 2002: 108).
Entretanto, para a cidade da Campanha, o Movimento Separatista Sul Mineiro representou-se como ônus, tanto para sua imprensa quanto para sua influência política: após 1892, a cidade perdeu definitivamente importância para outros pólos urbanos florescentes na região, como Pouso Alegre, Varginha e Poços de Caldas. Ademais, muitos jornais campanhenses, como o Monitor Sul Mineiro,perderam prestígio e logo encerraram suas publicações. Por fim, a imagem da Campanha como a Atenas Sul Mineira passou a figurar apenas nos discursos políticos vazios e nas páginas do passado.
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Jornal Minas do Sul – exemplar do ano de 1892; acervo do Centro de Estudos Campanhenses Monsenhor Lefort, Campanha/MG.
RESUMO: A cidade da Campanha firmou-se durante o século XIX como importante localidade propagadora de idéias separatistas no Sul de Minas Gerais. Nela surgiram vários jornais e projetos parlamentares que tinham como aspiração comum a provincialização daquela região. Num primeiro momento, este texto identifica as transformações históricas no estatuto social e político da imprensa durante o século XIX. Em seguida, avalia os fatores de surgimento das idéias separatistas no Sul de Minas Gerais. Por fim, analisa o Movimento Separatista de 1892 sob a óptica do jornal Monitor Sul Mineiro.
PALAVRAS-CHAVE: Separatismo, Sul de Minas Gerais, Monitor Sul Mineiro.
ABSTRACT: The city of Campanha stands out during the 19th century as an important propagating center of separatist political ideals in the South of Minas Gerais. The city was the hub of a surge in various periodicals and parliamentary bills that had as their common goal of the secession of the region from the rest of Minas Gerais. Firstly, this article identifies the historical transformations in the social statutes and press policies during the 19th century. Next, it assesses the factors surrounding the surge in separatist political ideals in the South of Minas Gerais. Finally, this article analyzes the Separatist Movement of 1892 through the lens of the journal Monitor Sul-Mineiro62
KEY-WORDSSeparatism, South of Minas Gerais, Monitor Sul-Mineiro.

* A autora Graduada em História pela PUC Minas. Pós-Graduanda em Cultura e História e Minas Gerais pela PUC Minas. E-mail: perolagold@yahoo.com.br