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sábado, 30 de junho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PROGRAMAÇÃO DE JULHO DO GRUPO BEM VIVER - 10 ANOS


GRUPO BEM VIVER – 10 ANOS
Programação de julho de 2012.
01 – Passeio na Barragem, com o grupo de Varginha. Sairemos as 08 h: 30 ao lado da Catedral num micro ônibus. Confirmem suas presenças. Tel. 3261.1380.
04 – Bingo. Neste dia será entregue a cada um, sua camiseta comemorativa dos 10 anos do GBV.
11 – Homenagem da Escola Estadual Dom Inocêncio, ao Grupo Bem Viver por seus 10 anos de fundação. A seguir, aulas de artes com Ângela Vale.
18 – Atividades lúdicas à tarde. As 19h00 missa em Ação de Graças na Catedral pelos 10 anos do GBV.
20 – Abertura da Feira de Artesanato na Sala de Exposições do Museu Regional do Sul de Minas, das 09 h: 00 as 18 h: 00.
21 – Feira das 09 h: 00 às 18 h: 00. À noite teremos em nossa sede, um jantar dançante com Elias Berbel e conjunto. O jantar está sob a responsabilidade de Ângela Oliveira a partir das 20 h: 00. Os associados em dia com as mensalidades, não pagam. Os não associados que quiser nos dar a honra da visita vai contribuir com R$25,00 com tudo incluso. Obs. Mesmo os associados, devem confirmar as suas presenças e dos familiares que levarão. Teremos lugar para 120 pessoas confirmadas. Tel.3261.1380.
22 – Feira das 09 h: às 18 h: 00.
Apresentação da Corporação Musical Maestro Walter Sales às 11 h: 00 em homenagem ao Grupo Bem Viver.
25 – Aniversariantes de julho e escolha dos novos dirigentes do GBV.
Obs. As aulas de música com o Maurílio continuam toda quarta, após a nossa reunião normal.
Toda terça e quinta-feira continuamos com as aulas de ginástica as 08 h; 00.
Visite a nossa programação no blog: www.istoecampanha.blogspot.com
Não será racional concluir não poder, antes de tentar.”
José Milton – Presidente do GBV

BEATIFICAÇÃO DE NHÁ CHICA

Nhá Chica tem milagre reconhecido e pode ser primeira santa nascida no Brasil

junho 28th, 2012 ·

Foto: www.nhachica.org.br
A notícia é do G1: Papa Bento XVI reconheceu milagre atribuído à Nhá Chica. Em 1995, a professora Ana Lúcia Meirelles foi curada de um problema no coração e atribuiu a cura à Nhá Chica, de quem é devota. Uma comissão formada por sete médicos chegou à conclusão que a cura não tem explicação científica. Com o reconhecimento do milagre pelo Vaticano, Nhá Chica será beatificada. Em Baependi, cidade onde a religiosa morou, começou hoje uma série de missas e novenas, que serão realizadas até o fim de semana. Na foto, estátua de Nhá Chica em frente ao Santuário Nossa Senhora da Conceição, em Baependi.

FOTO DO DIA. PALÁCIO EPISCOPAL SÃO JOSÉ

Palácio Episcopal São José em Campanha - MG.
Residência oficial do Bispo Dom Diamantino Prata de Carvalho.

UMA SEMANA SEM O SOLIDÁRIO JOÃO NANI

Bernadete uma das filhas, ao lado do pai João Nani na janela de sua casa.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

FOTO DO DIA. PONKAN DA CAMPANHA

O Sr. Raimundo Carvalho técnico agrícola, nos enviou esta foto, que mostra a alegria do apanhador de ponkam em suas atividades.

terça-feira, 26 de junho de 2012

sábado, 23 de junho de 2012

CASA DE MARIA MARTINS

Um pessoa revolucionária como foi Maria Martins onde estiver, deverá estar vibrando com a reforma da casa onde ela nasceu. O mais importante no projeto do arquiteto Ricardo Salles a pedido da empresária Naide Reis é que a memória de Maria Martins será respeitada e reconhecida porque, deixar aquela casa nas condições em que se encontra é um verdadeiro desrespeito a sua memória. Para os que não sabem, a campanhense Maria Maria foi considerada a maior escultora surrealista do mundo. Já a campanhense por adoção, a empresária Naíde Reis é uma das maiores empresárias da nossa cidade, e tem uma visão de preservação da história como poucos.
De a sua opinião nos comentários abaixo e participe da enquete ao lado.
O projeto da nova casa em homenagem a Maria Martins.

A casa como está hoje.

FOTO DO DIA. RUA DIREITA

O belo conjunto arquitetônico da nossa Rua Direita (Saturnino de Oliveira).
Campanha - MG - 2012

A NONA SINFONIA DE BEETHOVEN


 A NONA SINFONIA DE BEETHOVEN

Incrível...fenomenal !

INTERPRETADA POR 10.000 PESSOAS
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A Nona Sinfonia de Beethoven
 É especial por muitas razões.
O desenvolvimento desta obra desde 1793 quando Beethoven  sentiu a necessidade de musicar o poema de Schiller "An die Freude", que todos nós conhecemos como Ode à Alegria, até o ano de 1824 tomou praticamente toda sua vida artística.
Isso indica a importância que o autor deu à sua última e mais interpretada sinfonia.
Dizem que Beethoven nunca a ouviu devido a seu estado avançado de surdez. Uma adaptação desta sinfonia, conduzida por Herbert von Karajan, é desde 1972 o hino da União Europeia, e é a única peça da história da música declarada Património Mundial pela UNESCO.
Mas a coisa surpreendente sobre este vídeo em anexo é a sua contagem.
Em Osaka (Japão) 10.000 cantores realizam a parte coral do movimento nº4.
Observar que é cantado de memória sem partitura.
Edição e formatação: NIAG

sexta-feira, 22 de junho de 2012

FOTO DO DIA. Um sonho?

Casarão histórico na Rua Direita.
Campanha - MG

HOMENAGEADO. JOÃO NANI.

Noventa anos de vida
Homenagem a um venerado descendente italiano
Leonardo Lima

Outubro é um mês repleto de datas festivas. Nele comemoramos o descobrimento da América, o da nossa cidade da Campanha. Nele nasceu meu inesquecível pai Geraldo e minha saudosa irmã Ângela. Mês dedicado as Missões e, para nós católicos, a Nossa Senhora.
No entanto, quero aqui ressaltar o aniversário de uma pessoa que completa, neste mês, noventa anos. Nasceu ele no dia 1º de outubro de 1920, num sítio na vizinha cidade de Cambuquira. Seu pai Pedro veio da Itália para o Brasil com seis anos. Já sua mãe Maria viu a luz do dia aqui no Brasil, tendo viajado da Itália para o nosso país no ventre da mãe Adelina. Portanto o nosso aniversariante filho de Pedro e Maria é um legítimo descendente de Italianos! Depois de residirem em Cambuquira por um período de aproximadamente dez anos, vieram para Campanha. Era uma família constituída dos pais e oito filhos menores.
Foi assim o caminho trilhado pelo JOÃO NANI, que chega aos seus noventa anos cercado pelo carinho e admiração por todos os que com ele convive.
Sua vida na cidade da Campanha não foi fácil. Aos oito anos, recém desembarcado, começa a trabalhar na oficina dos irmãos Evaristo e Caetano Naliatti, italianos! Como era muito pequeno tinha que subir num banquinho para manejar o fole da forja.
Foi aprendiz de ferreiro, serralheiro e encanador e em 1938 tornou-se sócio de seu tio Júlio Grassi. Em 1945 é desfeita a sociedade e a oficina passa a sua propriedade. Emprega seus irmãos Alexandre e Eduardo Nani que ali trabalharam até se aposentarem!
Assim como fez com os irmãos, também iniciou no ofício seus filhos Guto, Ângelo, Alexandre, Aluízio, este último falecido, na difícil e cansativa arte. Todos eles se tornaram mecânicos e serralheiros.
Mas voltando ao nosso homenageado João Nani devo dizer que ele estudou no Grupo Escolar Zoroastro de Oliveira. Depois, continuou na Escola Normal Oficial da Campanha freqüentando o 1º ano de Adaptação. Foi na escola que tanto ele como os demais irmãos perderam um “ene” no nome. No início o correto era Nanni. Mas para facilitar, as professoras resolveram “cortar” um dos “enes”. João Nanni virou João Nani. Infelizmente não teve condições de aprofundar nos estudos devido, principalmente, à necessidade de trabalhar em tarefas cansativas e desgastantes. Apesar desse pouco estudo, João nunca declinou de falar em público, usando sempre de sua facilidade em concatenar bem suas idéias, e de seu espírito de sinceridade e justiça.
Sempre foi um homem temente a Deus e dedicado a Igreja católica. Foi Congregado Mariano, tornando-se seu presidente, membro do apostolado da oração, vicentino onde, por mais de uma vez, ocupou a presidência do Lar Vicentino e Conferência Santo Antônio, organizador da tradicional festa de São Sebastião, juntamente com o operoso José Casadei. Por muitos anos atuou como sacristão da Igreja de São Sebastião.
Sua atuação na Vila Vicentina cabe um destaque especial. Numa época que nada ou pouco se recebia de ajuda de poderes públicos, a manutenção só era possível graças à amizade e a caridade dos amigos da cidade e da zona rural, bem como de pessoas residentes em outras cidades, porém conhecedoras da atividade desenvolvida naquela instituição. Por isso, nunca faltou alimentação naquele lar e acreditem: ele existe há oitenta e oito anos! Ia diariamente visitar os moradores, transportava em sua “Brasília” algum doente para a Santa Casa ou algum hospital da vizinhança. Com a mesma viatura distribuía, juntamente com seus companheiros, roupas e alimentos nas casas dos necessitados. Sempre que estacionava seu carro no portão da vila, imediatamente a “Dita”, uma moradora que sofria das faculdades mentais, sem a menor cerimônia, abria a porta traseira do carro e lá se aboletava. Obrigava João a dar uma volta pela cidade com ela. Era até engraçado, parecia o casal do filme “Conduzindo Ms. Dayse”, apesar da disparidade dos personagens.
Muitas obras naquela instituição foram desenvolvidas em suas gestões, melhorando, assim, as condições de vida daqueles nossos irmãos.
Ainda cabe ressaltar sua atuação como Ministro Extraordinário da Sagrada Eucaristia. Foi, juntamente com João do Pedrinho e Abelardo, os mais distinguidos pela população para padrinhos de batizados, crismas e casamentos.
Falei, até aqui, do João Nani religioso. Agora uma rápida passada pelo João Nani cidadão. Em 1972 foi nomeado Juiz de Paz e realizou muitos casamentos na cidade. Ainda em 1972 teve seu nome sufragado nas urnas se tornando vereador, fato repetido em 1976. Pertenceu ao Lions Club de Campanha, sendo um de seus fundadores. No ano de 1982 a cidade, através de seus vereadores, outorgou-lhe o título de “Cidadão Campanhense” numa demonstração de suprema justiça a um homem que muito fez pela cidade e seus moradores.
Agora o momento de falar de sua vida familiar. Foi casado com Maria Vitória Lefol (infelizmente já falecida) com quem teve nove filhos.
Como esposo, pai, irmão e amigo foi e é, uma pessoa carismática, afável, íntegra, de mente privilegiada, sempre pronto a servir ao próximo com um conselho, uma palavra amiga de estímulo e entusiasmo. Gosta de se ver cercado de amigos e familiares e tem um prazer em reunir, sempre que possível, sua grande família.
Nesta caminhada de noventa anos passou por duas cirurgias de ponte de safena e teve uma pequena isquemia que o faz esquecer, algumas vezes, os nomes das pessoas. Em vista disso, optou por chamar a todos de “companheiro(a)”, o que não afetou sua comunicação e não desagradou ninguém. Na sua fé inabalável, na reza diária do terço, nas missas pela TV Aparecida e nos domingos, na Igreja São Sebastião, encontrou o alimento e a cura de vários problemas de saúde que teve.
A família que tão bem João e Vitória souberam criar, “um por todos e todos por um”, unida, cuida com muito carinho de seu patriarca. Ela agradece aos “anjos” que sempre estão por perto prontos a atendê-lo. São eles: Dr. Fernando Cavalher, Dr. Odilon (Lavras), o fisioterapeuta Lupércio, a fonoaudióloga Carla e a Cida que diariamente vela pelo seu bem-estar. Todos estes permitem uma ótima qualidade de vida ao João Nani. Pessoas que Deus colocou em seu caminho para que sua longevidade seja sempre uma bênção para ele e para todos os que o admiram.
João tem, atualmente, quatro irmãos vivos: Maria José, Alexandre, Tereza e Eduardo. Pessoas boas e conhecidas pelo espírito benfazejo, pela simpatia do acolhimento e pela beleza de procedimentos. Tem oito filhos: Aluísio (falecido), Bernadete, João Batista, Celso Augusto, Elizabeth, Elisete, Ângelo e Alexandre, dezenove netos, três genros, cinco noras e três bisnetos.
Neste outubro ergamos nossas taças do mais espumoso vinho, junto com nossas mais ardentes preces para que noventa seja apenas um marco vitorioso, porém indicativo de que muito mais há de vir nas ações do patriarca e na força do amor dos seus inúmeros descendentes!
Parabéns “Companheiro”, velho amigo vicentino. Parabéns, abençoada família Grassi/Nani.

Folha Campanhense – Ed. 162 – Outubro 2010.

FOTO DO DIA. PARCIAL DA CAMPANHA

Parcial do Centro da Campanha - MG

quinta-feira, 21 de junho de 2012

GRANDE PERDA. JOÃO NANI

Diretoria do Lions tomando posse em junho de 1981. Sr. João estava lá  mais uma vez.
Na foto: José Augusto Bellato, Maurício Moreira de Castro, Francisco Roberto Pereira, José Milton J.F.Lopes, Dionor Ferreira, Pedro Célio Arantes, João Nani, Milton X. de Carvalho, Manoel F.Novo e Geraldo K.Serrano.
Nos deixou hoje o senhor João Nani. Conheço muitas pessoas boas, amigas, solidárias e prestativas. Mas o Companheiro Leão João Nani, como o chamávamos nos bons tempos do Lions Clube, conseguiu extrapolar tudo isto. Ele foi bom demais. Excelente pai de família, bom marido, bom cidadão, bom cristão, Vicentino de primeira linha, leão de juba, vereador, exímio profissional... são tantas as qualidades, que é mais fácil dizer, pensem numa coisa boa que alguém fez. O senhor João Nani fez. Vai nos deixar muitas saudades, mas os seus exemplos de vida vão ficar para sempre. Nosso fraterno abraço aos familiares e que Deus conforte a todos.

FOTO DO DIA. CAPELA DO SANTÍSSIMO

Capela do Santíssimo na Catedral de Santo Antônio.
Campanha - MG

AUTISMO - ESTA MATÉRIA PODE AJUDAR ALGUÉM

Autismo e a Doutrina Espírita

Autismo e a Doutrina Espírita
Dr. Ricardo Di Bernardi é médico pediatra e homeopata geral. Presidente e fundador do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis e da AME SC – Associação Médico-Espírita de Santa Catarina, Brasil. Escritor e autor dos reconhecidos livros "Gestação sublime Intercâmbio", "Reencarnação e Evolução das Espécies", "Dos Faraós a Física Quântica", "Reencarnação em Xeque" e "Voo Livre – Um estudo sobre reencarnação".

Neste texto ele nos mostra a relação existente entre Espiritismo e autismo.

1 - A doutrina Espírita pode nos facultar compreender que um autista não o é por acaso biológico, nem seus pais e familiares estão convivendo com ele por uma mera casualidade. Há uma continuidade de vidas anteriores e sobretudo continuidade do período intermissivo (entre as encarnações) ou erraticidade. Assim sendo convém considerar que o autismo decorre de causas pretéritas, em especial do período da chamada "erraticidade" quando posturas psíquicas foram determinantes para esta situação que será transitória no decurso do tempo.

2 - O autismo, segundo alguns autores encarnados e desencarnados, é uma expressão física, de uma importante desarmonia espiritual na qual o espírito recusa insistentemente reencarnar, rejeita ou não quer e não admite renascer. Em função disto, traz um aspecto de estar ausente, não adaptado, a realidade encarnatória.

3 - A doutrina espírita pode também auxiliar no tratamento e orientação aos familiares: além das sempre recomendáveis posturas universais e cristãs, de compreensão, carinho e respeito, há atitudes que podem beneficiar a um espírito encarnado nesta situação.

3.1 - Conversar com o autista quando ele estiver dormindo, pois a conversa é captada pelo inconsciente (espírito) este é quem está doente. Durante o sono o cérebro está dando espaço para que comuniquemos diretamente com o espírito, nesta conversa, falar devagar, pausadamente e dizer:

- Estamos contentes porquê você está aqui entre nós.

- Você tem muito que fazer aqui na Terra.

- Você vai ser feliz nesta vida.

- Nós te amamos muito.

- Você é inteligente, nós sabemos (repita) que você é inteligente.

- Você é amoroso, (repita) nós sentimos que você é amoroso.

Conte fatos bonitos, fale das belezas da natureza, da amizade, do amor etc.

Depois ou antes da conversa coloque músicas suaves.

3.2 - Mentalizar o chakra frontal (testa entre os olhos) enviando em pensamento uma energia luminosa azul clara e brilhante, repetindo pensamentos claros, lúcidos, curtos, por exemplo:

"Amanhã será sábado, sábado (repetir) é dia de (citar)...,"

"Quando acordar você vai pensar em bom dia, você vai dizer bom dia, eu vou dizer bom dia para você... "

Imagine e repita: "Uma energia agradável, bela, azul, clara e brilhante está entrando pela testa, diga: "a sensação é "boa"!
Repetir as frases...mentalize e fale da cor azul.

3.3 - Mentalizar o chakra cardíaco, imaginar uma energia luminosa rosa, envolvendo o coração do autista, dizer que é uma energia "boa ".

Fale: "agora você vai sentir a energia do nosso amor, sinta o amor entrando com esta energia rosa."

"Sinta a energia do carinho, fulano (diga o nome da pessoa) pense: eu gosto de... (cite) eu amo... eu sou capaz de amar, (fale devagar) eu sou capaz de gostar das pessoas."

"Meu olhar vai dizer que eu amo as pessoas."

Assim por diante.

3.4 - Pode-se e deve-se colocar o nome nos trabalhos espirituais de irradiação. Não recomendaríamos irradiação colectiva, mas individual, isto é específica para a pessoa ou o caso.

3.5 - Administrar passes.

3.6 - Indicar água energizada

3.7 - Preces

3.8 - Trabalhos de desobsessão (considerar que o problema não seja obsessão mas auto-obsessão, portanto dar ser dado este enfoque, esta condução)

3.9 - Orientar para manter o acompanhamento médico

4 - Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita paciência.

Dr. Ricardo di Bernardi

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

LAMBARI - MG

Aos amigos de Lambari. Foto tirada do Atelier da Noiva, da amiga Fátima.

FOTO DO DIA. MUSEU REGIONAL DO SUL DE MINAS

O Museu Regional do Sul de Minas - A Biblioteca Cônego Victor - O Museu Sacro e o Centro de Estudos Monsenhor José do Patrocínio Lefort visto da Praça Dom Ferrão.
Campanha - MG

terça-feira, 19 de junho de 2012

FOTO DO DIA. PARCIAL DO TREVO DE ENTRADA EM CAMPANHA

Da Art Caixas temos esta vista do trevo de entrada da Campanha. O CEC de tantas histórias, paqueras, desfiles, bailes, jogos... e ao fundo, parte do centenário Sion.
Campanha - Minas Gerais

IMPRENSA, HISTÓRIA E SEPARATISMO: O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1892 ATRAVÉS DAS PÁGINAS DO MONITOR SUL-MINEIRO



IMPRENSA, HISTÓRIA E SEPARATISMO: O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1892 ATRAVÉS DAS PÁGINAS DO MONITOR SUL-MINEIRO *
Última parte.

Àquela época, a cidade da Campanha era a principal localidade propagadora das idéias separatistas no Sul de Minas Gerais, além de “um dos mais inexpugnáveis baluartes do partido conservador”, o que lhe garantia posição privilegiada no contexto da Política de Conciliação do Segundo Império (REZENDE, 1987: 30).
A 1º de janeiro de 1872, Bernardo Saturnino da Veiga, um dos filhos de Lourenço Xavier da Veiga, fundou na Campanha o Monitor Sul-Mineiro, jornal que conquistaria notoriedade na imprensa nacional por sua longa publicidade. Dele, Valladão oferece uma descrição de contemporâneo:
Nas instrutivas, patrióticas e noticiosas colunas deste grande órgão, o Monitor Sul-Mineiro, se defendiam as melhores causas e se derramavam úteis conhecimentos. E ainda questões políticas, que tanto apaixonadamente eram ali tratadas sempre com superioridade, dominando sempre o espírito de moderação de idéias e de linguagem, como programa estabelecido. [...] não seria preciso significar, os interesses locais da Atenas Sul Mineira, sobre os variados aspectos, culturais, morais e materiais, eram especial, brilhante e carinhosamente defendidos sempre em suas colunas, bem como o interesse de toda aquela região em geral (VALLADÃO, 1942: 224).
O programa político do Monitor Sul-Mineiro pautava-se pela promoção dos ideais de progresso e de civilização. Na opinião dos seus redatores, a provincialização do Sul de Minas Gerais apresentava-se como um indiscutível pressuposto para o progresso da região, de vez que a emanciparia da administração de Ouro Preto por meio da transferência do poder regional para a cidade da Campanha.
É importante ressalvar, contudo, que a orientação política do Monitor Sul-Mineiro era conservadora e, por isso mesmo, avessa às propostas radicais de separação. Destarte, Minas do Sul deveria ser criada de acordo com os princípios constitucionais e em respeito ao status quo imperial, como está implícito no seguinte excerto, onde o redator do jornal intercede ao Imperador D. Pedro II, pela causa separatista:
[...] Queremos estabelecer nossa economia em separado, sem temermos a sorte do filho pródigo, pois não temos outra fortuna além do amor do trabalho.
[...] Queremos progredir, caminhar, ir além, muito longe, sem que os anos alvejem os cabelos, como a nossos maiores – nas brenhas de seus solitários palmares!
[...] Queremos espancar a tristeza de nossas montanhas, que 56
nossos rios não corram entre desconhecidas solidões, queremos finalmente a civilização que, na frase de Guizot, é o oceano que faz a riqueza de um Estado, e a cujo seio todos os elementos da vida do povo, todas as forças de sua existência, vem a sumir-se!
[...] É este talvez, Senhor, o derradeiro recurso que vamos tentar; se se perderem as nossas palavras na amplidão dos ares, como se perdem as do condenado no meio do auditório sombrio da morte; se não chegarem ao Trono Imperial as justas suplicas de todo o Sul de Minas, que pede vossa proteção – o fiat lux – que pode espancar as trevas que nos cercam...tendo a autoridade como coisa inviolável, faremos sempre da obediência coisa santa e sujeitar-no-emos ao sacrifício como coisa divina (MONITOR SUL-MINEIRO, 1884: 3).
A proposta legalista de separação apresentada pelo Monitor Sul Mineiro foi sendo rebaixada à proporção do desgaste do partido conservador, bem como da ordem política por ele sustentada. Nesse sentido, a difusão das idéias republicanas e federalistas deu ensejo ao surgimento de novas concepções de separação do Sul de Minas Gerais.
Com o advento da República no Brasil na última década do século XIX, as rivalidades entre as regiões mineiras se aguçaram de tal forma que o governo de Minas Gerais se viu obrigado a adotar uma política de conciliação entre elas. Entrementes, tal medida foi insuficiente para acalmar os ânimos exaltados dos sul-mineiros e para dissipar as idéias de separação.
Assim, a 31 de janeiro de 1892, a população campanhense foi convidada a comparecer ao Largo das Dores para a proclamação oficial de independência do estado de Minas do Sul. Sob a liderança de políticos locais, O Movimento Separatista Sul Mineiro14 contou com o apoio de poucos municípios circunvizinhos à cidade da Campanha, como São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações do Rio Verde e Cambuí (VALLADÃO, 1942: 360).
14 Com relação ao Movimento Separatista Sul Mineiro de 1892, José Pedro Xavier da Veiga faz o seguinte comentário: “Movimento popular na cidade da Campanha para o fim de ser criado um novo estado no território do Sul de Minas. Para dirigi-lo foi instituída uma junta, que proclamou ao povo, fundou órgão oficial na imprensa e chegou mesmo a exercer na cidade ação governativa, com aplausos da população. Dois meses
Cumpre observar que a orientação política desse movimento era bastante diferente da dos projetos parlamentares apresentados durante o Segundo Império, não obstante sua aspiração comum. Enquanto os deputados Evaristo da Veiga, Américo Lobo e Olympio Valladão propunham medidas legais para a provincialização do Sul de Minas, os adeptos do Movimento Separatista Sul Mineiro eram, em sua maioria, republicanos que não hesitavam em dispor de medidas radicais e, até mesmo, anticonstitucionais, para conquistarem seu intento. 57
depois estava normalizada ali a situação das coisas públicas, tendo sido posteriormente anistiados pelo governo federal os chefes do movimento separatista e aqueles que os secundaram” (VEIGA, 1998, p.184).
Durante dois meses, tempo que durou o movimento, o sonho da separação parecia haver se tornado realidade para seus idealizadores, como atestam as palavras do jornal Minas do Sul:
Minas do Sul existe enfim!
Concretizou-se a perene aspiração de meio século - nossa e de nossos maiores.
Não há, no mais recôndito recanto do território d’aquém rio Grande, um coração que não pulse uníssono conosco, no contentamento pela realização do nosso sonho comum, no entusiasmo pela previsão do esplêndido futuro que nos aguarda. (MINAS DO SUL, 1892: 01).
Todavia, nem toda a imprensa estava confiante no êxito separatista, a exemplo do Monitor Sul Mineiro, que se posicionou de forma hesitante quanto à situação. Somente a partir de meados do mês de fevereiro, esse jornal passou a manifestar apoio àquela iniciativa de separação, sem, contudo, deixar de censurar seu caráter demasiado “revolucionário”.
Com efeito, o que continuou distinguindo o Monitor Sul Mineiro das demais vozes consonantes com a separação foi o acentuado tom de moderação e sobriedade com que ele tratava as possibilidades de criação do estado de Minas do Sul, como pode se perceber por meio de seu editorial de 10 de fevereiro de 1892:
[...] Temos opinião conhecida sobre a necessidade de constituir-se no sul do Estado em que vivemos um governo independente e livre da tutela de Ouro Preto, e não precisamos de novo declarar que receberíamos com a mais viva alegria a feliz notícia de que essa aspiração se tornou realidade. Entretanto, afasta-nos atualmente das que se empenham por esse desideratum a questão do modo de criar-se o novo estado. Temos horror às revoluções, que arrastam após si incalculáveis desgraças, levando a divisão, o ódio e o luto ao seio das famílias, que desejaríamos ver sempre unidas nos mesmos intuitos, contundidos em sentimentos iguais, irmanados por identidades de afeto (MONITOR SUL MINEIRO, 1892: 01).
Percebe-se, por esse excerto, que o Monitor Sul Mineiro apoiava a iniciativa de criação do estado de Minas do Sul, mas à maneira antiga, como se fazia no tempo de D. Pedro II. Parece-nos que a aversão do Jornal a toda e qualquer forma de revolução foi um legado do pensamento conservador que, nos primeiros anos de regime republicano, reavivou-se ante as novas ameaças de integridade do território nacional. 58
Tendo o Movimento Separatista Sul Mineiro sucumbido na primeira quinzena do mês de março, a anistia aos revoltosos separatistas foi concedida a 23 de abril de 1892. Vários políticos campanhenses concorreram para a rapidez deste processo, dentre eles Dr. Alexandre Stockler e Dr. Francisco Lobo, este último, ministro das Relações Exteriores entre 1892 e 1896.
Ao se analisar a breve trajetória desse evento histórico regional, provoca-se a reflexão sobre suas conseqüências políticas, a médio e longo prazos, para a região Sul Mineira e, mais precisamente, para a cidade da Campanha.
Com relação ao Sul de Minas, o Movimento Separatista de 1892 conseguiu atrair a atenção do governo mineiro para as necessidades regionais, embora tenha malogrado em seu objetivo precípuo de criação de um novo Estado. Tanto que, como aponta Morais Filho, dos governadores de Estado que ascenderam à Presidência da República, cinco eram sul-mineiros, dentre eles Wenceslau Braz e Delfim Moreira (MORAIS FILHO apud CASADEI, CASADEI, 2002: 108).
Entretanto, para a cidade da Campanha, o Movimento Separatista Sul Mineiro representou-se como ônus, tanto para sua imprensa quanto para sua influência política: após 1892, a cidade perdeu definitivamente importância para outros pólos urbanos florescentes na região, como Pouso Alegre, Varginha e Poços de Caldas. Ademais, muitos jornais campanhenses, como o Monitor Sul Mineiro, perderam prestígio e logo encerraram suas publicações. Por fim, a imagem da Campanha como a Atenas Sul Mineira passou a figurar apenas nos discursos políticos vazios e nas páginas do passado.
BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, Manuel Correia de. Os meios de comunicação e o problema do separatismo. In: Informação e Sociedade. João Pessoa, v.3, n.1, p.24-29. jul. 1993.
ANDRADE, Marcos Ferreira de. Elites regionais e a formação do Estado imperial brasileiro: Minas Gerais – Campanha da Princesa (1799-1850). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2008.
BARBOSA, Waldemar de Almeida. Campanha. In: ___. Dicionário histórico geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Promoção da Família, 1971. p.98-99. 59
BUENO, Júlio. Almanach do município de Campanha. Campanha: Tipografia do Monitor Sul Mineiro, 1900.
CAPELATO, Maria Helena Rolim. Imprensa e História no Brasil. São Paulo: Contexto, 1988.
CARNEIRO, Edilane Maria de Almeida; NEVES, Marta Eloísa Melgaço. Introdução. In: VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides mineiras (1664-1897). Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro – Centro de Estudos Históricos e Culturais, 1998. p.15-40.
CASADEI, Antônio; CASADEI, Thalita de Oliveira. Aspectos históricos da cidade da Campanha. Campanha: Sebo Cultural, 2002.
CASASSANTA, Manoel. Campanha. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1973.
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: momentos decisivos. 4 ed. São Paulo: Editora UNESP, 1999.
DARNTON, Robert; ROCHE, Daniel (orgs.). Revolução impressa: a imprensa na França (1775 -1800). São Paulo: EDUSP, 1996.
FRIEIRO, Eduardo. Notas sobre a imprensa em Minas. In: Revista da Universidade de Minas Gerais. Belo Horizonte, n 12, p.62-83, jan. 1962.
GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1985.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. “O manifesto de 1870”. In: ____ (org.). História Geral da Civilização Brasileira. t.II, v.VII. São Paulo: Difel, 1972.
LAGE, Ana Cristina P. Professores políticos e alunos grevistas: a Escola Normal e o Movimento Separatista, Campanha (MG), 1892. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS, 7, 2006, Campinas. Anais do VII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas. Campinas: Unicamp, 2006. p. 15-36.
LEFORT, Monsenhor José do Patrocínio. Cidade da campanha: monografia histórica. Belo Horizonte: Imprensa oficial, 1972. 60
LENHARO, Alcir. As tropas da moderação: o abastecimento da Corte na formação política do Brasil, 1808-1842. São Paulo: Símbolo, 1979.
MARIANI, Bethânia Sampaio Corrêa. Narrativas e rituais enunciativos na imprensa: a “Intentona” de 35. In: RUBIM, Antônio Albino, BENTZ, Ione Maria, PINTO, Milton José (orgs.). Produção e Recepção dos sentidos midiáticos. Petrópolis: Vozes, 1998. p.29-42.
MELLO, Ciro Flávio Bandeira de. A noiva do trabalho. Uma capital para a república. In: DUTRA, Eliana de Freitas (org.). BH: horizontes históricos. Belo Horizonte: C/ Arte, 1996. p.11-45.
OTTINO, Carlo Leopoldo. Separatismo. In: BOBBIO, Norberto, MATTEUCCI, Nicola, PASQUINO, Gianfranco (orgs.). Dicionário de Política. v.2. 5 ed. São Paulo: Imprensa Oficial, 2004. p.1145-1147.
REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de. Minhas Recordações. Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, 1987.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. 5 ed. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.
SOUZA, Otávio Tarquínio de. História dos fundadores do Império do Brasil: Evaristo da Veiga. v.6.Belo Horizonte: Itatiaia Ltda, 1988.
TYMBURIBÁ, Marina Camargos, ANDRADE, Mariza Guerra de. A imprensa em Minas Gerais (Primórdios). Belo Horizonte: H&C Informática, 1991.
VALLADÃO, Alfredo. Campanha da Princeza. v.1. Rio de Janeiro: Leuzinger S.A., 1937.
VALLADÃO, Alfredo. Campanha da Princeza. v.2. Rio de Janeiro: Leuzinger S.A., 1940.
VALLADÃO, Alfredo. Campanha da Princeza. v.3. São Paulo: Empreza Graphica da “Revista dos Tribunaes” Ltda. , 1942.
VEIGA, Bernardo Saturnino da. Almanach Sul Mineiro. Para o ano de 1874. Campanha: Thypographia do Monitor Sul Mineiro, 1874.
VEIGA, Bernardo Saturnino da. Almanach Sul Mineiro. Para o ano de 1884. Campanha: 61
Thypographia do Monitor Sul Mineiro, 1884.
VEIGA, José Pedro Xavier da. A imprensa em Minas Gerais (1807-1897). Revista do Arquivo Público Mineiro. Ouro Preto, vol. 3, 1897, p.169-249.
VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras – 1664 – 1897. v.1 e 2. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998.
VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras – 1664 – 1897. v.3 e 4. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998.
FONTES IMPRESSAS:
Jornal Monitor Sul Mineiro – originais do período entre 1872-1896; acervo do Centro de Estudos Campanhenses Monsenhor Lefort, Campanha/MG.
Jornal Minas do Sul – exemplar do ano de 1892; acervo do Centro de Estudos Campanhenses Monsenhor Lefort, Campanha/MG.
RESUMO: A cidade da Campanha firmou-se durante o século XIX como importante localidade propagadora de idéias separatistas no Sul de Minas Gerais. Nela surgiram vários jornais e projetos parlamentares que tinham como aspiração comum a provincialização daquela região. Num primeiro momento, este texto identifica as transformações históricas no estatuto social e político da imprensa durante o século XIX. Em seguida, avalia os fatores de surgimento das idéias separatistas no Sul de Minas Gerais. Por fim, analisa o Movimento Separatista de 1892 sob a óptica do jornal Monitor Sul Mineiro.
PALAVRAS-CHAVE: Separatismo, Sul de Minas Gerais, Monitor Sul Mineiro.
ABSTRACT: The city of Campanha stands out during the 19th century as an important propagating center of separatist political ideals in the South of Minas Gerais. The city was the hub of a surge in various periodicals and parliamentary bills that had as their common goal of the secession of the region from the rest of Minas Gerais. Firstly, this article identifies the historical transformations in the social statutes and press policies during the 19th century. Next, it assesses the factors surrounding the surge in separatist political ideals in the South of Minas Gerais. Finally, this article analyzes the Separatist Movement of 1892 through the lens of the journal Monitor Sul-Mineiro. 62
KEY-WORDS: Separatism, South of Minas Gerais, Monitor Sul-Mineiro.

* A autora Graduada em História pela PUC Minas. Pós-Graduanda em Cultura e História e Minas Gerais pela PUC Minas. E-mail: perolagold@yahoo.com.br







CARNAVAL DE 1978 EM CAMPANHA.BLOCO DO BATACLÃ

Olha ai o ator Paulo Gonçalves um dos protagonistas de "Gabriela", no carnaval de Campanha em 1978.Ao seu lado Jandi Solimões, logo atrás Zé Milton e Angelo Maciel.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

FOTO DO DIA. CHAFARIZ

Chafariz, na Rua Dr. Cesarino, quase na esquina da Rua do Fogo ou Rua Dr. Brandão.
 Este chafariz tem cada história...

GEFROMP, de tijolo em tijolo...

Meus queridos amigos do GEFROMP,
Quero agradecer a todos que estiveram em minha casa, ontem, para nosso almoço; com a finalidade de angariarmos fundos para a construção de nossa sede.Confesso que estamos felizes com a repercussão do nosso Bobó de Camarão e pelo apoio dos membros do grupo e Amigos.Cada um a seu modo procurou ajudar neste acontecimento e isto nos mostra a força para o investimento de grande porte, que estamos empenhados.Tenho certeza que Frei Rogério está feliz conosco em sentir que a "união faz a força" e com a alegria contagiante de todos, por momentos de descontração e um domingo tão gostoso.
O almoço rendeu R$1.113,00.
Vamos em frente!
Abraços
Lindáurea e Paulo Henrique
Nós é que que agradecemos ao casal Lindáurea e Paulo Henrique pelo maravilhoso dia que nos proporcionou. A obra que o GEFROMP faz em Campanha é simplesmente fantástica, sob o ponto de vista social, ético, moral e doutrinário. Acho que melhor que o camarão, só mesmo o convívio com aquela turma toda.

 Obra da construção do GEFROMP na cidade da Campanha. Iniciada dia 23 de maio.
 Os amigos, companheiros e simpatizantes do trabalho que o GEFROMP realiza em Campanha que, quiserem contribuir com a construção desta sede,
podem fazer a sua doação no Banco do Brasil Conta Poupança9975-9 - Var.51 - Ag.1711-6 .
Que Deus o abençoe.
Se quiserem ter mais notícias e conhecerem melhor nossos trabalhos acessem http://www.gefromp.org.br/ . Se quiserem se comunicar com o GEFROMP  envie seu e-mail para gefromp@yahoo.com.br

Visite a obra de nossa sede Em frente a APAE em Campanha.

IMPRENSA, HISTÓRIA E SEPARATISMO: O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1892 ATRAVÉS DAS PÁGINAS DO MONITOR SUL-MINEIRO



IMPRENSA, HISTÓRIA E SEPARATISMO: O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1892 ATRAVÉS DAS PÁGINAS DO MONITOR SUL-MINEIRO *
Parte Dois

10 Na década de 1880, um projeto parlamentar apresentado pelo senador paulista Joaquim Floriano de Godoy apresentava o mesmo intuito de anexar parte do Sul de Minas Gerais à província de São Paulo. Essas eram suas disposições: “Art. 1º. As divisas entre as províncias de S. Paulo e Minas Gerais principiam no alto da serra da Mantiqueira no braço próximo ao rio Lourenço Velho até encontrar o rio Sapucaí Guaçu e deste por ele abaixo até o rio Grande.” (MONITOR SUL-MINEIRO, 26/08/1880, p.1).
Há que se destacar que a ascensão do partido conservador à esfera nacional do poder, a partir de meados da década de 1840, estimulou as propostas de desmembramento do extenso território de Minas Gerais. Isso porque o Movimento Liberal de 1842 havia incutido em alguns políticos conservadores o temor de que Minas Gerais viesse a se constituir em uma grande província central que, com seu contingente populacional e sua capacidade de mobilizar recursos nacionais, pudesse desestabilizar a ordem de outras regiões (MELO 1996: 30).
Os primeiros projetos de teor separatista apresentados à Câmara dos Deputados na década de 1840 propunham a anexação do Sul de Minas Gerais ao território de São Paulo10. Entretanto, tal plano encontrou resistência por parte de alguns políticos mineiros que pretendiam a criação de uma nova província na região sul-mineira.
Em sessão legislativa da Câmara dos Deputados, a 29 de abril de 1843, o conselheiro Bernardo Jacinto da Veiga assim se exprimiu pela divisão de Minas Gerais:
Sou de opinião que a província de Minas deve dividir-se, e se aparecesse nesta casa um projeto compreendendo esse pedaço (comarca do Sapucaí), parte da comarca do Rio Verde, e mais alguma coisa para formar uma província, eu daria o meu voto com muita satisfação (VEIGA apud VALLADÃO, 1940: 166).
Conquanto essa idéia não tenha se concretizado, o separatismo sul-mineiro teve de esperar mais de um decênio para ser novamente discutido em âmbito parlamentar.
A década de 1850 foi extremamente fértil para a criação de novas províncias e para a demarcação das fronteiras inter-regionais. Isso porque ela sinalizou o apogeu do Segundo Império e da Política de Conciliação por ele instituída (VALLADÃO, 1940: 165). 52
11 Sobre este projeto, comenta Xavier da Veiga: “na câmara dos deputados é apresentado e fundamentado um projeto elevando à categoria de província, com a denominação de província de Minas do Sul, o território mineiro assim limitado entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás: pelo Rio Turvo até a sua confluência no Rio Grande; este abaixo até as contravertentes do Rio São Francisco, a alcançar a cordilheira que divide as águas do mesmo Rio das do Rio Paranaíba; e este abaixo desde sua nascente até os limites de Goiás. A projetada Minas do Sul deveria ter por capital a cidade da Campanha. Apresentou e fundamentou o projeto o Dr. Evaristo da Veiga, subscrevendo-o mais de 46 deputados (VEIGA, 1998, p.740).
Por ocasião da criação da província do Paraná em 1853, reacenderam-se as discussões sobre a divisão territorial de Minas Gerais e sobre a provincialização da região sul-mineira. Um ano depois, em 1854, um dos deputados pelo Distrito Neutro, o conselheiro Francisco Octaviano, apresentou à Câmara Projeto de Lei que estipulava as seguintes decisões:
Art. 1º As Comarcas do Sapucaí, Rio Verde e Três Pontas, e o município de Lavras, pertencentes à província de Minas, formarão uma nova província. Tendo por capital provisória o lugar que o governo designe, até definitiva resolução da assembléia provincial respectiva.
Art. 2º Os limites atuais daqueles pontos em relação às outras províncias, depois de verificados administrativamente, serão os limites da nova província (MONITOR SUL-MINEIRO, 13/07/1873: 1).
Observa-se, pelo teor de seus artigos, que o projeto separatista de 1854 não primava pelo detalhamento das disposições legais, tendo sido, por isso, rejeitado.
Ao refletir sobre o caráter político dos projetos parlamentares até agora analisados, Valladão afirma que a maioria tinha como objetivo o enfraquecimento político de Minas Gerais e não o fortalecimento da região sul-mineira. Ademais, nenhum projeto estipulava a criação imediata de uma nova província no Sul de Minas Gerais (VALLADÃO, 1940: 170).
Em 1862, o deputado Dr. Evaristo Ferreira da Veiga apresentou, sem êxito, Projeto de Lei que dividia Minas Gerais em duas partes e criava uma nova província com a denominação de Minas do Sul11. Suas disposições eram as seguintes:
Art. 1º Fica elevado à categoria de província, com a denominação de província de Minas do Sul, o território da província de Minas Gerais, compreendido entre as do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, tendo por limites o rio Turvo até sua confluência no rio Grande; este abaixo até as contravertentes do Rio São Francisco, a alcançar a cordilheira que divide as águas do mesmo rio São Francisco das do rio Paranaíba; e este abaixo desde sua nascente na mesma cordilheira até os limites da província de Goiás. 53
Art. 2º A nova província terá por capital a cidade da Campanha da Princesa, enquanto a assembléia respectiva não decretar o contrário.
Art. 3º A província de Minas do Sul dará três senadores e dez deputados à assembléia geral; sua assembléia provincial constará de 28 membros. Dos 10 atuais senadores da província de Minas Gerais serão designados por parte, em sessão do senado, depois de sancionada esta lei, os três que serão considerados da província de Minas do Sul.
Art. 4º Os atuais 3º e 4º distritos eleitorais da província de Minas Gerais darão cada uma 2, em vez de 3 deputados e o 7º continuará a dar 2; e a mesma província dará sete senadores e sua assembléia provincial terá 35 membros.
Art. 5º A Província de Minas do Sul fica dividida em dois distritos eleitorais: o 1º compreendendo os municípios da Aiuruoca, Baependi, Cristina, Itajubá, Jaguari, Pouso Alegre, Caldas, Alfenas, Campanha, Três Pontas e Lavras; e o 2º as de Passos, Jacuí, Uberaba, Desemboque, Araxá, Campo Grande, Prata, Bagagem e Patrocínio; continuando a ser apuradora do 1º distrito a câmara municipal da Campanha da Princeza e será do 2º a do Araxá.
Art. 6º O governo fica autorizado para criar na província de Minas do Sul administração dos correios, tesouraria de fazenda, que será encarregada também da arrecadação e administração das atuais rendas provinciais enquanto a assembléia respectiva não decretar o contrário, e as secretarias de polícia e da presidência, subsistindo a organização desta enquanto a mesma assembléia não alterá-la (MONITOR SUL-MINEIRO, 1873: 1).
Em matéria de detalhamento e forma, o projeto de Evaristo da Veiga significou uma evolução das idéias separatistas esboçadas no projeto de 1854. Nele estão apontados com precisão os limites da nova província, a capital provisória, o número de representantes na assembléia respectiva, na câmara dos deputados e no senado, além dos distritos eleitorais e seus respectivos municípios apuradores.
Como pode se perceber, a circunspeção pretendida para a nova província era bastante extensa: abarcava não somente as comarcas do Sul de Minas Gerais como as da Zona da Mata e até mesmo as do Triângulo Mineiro. Estima-se, com isso, o quão significativa seria a perda territorial de Minas Gerais, caso esse intento tivesse se concretizado.
Embora tenha alcançado número considerável de votos, o Projeto de Lei de Evaristo da Veiga não resistiu à dissolução da Assembléia Legislativa no ano de 1863 e nem ao fim da Política de Conciliação (BUENO, 1900: 16). Suas disposições legais, todavia, serviram de base para outro Projeto de Lei, apresentado pelo deputado Américo Lobo, a 11 de Julho de 1868 12, como pode se perceber:
12 Sobre esta data, segue-se o comentário de Xavier da Veiga: “É apresentado na câmara dos deputados pelo Sr. Dr. Américo Lobo Leite Pereira um projeto elevando à categoria de província, com a denominação de 54
província do Sapucaí, os municípios de Lavras e os que compõem as comarcas de Baependi, Jaguari, Sapucaí e Rio Grande (menos o termo de Pium-í) tendo por capital a cidade da Campanha” (VEIGA, 1998, p.670). Como os Projetos anteriores, esse ficou sem a decisão da Assembléia Legislativa.
13 A respeito deste projeto, informa Xavier da Veiga: “Projeto oferecido à câmara dos deputados pelo Dr. Olímpio Valladão, deputado por Minas, criando a província de Minas do Sul. É idêntico aos que foram apresentados a 3 de agosto de 1862 e a 11 de julho de 1868 pelos deputados Evaristo da Veiga e Américo Lobo. Sobre esses três projetos, nunca deliberou a Assembléia Legislativa. O mesmo sucedeu em relação ao projeto que, com fim semelhante, foi apresentado na câmara a 3 de Agosto de 1854” (VEIGA, 1998, p.663).
Art. 1º Ficam elevados à categoria de província, com a denominação de província do Sapucaí, o município de Lavras e os que compõem as comarcas de Baependi, Jaguari, Sapucaí e Rio Grande, da província de Minas Gerais, menos o termo de Pium-í.
Art. 2º A cidade da Campanha da Princesa será a capital da província do Sapucaí, enquanto a respectiva assembléia não deliberar o contrário.
Art. 3º A província do Sapucaí dará 2 senadores e 5 deputados à Assembléia Geral; sua Assembléia Provincial comporá de 28 membros. Dos 10 senadores da província de Minas Gerais serão designados por sorte, em sessão do Senado, depois de sancionada a presente lei, os que serão considerados da província do Sapucaí.
Art. 4º Dará 2 deputados à Assembléia Geral o atual 3º distrito da província de Minas Gerais, cuja Assembléia Provincial constará de 45 membros.
Art. 5º A província do Sapucaí fica dividida em dois distritos eleitorais, dos quais o 2º dará dois deputados à Assembléia Geral e doze à Provincial: o governo designará os respectivos colégios eleitorais e câmaras apuradoras.
Art. 6º O governo fica autorizado para criar na província do Sapucaí a administração dos correios, tesouraria da fazenda, que será também encarregada da administração e arrecadação das atuais rendas provinciais, enquanto a respectiva assembléia não decretar o contrário, e as secretarias da polícia e presidência, subsistindo à organização desta, enquanto a mesma assembléia não altera-la. [...] (MONITOR SUL-MINEIRO, 20/07/1873: 1).
Menos pretensioso que o projeto anterior, esse de 1868 também era claro quanto às divisas territoriais e às repartições administrativas municipais do Sul de Minas Gerais. Atente-se que a denominação escolhida para a nova província – Sapucaí – sugere que “até o nome de Minas deveria ser esquecido” naquela região (MELO, 1996: 30).
Um último projeto separatista foi apresentado à Câmara dos Deputados pelo Dr. Olímpio Valladão, a 8 de julho de 1884 13. Seu teor e forma não diferiam dos projetos anteriores, sendo que a circunspeção proposta para a nova província limitava-se apenas às comarcas do Sul de Minas Gerais (VALLADÃO, 1940: 175).
Esses foram, pois, os principais projetos apresentados em âmbito parlamentar com o intuito de separação e provincialização do Sul de Minas Gerais. O que eles têm em 55
comum, além do fim a que se destinavam, é o fato de serem de autoria de políticos campanhenses.

Amanhã acaba.