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sexta-feira, 21 de junho de 2013

CONFIRAM. BRAVA JUVENTUDE.

ótimas contribuições para pensar o que anda acontecendo.
paulo Portella filho
 



Em Sex 21/06/13 12:45, Bruno Freitas <bfreitas@gmail.com> escreveu:

O autor do texto fala aqui que se não temos PT nem PSDB, o que temos? A ditadura? Acredito que temos outras opções.
 
Talvez ele não tenha se apercebido ainda da nova maneira de se relacionar no social. O que me faz pensar muito e gostar muito das manifestações não é tanto pelo "acordar do gigante", mas pela pluralidade de intenções e vontades, além da clara falta de opções políticas que já temos fazem muitos anos, e que fica cada vez mais clara.
 
As redes sociais (e não to falando aqui de ferramentas) que se criaram com o avanço nas comunicações criaram também a sensação de que podemos muito mais do que nos foi ensinado desde que entramos na escola. Podemos nos organizar, podemos não ter líderes, podemos deliberar numa democracia direta e líquida, onde cada um pode ter uma bandeira própria e, se essa bandeira encontrar eco no outro imprevisível, essa bandeira será balançada com mais força. Isso é a verdadeira essência do relacionamento social, e a política de governança da sociedade pode sim seguir esse modelo.
 
Rodrigo Vianna, talvez na época em que você trabalhou tanto pelo país (e pode ter certeza que admiro muito tua luta, porque ela também é minha) não houvessem opções fora do partidarismo. O que estamos vendo agora é a volta repolitização da sociedade, com uma geração muito mais bem informada, com muito mais recursos, do que todas as gerações anteriores. É natural que a saída para essa geração também seja diferente de todas as saídas já pensadas pelas gerações anteriores. Na minha opinião, o futuro da política no país passa ao largo do partidarismo. Ele passa, na verdade, pelo acesso livre a informação e por ferramentas  de deliberação em massa. Por coletivos sociais de cidadãos interferindo diretamente no espaço público, organizando escolas, feiras, trocas, ressignificando as relações sociais e a economia, no sentido amplo da palavra (não somente nas questões financeiras). Passa também, num momento transitório, pela participação da sociedade no orçamento dos municípios, estados e união, na medida da organização desse novo agente político: a população. Não temos mais esquerda, direita, centro. Temos os partidos políticos, temos as empresas (com todos os lobbys), temos a população. No caso dos partidos, eles também são gente, mas atuam na sociedade através das políticas partidárias, que tem uma pauta, um conjunto de regras quase imutáveis a seguir. As empresas são mais flexíveis, elas apenas respondem a política do lucro. A população responde a demandas individuais e se associa a demandas coletivas que também trazem benefícios individuais, afinal, somos seres sociais, e só somos livres de verdade quando tratados como livres pelo próximo. Nesse sentido, a liberdade individual só faz sentido na liberdade social. 
 
A política como estrutura de governança social muda a passos largos. E tentar enquadrar isso no antigo paradigma partidarista é como colocar uma lente suja e opaca quando se está numa praia paradisíaca num lindo dia de sol. Perde-se toda a beleza.
 
Não estou tão preocupado quanto o Rodrigo. A população já está se organizando. O mais difícil já aconteceu: a faísca da insatisfação foi reacendida. Agora é continuar o trabalho, e evoluir nessa nova configuração de sociedade, que vai passar por uma revolução no trabalho e que, necessariamente, deverá passar pela revolução na educação.
 
Abraços a todos,
 
Bruno.


2013/6/21 Silvio Duarte <sduarte@urbb.com.br>
Talvez lhe tire um pouco da preocupação que não é infundada...
Acredito que não um movimento de jovens, exclusivamente.
Lutemos pela horizontalidade do movimento. Por sua “apartidarização”. Que esta horizontalidade traga novas formas de democracia. Algo que tenha nas novas tecnologias de comunicação como base. Algo que alguns tem denominado por INTERNETOCRACIA... Não precisamos mais de representantes... Que eles políticos profissionais proponham as leis... E NÓS, cidadãos de pleno direito, as votamos e as respeitamos... Já há tecnologia para isto... Que as escolas, ao não reproduzirem o sistema piramidal de poder (cabe um fraterno agradecimento ao Prof. José Pacheco, por me ensinar isto) questionem, ensinem e debatam esta nova estrutura de poder...
Agradeço-lhe a atenção por partilhar de minhas idéias que devem e podem ser melhor pensadas e elaboradas.

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